É a prática que dá consistência à fé cristã
1122 | Tempo Comum |
Semana XII | Quinta-feira | Mateus 7,21-29
A encarnação do Evangelho na vida
cotidiana é a luz que ilumina com cores especiais os textos bíblicos deste
tempo litúrgico. Ela ajusta nosso olhar para reconhecermos os sinais da permanência
de Deus “no meio de nós”, nos tempos comuns, em trajes humanos de pobreza,
simplicidade, proximidade e coerência. E nos sensibiliza ao sonho, à esperança,
à generosidade.
O texto de hoje é a conclusão da
“catequese da montanha”, o primeiro
anúncio de Jesus às multidões e a primeira de uma série de lições aos
discípulos missionários. Jesus nos adverte sobre uma forma deficiente de
acolher o Evangelho de Jesus: reduzi-lo a um motivo para exultação, cânticos e
linguagens estranhas. Jesus nos encoraja a levar o Evangelho para a vida, como
dinamizador de ações.
Acolher Jesus e seguir seus passos e
suas lições significa fazer-se seu discípulo, ser seu companheiro de caminhada,
assumir seus sentimentos e pensamentos, participar da sua missão. A ação evangélica do discípulo
missionário nasce da escuta atenta da Palavra, que nos fala pela Bíblia e pela Vida. Ler, escutar ou meditar o Evangelho e
não agir de acordo com ele equivale a desobedecer.
Tanto no tempo de Jesus como hoje, há quem queira ser cristão sem uma prática correspondente. Tem o
nome de Jesus sempre nos lábios, mas usa-o para promoção pessoal ou das suas
igrejas. E há instituições que embelezam seus espaços com afrescos e móveis
caros, mas não querem saber do Evangelho. Infelizmente também não faltam cristãos que querem reduzir a fé
a uma moral mesquinha.
A
autenticidade do discípulo missionário se evidencia numa vida centrada em Jesus
e no Reino de Deus. No discipulado missionário, não há espaço para as fachadas.
Não é aceitável o uso do nome de Jesus como fórmula mágica e afirmação de
poder. Isso seria insensatez ou falta de juízo, como diz Jesus: seria como
tentar construir um edifício sobre terreno movediço.
Sugestões para a meditação
O evangelho de
hoje nos chama e orienta para uma atitude madura e adequada em todas as esferas
da vida cotidiana
Será que alguns
movimentos religiosos muito em moda não caíram na tentação de reduzir a vida
cristã à invocação do nome de Jesus?
Perceba a
advertência de Jesus às pessoas aparentemente piedosas, porém más em suas
relações?
Será que, diante
das exigências do Evangelho, alguns setores cristãos estão buscando
ensinamentos em outros “mestres”, menos radicais?