sexta-feira, 10 de julho de 2026

Não tenhamos medo

O discípulo de Jesus não tem medo de ameaças

1138 | Tempo Comum | Semana XIV | Sábado | Mateus 10,24-33

No texto que meditamos ontem, Jesus nos apresentava as atitudes que devem nortear a vida dos discípulos missionários: confiança, simplicidade, prudência e perseverança. Hoje, no trecho que segue o de ontem, Jesus ressalta a importância de manter ele, seu anúncio e sua prática, em tudo e sempre, como modelo e referência, e de jamais deixar-se imobilizar ou guiar pelo medo.

Jesus começa sublinhando uma certa paridade entre o seu modo de viver e a atitude daqueles que ele envia como discípulos missionários. Trata-se de não buscar aplausos, protagonismos e posições de relevância, pois ele sempre se apresentou como servidor. Isso significa ter consciência de que as violências que ele sofreu poderão ser vividas também por aqueles que ele envia à sua frente e em seu lugar.

Jesus ilustra isso recorrendo à experiência comum das relações sociais: o discípulo não está acima do mestre, e o servo não está acima do senhor. Ele não critica isso que hoje seria inaceitável aos olhos do homem moderno, mas acrescenta que os discípulos missionários não são seus empregados, e sim irmãos e irmãs, parte da sua família. Se a Jesus, que é como que o chefe da família, o acusaram de ser agente do chefe dos demônios, isso também pode ocorrer com os irmãos e irmãs que ele envia.

Mas a insistência dessa exortação de Jesus recai sobre a necessidade de confiar, de não ter medo. O medo pode paralisar, limitar ou desorientar o anúncio e o testemunho do Reino de Deus, e pode levar os discípulos missionários até a fugir da missão. Mas, para Jesus, tudo está dentro do conhecimento compassivo e da vontade do Pai. Os “podres poderes” têm um poder limitado, têm “pés de barro”, e não podem matar o fermento da vida inaugurada em Jesus. Como diz Paulo, mesmo que seus enviados sejam perseguidos, o Evangelho não está algemado. 

Temer a Deus significa permanecer fiel à missão, pois ela é parte indissociável da vida nova em Cristo. Significa também ter mais em conta a vontade de Deus que as pressões e intimidações dos poderosos. Sem essa confiança de base, que é também a fonte da coragem profética, a vida perde seu esplendor e seu dinamismo. Deus é Pai e está próximo e atento às necessidades dos seus amados pequeninos. E nada escapa do seu cuidado por nós. Ademais, aquele que nos envia, é nosso advogado!

 

Sugestões para a meditação

Deixe que ressoe em você e rumine por um instante cada uma das recomendações de Jesus aos discípulos 

Repita e deixe ecoar em sua mente e seu coração cada palavra de estímulo de Jesus aos seus discípulos

O que significa para você, nesse momento, a ordem insistente de Jesus: “Não tenha medo”?

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