O encontro com Jesus é sempre libertador
1129 | Tempo Comum |
Semana XIII | Quinta-feira | Mateus 9,1-8
Jesus volta à Galileia e à sua cidade, depois de
uma breve incursão humanitária e missionária em território pagão, onde sua ação
emancipadora foi mal recebida pela população, que preferiu ficar com as
migalhas de segurança do império romano a fazer a travessia para a liberdade e
a autonomia. Também na Galileia, em sua terra e entre os seus, sua ação libertária causa desconforto,
divisão e polêmica. Entende-se, por isso, que Jesus seja seguido e vigiado
de perto pelos mestres da lei, tanto os enviados pelo templo como os que viviam
na região.
Eis que um homem paralítico
e, por isso, em situação de marginalização social e religiosa, é levado por seus familiares e vizinhos à
presença de Jesus. Para tanto, seus amigos superam diversas barreiras e, no
incansável empenho deles, Jesus reconhece
a força da fé que os move, acolhe o paralítico chamando-o de filho.
Como Jesus conhece a estreita relação que a cultura estabelece entre
enfermidade e pecado, começa sua intervenção removendo ou perdoando o pecado, e
conclui mandando que ele se levante e caminhe, emancipado e autônomo. Aquele
que vivia a dura experiência da absoluta dependência experimenta a alegria de
ser autônomo, de poder caminhar com os próprios pés.
Os representantes da elite religiosa, que se manifesta pela primeira vez
no pensamento e no protesto dos mestres da lei, acusam Jesus de estar usurpando o poder de Deus e, por isso,
blasfemando contra Deus. Eles se consideram os únicos intérpretes
autorizados da lei e defensores exemplares da ortodoxia. Como leu o que motivou
a ação das pessoas que levaram o paralítico até ele, Jesus também lê os pensamentos dos seus opositores, e os acusa de
pensar e tramar o mal, de estarem, com essa atitude, se afastando da
vontade de Deus.
Como enviado e comissionado
pelo Pai, Jesus não reivindica para si
mesmo os créditos do perdão e da cura. Ele passa do perdão – ação interior,
cujos frutos não são visíveis – à cura, que é o lado visível da mesma ação. O
evangelista diz que, diante do que viu, o
povo ficou com medo (temor ou trepidação frente a um claro sinal da
presença de Deus) e glorificou a Deus
por ter dado tal poder a Jesus e aos seus discípulos. Nessas palavras ressoa
também a experiência já consolidada da comunidade cristã, que, décadas depois,
continua fazendo o que aprendeu de Jesus.
Sugestões para a
meditação
O que o gesto e as palavras de Jesus significam
para você, na situação em que vive hoje na Igreja e na sociedade?
Quais são as pessoas em dificuldade que você
ajudou a “carregar” até Jesus para que pudessem reencontrar a vida?
Quem são as pessoas que continuam conduzindo
você a um encontro vivo e revitalizador com Jesus, na sua comunidade que é a
Igreja?