Nossas tristezas se
transformarão em alegria!
1081 | Tempo Pascal
| 6ª Semana | Sexta-feira | João 16,20-23
Estamos chegando
ao fim do diálogo catequético de Jesus com seus discípulos, na sequência da
ceia de despedida e pouco antes de ser preso. O texto de hoje começa retomando
o último versículo de ontem, e desenvolve o mesmo tema da mudança da tristeza
em alegria, agora recorrendo à bela metáfora do parto. O tema desenvolve o contraste
entre a situação momentânea da comunidade dos discípulos e o mundo e, ao mesmo
tempo, apresenta a mudança radical da situação no horizonte da fé.
A imagem da mulher em trabalho de
parto nos remete a Eva, a mãe dos viventes. Também se relaciona com a história
do povo de Deus, cuja relação com Deus era frequentemente comparada à relação
conjugal, e à humanidade, da qual Jesus se apresenta como esposo, nas bodas de
Caná. A referência à angústia, à tristeza e aos apuros nos remete a uma
situação de perseguição social, mas, com a imagem da mulher em trabalho de
parto, acena também para o mistério do nascimento da nova humanidade, de homens
e mulheres novos.
A metáfora do grão de trigo, que cai
na terra, morre, germina e se multiplica, pode completar a analogia do parto. Tanto
a imagem do parto como a imagem da semente lançada na terra nos fazem imaginar
a saída de uma situação de opressão ou grande limitação e o nascimento de um
povo novo, livre, criativo e solidário. Entregando-se, Jesus não deixa de ser humano,
mas, ao contrário, torna-se plenamente humano. É através da entrega generosa e
incondicional de si mesmo que o ser humano chega à sua plena realização, ou
seja, nasce realmente.
Como
a semente de trigo e a alegria da mãe ao tomar nos braços o filho
recém-nascido, a comunidade cristã experimentará uma alegria profunda e plena
ao receber do Espírito, que a defende nas perseguições e a conserva na
fidelidade. À luz dessa experiência, a comunidade compreenderá tudo o que
aconteceu com Jesus e com ela mesma, e superará as dúvidas. Então, a alegria
será permanente, pois a vitória final está assegurada. Mas esta vitória sobre
as forças do mundo será aquela que Jesus consolidou: a vitória da cruz. Ele
voltará a ver seus discípulos e a conviver com eles.
Sugestões para a
meditação
Coloque-se em meio aos discípulos,
perturbados a traição que se desenhava, com a partida próxima de Jesus e com o
anúncio da oposição que sofreriam
Tente
interagir com os discípulos, observando a confusão e o medo que eles vivem e
não conseguem enfrentar
Tome
consciência das resistências, oposições e perseguições que os cristãos
coerentes e os humanistas e democratas enfrentam hoje