Na mesa do Reino de
Deus há lugar para todos
1254 | Tempo Comum |
31ª Semana | Terça | Lucas 14,15-24
A cena de hoje apresenta Jesus ainda na casa do líder dos fariseus, onde
curara um homem em dia de sábado. O convívio à mesa, mesmo marcado pela tensão,
assim como a exclamação de um anônimo entusiasmado, proporciona a Jesus a
oportunidade de falar das pessoas acolhidas pela sua pregação e missão,
prioritariamente, nos primeiros lugares, na festa da vida.
Tendo ouvido Jesus falar de que o Pai
prioriza os pobres e doentes no convite para a festa do Reino, alguém proclama:
“Feliz aquele que come o pão no Reino de
Deus”. Jesus responde, à luz do que anunciara no início da sua missão, em
Nazaré (cf. Lc 4,18-19): no Reino de
Deus, a prioridade é dos oprimidos, os pobres, dos excluídos, dos “últimos” na
escala social. A estes Deus dedica sua imensa misericórdia.
Na cena de hoje, Jesus não diz isso
com um discurso direto, exortativo ou crítico, mas através de uma parábola, com a qual também evidencia e explica a auto exclusão do Reino de Deus decidida
pelos setores mais piedosos e poderosos. O próprio Jesus se dirigiu
primeiro a eles, mas eles se armaram de desculpas e “caíram fora”. Infelizmente
também hoje há quem se recuse a sentar na mesa dos iguais, a engajar-se num
projeto de nação na qual haja lugar para todos.
O chamamento de Jesus à novidade do
reino de Deus representa um momento crítico e decisivo na vida dos discípulos. A responsabilidade pela resposta é nossa.
No Reino de Deus os hábitos e posses não contam. Ninguém pode reivindicar direitos adquiridos, méritos acumulados. O
Reino chegou, está no meio de nós, e devemos decidir hoje, acolhendo os
benefícios e pagando os custos!
Deus pensa o
mundo como uma mesa na qual todos as pessoas e povos são acolhidos. Aqueles que se sentiam os únicos chamados são os
primeiros a declinar do convite. Querem ser os primeiros, os “cidadãos de bem”,
e não admitem serem misturados ao povo, querem viver separados. Mas Deus continua no seu objetivo: encher a
sala da festa. Não há pandemia, enchente ou urgência eleitoral que
justifique nosso esfriamento na fé e na missão de ajudar Deus a realizar essa
vontade de Deus!
Sugestões para a meditação
Você alimenta a
convicção de que é realmente feliz quem acolhe a Boa Notícia e come do pão do
Reino de Deus?
Diante do convite
a participar da mesa solidária, imagem do mundo inclusivo, você costuma
apresentar desculpas?
Como você se
sente diante da afirmação de que os últimos da escala social devem ser os
primeiros e preferidos?
Em nossas comunidades
e organismos pastorais estamos priorizando a atenção aos últimos, para que
todos sejam incluídos?
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