Combatamos o bom combate e guardemos a fé.
1125 | Solenidade
dos Apóstolos Pedro e Paulo | Mateus 16,13-19
O
livro dos Atos dos Apóstolos nos lembra que Pedro, o primeiro Papa, foi presidiário. As chaves prometidas por
Jesus Cristo não serviram para abrir a porta que o prendia. E Paulo, depois de ter sido um fariseu
zeloso e acumulado muitos méritos e honras, foi conquistado por Jesus Cristo e,
como muitos outros da sua geração, foi
denunciado, perseguido, encarcerado e finalmente executado. Ele assimilou o
que Jesus dissera ao enviar os Doze: “Não tenham medo de nada!”
Pedro e Paulo eram
membros de comunidades cristãs, e o vínculo se mostra de modo comovente no
relato dos Atos dos Apóstolos. “Enquanto
Pedro era mantido na prisão, a Igreja orava continuamente por ele”. Um
pouco antes, quando Pedro e João haviam sido liberados da prisão, a comunidade
pedia em oração: “Agora, Senhor, olha as ameaças que fazem, e concede que teus
servos anunciem corajosamente a tua Palavra” (At 4,29). Diante da perseguição, as comunidades pedem coragem, e não
tranquilidade. O que as sustenta é o encontro com Deus em Jesus Cristo.
Jesus
faz uma pergunta decisiva aos discípulos: “Quem sou eu para
vocês?” Pedro o reconhece e proclama Messias, e é o primeiro discípulo a
fazê-lo. Porém, Jesus chama a si mesmo ‘Filho do Homem’, e não Filho de Deus
(cf. Mt 11,19; 12,8; 12,32), acentuando assim seu vínculo com a humanidade.
Isso significa que somente quem está
aberto e sintonizado com a lógica e a vontade de Deus pode reconhecer sua
presença nas ações e palavras deste filho da humanidade e irmão de todos os
seres humanos. Esta é a base sólida sobre a qual Jesus Cristo constrói a
comunidade cristã, literalmente, a assembleia dos chamados, e contra a qual
nada prevalece.
Crer, confiar, partilhar e anunciar:
estes são os verbos essenciais da gramática dos cristãos.
Só chega à meta da caminhada de discípulo quem conjuga estes verbos em todos os
tempos, modos e pessoas. É nesta perspectiva que, escrevendo na cela da prisão,
Paulo faz um balanço de sua vida e suas palavras são eloquentes: “Chegou o
tempo da minha partida. Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a
fé.”
Sugestões para a
meditação
Responda
à pergunta de Jesus a Pedro, descrevendo o lugar que ele ocupa na sua vida, e
como ele influi nas suas relações, ações e opções, grandes ou pequenas
Recorde
as consequências que esta resposta de Pedro tem na vida dele, de Paulo e dos
discípulos que vieram depois deles
Deixe
ressoar em você a palavra de Jesus: “Feliz és tu, porque não foi um ser humano
que te revelou isso, mas o meu Pai!”
Você
deseja que Jesus entre na sua casa e faça as mudanças que o Evangelho pede,
tome você pela mão e faça de você um servidor dos outros?