quarta-feira, 1 de julho de 2026

A força criativa da fé

O encontro com Jesus é sempre libertador

1129 | Tempo Comum | Semana XIII | Quinta-feira | Mateus 9,1-8

Jesus volta à Galileia e à sua cidade, depois de uma breve incursão humanitária e missionária em território pagão, onde sua ação emancipadora foi mal recebida pela população, que preferiu ficar com as migalhas de segurança do império romano a fazer a travessia para a liberdade e a autonomia. Também na Galileia, em sua terra e entre os seus, sua ação libertária causa desconforto, divisão e polêmica. Entende-se, por isso, que Jesus seja seguido e vigiado de perto pelos mestres da lei, tanto os enviados pelo templo como os que viviam na região.

Eis que um homem paralítico e, por isso, em situação de marginalização social e religiosa, é levado por seus familiares e vizinhos à presença de Jesus. Para tanto, seus amigos superam diversas barreiras e, no incansável empenho deles, Jesus reconhece a força da fé que os move, acolhe o paralítico chamando-o de filho.

Como Jesus conhece a estreita relação que a cultura estabelece entre enfermidade e pecado, começa sua intervenção removendo ou perdoando o pecado, e conclui mandando que ele se levante e caminhe, emancipado e autônomo. Aquele que vivia a dura experiência da absoluta dependência experimenta a alegria de ser autônomo, de poder caminhar com os próprios pés.

Os representantes da elite religiosa, que se manifesta pela primeira vez no pensamento e no protesto dos mestres da lei, acusam Jesus de estar usurpando o poder de Deus e, por isso, blasfemando contra Deus. Eles se consideram os únicos intérpretes autorizados da lei e defensores exemplares da ortodoxia. Como leu o que motivou a ação das pessoas que levaram o paralítico até ele, Jesus também lê os pensamentos dos seus opositores, e os acusa de pensar e tramar o mal, de estarem, com essa atitude, se afastando da vontade de Deus.

Como enviado e comissionado pelo Pai, Jesus não reivindica para si mesmo os créditos do perdão e da cura. Ele passa do perdão – ação interior, cujos frutos não são visíveis – à cura, que é o lado visível da mesma ação. O evangelista diz que, diante do que viu, o povo ficou com medo (temor ou trepidação frente a um claro sinal da presença de Deus) e glorificou a Deus por ter dado tal poder a Jesus e aos seus discípulos. Nessas palavras ressoa também a experiência já consolidada da comunidade cristã, que, décadas depois, continua fazendo o que aprendeu de Jesus.

 

Sugestões para a meditação

O que o gesto e as palavras de Jesus significam para você, na situação em que vive hoje na Igreja e na sociedade?

Quais são as pessoas em dificuldade que você ajudou a “carregar” até Jesus para que pudessem reencontrar a vida?

Quem são as pessoas que continuam conduzindo você a um encontro vivo e revitalizador com Jesus, na sua comunidade que é a Igreja?