Deus age para
humilhar quem se exalta
1251 | Tempo Comum |
30ª Semana | Sábado | Lucas 14,7-11
Ontem vimos que, para Jesus, o reino de Deus e a defesa da
vida ameaçada tem absoluta prioridade, em qualquer circunstância. A lei visa garantir o repouso e assegurar a
dignidade dos seus filhos e filhas de Deus, e isso não pode ir contra o
mandamento de defender ou resgatar a vida. Se deixamos tudo de lado para salvar
um animal, não há razão aceitável para opor-nos à cura de uma pessoa
necessitada.
O texto de hoje dá prosseguimento à
cena de Jesus na casa do líder dos fariseus. Eles vigiam Jesus, e Jesus não
tira o olho deles. Por isso, a Jesus não
passa despercebida a busca dos primeiros lugares e da relevância que
contamina aquele grupo como o Corona vírus se dissemina hoje. Sem papas na
língua, Jesus critica essa atitude,
na própria casa de um deles. E faz isso recorrendo a uma pequena parábola.
Fiquemos atentos aos detalhes e ao alcance da narrativa de Jesus.
Evidentemente, Jesus não está preocupado com o bom comportamento dos judeus ou dos
seus discípulos numa festa, ao estilo dos manuais de boas maneiras, bem ao
gosto da burguesia. Jesus dirige sua
crítica à doença que contagia líderes religiosos e todas as pessoas que se
consideram “gente de bem”, em todos os tempos e lugares: a atitude de
imaginar-se melhor ou superior aos demais e comportar-se como tal. Há quem se
imagine inaugurando sua própria estátua em praça pública ou nos altares...
A parábola de hoje, e aquela que se
segue a ela, estão unidas pelo tema comum a ambas: a festa. Jesus oferece critérios novos e originais
para ocupar os lugares e fazer a lista de convidados. É claro que ele se
refere a quem precisa ser tratado com prioridade na Igreja e na sociedade, e ao
papel das lideranças na perspectiva do Reino de Deus. Quem “merece” participar da festa da vida? Quem tem “direito” de ser
tratado como cidadão? A quem a administração pública deve dar prioridade?
A
vida de Jesus deixa claro quem são os “últimos” e quem são os “primeiros” no
querer de Deus. É o inverso daquilo que estabelecem as regras e prioridades políticas,
religiosas e econômicas. Deus não se
orienta pelo corporativismo, pela meritocracia, pela demagogia ou pelo
assistencialismo. A vida e a missão de Jesus revelam de modo inequívoco que
o dom de si, a partilha a generosidade
radical e a generosidade são as linhas mestras da vida cristã. Fora da
solidariedade não há salvação!
Sugestões para a meditação
Acompanhe Jesus à casa do chefe dos
fariseus, seu olhar vigilante sobre os fariseus e seu ensino provocador
Procure relacionar essa afirmação de
Jesus com aquilo que ele demonstrou durante toda a sua vida e com o cântico de
Maria
Faça uma revisão de seus pensamentos e
comportamentos: você se considera melhor e mais meritório que outros?