Jesus age por compaixão e não dá espetáculo
1147 | Tempo Comum |
Semana XVI | Segunda | Mateus 12,38-42
Na ação missionária de Jesus não faltavam sinais da misericórdia de Deus em favor do povo cansado e
abatido. Ele havia acabado de curar uma pessoa cuja personalidade estava
destruída por um poder incontrolável. Mas, em vez de acreditar nele e se
alegrar com os sinais do Reino de Deus tão esperado, os fariseus o acusaram de agir em nome do pai da maldade. E Jesus
respondera que é pelos frutos que se conhece a árvore, pelas ações que
conhecemos as pessoas.
Agora, os
mestres da lei voltam a insistir, pedindo a Jesus um sinal que ateste que ele
veio e age em nome de Deus. Eles já têm suficientes, mas se recusam a
aceitar os sinais que beneficiam os sofredores e excluídos. Esperam e exigem sinais mais poderosos,
capazes de impressionar, de assustar e provocar submissão. Mas Jesus só faz
sinais para fazer o bem a quem está em situação de necessidade, e se recusa a
fazer algo apenas para mostrar seu poder ou para satisfazer a curiosidade deles.
Na verdade, Jesus acena para um sinal futuro e
inusitado: como o profeta Jonas ficara três dias no ventre de um peixe, como
que sepultado no mar, o enviado do Pai e Filho do Homem compartilhará a
condição dos humanos condenados e será morto e sepultado no ventre da terra. O sinal da sua divindade é sua plena
humanidade. E como os pagãos de Nínive acreditaram na pregação de Jonas e
se converteram, também os judeus devem aceitar seu anúncio e seu testemunho e
mudar de vida.
Essa resposta de Jesus se torna denúncia,
provocação e insulto às lideranças do judaísmo quando diz que povos pagãos que
se converteram com a pregação dos profetas julgarão os orgulhosos mestres da
lei. Jesus diz que eles, autoridades
religiosas, são maus (agem por força do demônio) e adúlteros (sem nenhuma honra).
Além de recordar o exemplo do povo ninivita, Jesus também propõe o
exemplo da rainha de Sabá, que fez de tudo para visitar Salomão, e, mesmo sendo
pagã, reconheceu sua sabedoria. E, de fato, Jesus é muito mais que Jonas e muito mais que Salomão. Ele é a
encarnação da Sabedoria e da Profecia, e o sinal maior que ele nos dá é a
compaixão e a misericordiosa acolhida, levada ao extremo na cruz.
Sugestões para a meditação
Que
sinais você costuma pedir ou esperar para confirmar o amor e a presença de Deus
na sua vida?
Você
leva em conta que é a fé que torna os sinais grandes e animadores, que não são
os milagres que fortalecem a fé?
O
que significa hoje o sinal de Jonas, o profeta que passou três dias
desaparecido, no intestino de um grande peixe?
Como
o exemplo do povo de Nínive e da rainha de Sabá podem estimular nossa adesão a
Jesus Cristo e ao seu Evangelho?