O Espírito é luz que
esclarece todas as coisas
1078 | Tempo Pascal
| 6ª Semana | Terça-feira | João 16,5-11
Na semana que
antecede a solenidade da Ascensão, meditaremos trechos do diálogo de Jesus com
seus discípulos depois da última ceia com eles, e antes da traição e prisão.
Pressentindo a iminência da sua condenação à morte, Jesus faz questão de
sublinhar que sua “saída” para o Pai, por quem foi enviado e em cujo nome fala
e age, fará bem para os discípulos. Ele vai para voltar como inspiração, força
e defesa.
Os discípulos não entendem como a
paixão e morte de Jesus pode ser sua volta ao Pai e a plena presença do Pai nas
dores da humanidade e nas encruzilhadas da história. Toda explicação
parece-lhes vazia. A separação continua a ser vista como escandalosa e
definitiva, e, por isso, são acossados pelo medo e pela tristeza. Eles não
conseguem entender o mistério da semente.
Precisamos entender que o envio do
Espírito de Deus e a sua assimilação na caminhada de discípulos missionários
depende da paixão e morte de Jesus. Sem a cruz, o Espírito Santo seria entendido
apenas em parte, pois estaria privado do seu núcleo vivo que é o amor extremo,
que desce aos infernos para regenerar o Humano em nós. O Espírito é, em si
mesmo, entrega generosa de si, sem “se” e sem “mas”.
Recebendo o Espírito Santo e
deixando-nos guiar por ele, passamos de uma visão de Jesus como simples “modelo
de vida” a ser admirado, e o assumimos como fonte dinâmica da vida que se
manifesta nele e nos vem dele. Nele, por ele e com ele somos capazes de
reconhecer no mistério da cruz tanto a manifestação da violência destruidora
como do amor infinito e apaixonado de Deus Pai e do “Filho do Homem”. Esse
entendimento não é conceitual e essa força vem de dentro.
O
Espírito/Defensor que recebemos do Pai por Jesus move um processo contrário
àquele que vitimou Jesus e condena seus discípulos: os condenados são
declarados inocentes, e os juízes que os condenam são denunciados como os
verdadeiros criminosos. O chefe deste mundo – personificado no grupo que dirige
o judaísmo, condena Jesus e excomunga seus discípulos – não tem nenhum poder
sobre os seguidores de Jesus. Eles são livres para amar e servir.
Sugestões para a
meditação
Coloque-se
em meio aos discípulos, perturbados com o gesto de amor extremo de Jesus, com o
anúncio da sua morte e a previsão da oposição que sofreriam
Você
percebe sinais de oposição e resistência à missão dos seguidores de Jesus? Como
e onde estes sinais aparecem?
Tome consciência das incompreensões,
resistências e oposições que os cristãos coerentes enfrentam na atual
conjuntura política nacional