O discípulo escolhe uma vida alternativa
1120 | Tempo Comum |
Semana XII | Terça-feira | Mateus 7,6-14
Continuamos frequentando as lições de Jesus, Mestre
da vida, para que possamos avançar, cada dia um pouco mais, na nossa formação
como discípulos missionários. Para hoje, a Igreja nos propõe um versículo (v.
6) que parece mais ligado ao trecho que meditamos ontem (crítica e
autocrítica), omite os versos que ressaltam a eficácia da oração (v. 7-11) e nos convida a meditar sobre a regra de
ouro, que mede a avalia todas as nossas relações.
“Façam às pessoas o mesmo que
vocês desejam que elas façam a vocês. Esta é, de fato, a lei e os profetas”.
É isso que Jesus jamais anulou, e deseja destacar e concretizar com sua vida e
seu ensinamento. Esta é a lei que permanece para sempre, o corolário das leis, a régua ou a balança que avalia a qualidade
da vida dos discípulos do reino. Este imperativo dá primazia ao outro,
sublinha o apreço e o respeito por ele, afasta e supera as relações de
indiferença, raiva e violência.
Aqui Jesus alarga o horizonte das
relações dos discípulos entre si e para fora da comunidade. O foco não é
unicamente a comunidade interna (os irmãos e irmãs), mas as pessoas em geral. E
não se trata de ser justo e bom com as pessoas esperando que elas nos retribuam
na mesma moeda. Ao seguidor de Jesus
basta ser lucidamente bom e em tudo amar e servir, e o retorno não entra no
orçamento, nem na contabilidade. Essa é a novidade do Reino de Deus. Jesus é
realista, e adverte que são poucas as pessoas que ousam este modo de viver e
nele perseveram.
Por isso, Jesus recorre às
imagens da porta e da estrada, que, no ambiente do império romano, eram meios de propaganda e espaços de controle
militar, de exploração econômica (cobrança de impostos) e de dominação
violenta sobre os cidadãos hebreus. Porta e estrada são também imagens que
expressam direção ou opção escolhida, e entrada ou acolhida. Jesus fala de
porta estreita e de estrada estreita.
Falando do caminho
estreito e da porta apertada do Reino, Jesus não se refere à carroçada de
prescrições morais que padres e pastores costumamos impor ao povo, mas à necessidade de seguir seu estilo de vida,
de ser uma comunidade alternativa, que antecipa o sonho do Reino de Deus.
Não é verdade que essa é uma estrada estreita e supõe empenho? Para os
cristãos, não há outro caminho que possa levar à vida, à felicidade. Não há
como ser bom e justo sem isso.
Sugestões para a meditação
Deixe
ressoar em você cada palavra e cada frase dessa lição sobre a regra de ouro que
deve inspirar nossas ações e relações
Detenha-se
na imagem da estrada e da porta, e tente compreender seu sentido à luz do
Evangelho vivido e anunciado por Jesus
Também
você tende às vezes a fazer o bem focado prioritariamente na expectativa da
retribuição, do aplauso e do reconhecimento?