O discípulo de Jesus não tem medo de ameaças
1138 | Tempo Comum | Semana XIV | Sábado | Mateus 10,24-33
No texto que meditamos ontem, Jesus nos
apresentava as atitudes que devem nortear a vida dos discípulos missionários:
confiança, simplicidade, prudência e perseverança. Hoje, no trecho que segue o
de ontem, Jesus ressalta a importância
de manter ele, seu anúncio e sua prática, em tudo e sempre, como modelo e
referência, e de jamais deixar-se imobilizar ou guiar pelo medo.
Jesus começa sublinhando uma certa paridade entre o seu modo de viver e a
atitude daqueles que ele envia como discípulos missionários. Trata-se de
não buscar aplausos, protagonismos e posições de relevância, pois ele sempre se
apresentou como servidor. Isso significa ter
consciência de que as violências que ele sofreu poderão ser vividas também por
aqueles que ele envia à sua frente e em seu lugar.
Jesus ilustra isso recorrendo à
experiência comum das relações sociais: o
discípulo não está acima do mestre, e o servo não está acima do senhor. Ele
não critica isso que hoje seria inaceitável aos olhos do homem moderno, mas
acrescenta que os discípulos
missionários não são seus empregados, e sim irmãos e irmãs, parte da sua
família. Se a Jesus, que é como que o
chefe da família, o acusaram de ser agente do chefe dos demônios, isso também
pode ocorrer com os irmãos e irmãs que ele envia.
Mas a insistência dessa exortação de
Jesus recai sobre a necessidade de
confiar, de não ter medo. O medo pode paralisar, limitar ou desorientar o
anúncio e o testemunho do Reino de Deus, e pode levar os discípulos
missionários até a fugir da missão. Mas, para Jesus, tudo está dentro do conhecimento compassivo e da vontade do Pai. Os
“podres poderes” têm um poder limitado, têm “pés de barro”, e não podem matar o
fermento da vida inaugurada em Jesus. Como diz Paulo, mesmo que seus enviados sejam perseguidos, o Evangelho não está
algemado.
Temer a Deus significa permanecer fiel à missão, pois ela é parte
indissociável da vida nova em Cristo. Significa também ter mais em conta a vontade
de Deus que as pressões e intimidações dos poderosos. Sem essa confiança de
base, que é também a fonte da coragem profética, a vida perde seu esplendor e
seu dinamismo. Deus é Pai e está próximo
e atento às necessidades dos seus amados pequeninos. E nada escapa do seu
cuidado por nós. Ademais, aquele que nos envia, é nosso advogado!
Sugestões para a meditação
Deixe
que ressoe em você e rumine por um instante cada uma das recomendações de Jesus
aos discípulos
Repita
e deixe ecoar em sua mente e seu coração cada palavra de estímulo de Jesus aos
seus discípulos
O
que significa para você, nesse momento, a ordem insistente de Jesus: “Não tenha
medo”?
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