Deus convida você
para a festa dos pequenos
1231 | Tempo Comum |
28ª Semana | Domingo | Mateus 22,1-14
O calendário litúrgico-pastoral omite
quase dois capítulos do evangelho de Mateus, e nos propõe para hoje o início do
capítulo 22. Esta parábola faz parte do quinto bloco narrativo do evangelista. Jesus percorreu um longo caminho e chegou a
Jerusalém. Ali ele travará um duro confronto com a instituição do templo e com
seus defensores. Este confronto começa com sua entrada no templo com
chicote na mão, e se prolonga em várias parábolas.
A parábola dos convidados para a festa de
casamento é um confronto aberto de Jesus com os fariseus e os mestres da lei,
que representam a elite religiosa do judaísmo. Os protagonistas são um rei que
convida seus amigos para a festa de casamento do filho (uma alusão a Jesus). Comer e festejar significa participar da
vontade de Deus, e evoca as refeições de Jesus com as pessoas excluídas. O
filho celebra sua aliança com a humanidade, mas nem todos aceitam esta decisão
e rejeitam o convite.
Os convidados preferenciais para a festa
declinam do convite reiterado do rei, e tratam com violência os mensageiros que
ele envia. Na verdade, rejeitam tanto a
autoridade de Jesus como enviado e mensageiro do Pai como a participação no
dinamismo do Reino de Deus, no qual há lugar para todos. Mesmo vendo seu
convite rejeitado e seus enviados tratados com violência, o rei não reage de
modo violento, nem pune aqueles que não o reconhecem.
Então, o
rei deixa de convidar os que vivem nos templos e nos corredores dos palácios e
das cúrias e se dirige às pessoas e grupos que vivem nas encruzilhadas
(lugares de mendicância, onde jazem as pessoas excluídas da cidadania), abrindo
a porta do seu Reino a todos, sem exclusão: homens e mulheres, judeus e pagãos,
doentes e pecadores, adultos e crianças, bons e maus. É nisso que consiste a alegria do rei, e é nisso que ele se parece com
Deus Pai.
A parábola termina fazendo referência a
alguém que aceitou o convite, mas não se apresentou à festa com as vestes
adequadas e é punido duramente. Trata-se de um sujeito que quer ser discípulo de Jesus sem assumir um novo jeito de
viver, e não de alguém que tenha alguma culpa moral. Os últimos da escala
social e aqueles que se dispõem a seguir a Jesus precisam assumir seus valores
e suas práticas: dar gratuitamente aquilo que de graça receberam.
Sugestões para a meditação
Como
você vem respondendo a este convite para participar da festa da vida que acolhe
quem sempre foi relegado à margem?
Você
acolhe esse convite com alegria e compromisso, ou “com dor de cotovelo”, como
se você e sua classe fossem preteridos?
E
você está usando a roupa adequada para uma festa de núpcias (prática da
justiça) e não se preocupa com a coerência?