É tempo de festejar a irrupção da Vida nova
1131 | Tempo Comum |
Semana XIII | Sábado | Mateus 9,14-17
Ontem meditamos sobre o texto de Jo 20,24-29, pois
era a festa de São Tomé. O texto que antecede o de hoje narra o chamado de
Mateus e a festa que ele deu a Jesus na sua casa. Participaram da festa muitos
pecadores e excluídos, como ele. Diante do escândalo dos fariseus, Jesus dizia que Deus quer misericórdia, e
não sacrifícios, e que são os doentes os que precisam de médico. E é assim
que ele faz: derruba todos os muros que separam e degraus que hierarquizam, e estabelece
a igualdade.
Na cena de hoje, quem se aproxima de Jesus é um discípulo de João
Batista. Ele estranha o comportamento de
Jesus: parece-lhe pouco piedoso em relação ao jejum, e a mesma atitude é
demonstrada pelos seus discípulos. “Por que razão nós e os fariseus praticamos
jejuns, mas os teus discípulos não?” Não parece ser uma acusação, mas um questionamento sincero de quem havia
recebido uma clara ordem de jejum e penitência e estava à espera do messias
prometido pelos profetas.
Para Jesus, o tempo de espera
terminou, o Sol da justiça raiou, o Noivo amado celebrou suas núpcias e o clima
só pode ser de alegria. Os estrangeiros, doentes e pecadores, e todos os
excluídos, são acolhidos gratuitamente. Não há mais lugar para o jejum, que é
uma súplica de perdão. A chegada de
Jesus, o Messias esperado, perdoa os pecados e altera radicalmente a situação
social e espiritual.
Para ilustrar a novidade que se inaugura, Jesus lança mão de três
alegorias ligadas à vida cotidiana e de fácil compreensão para todos: é
inadmissível fazer luto e jejum quando estamos festejando de casamento de uma
pessoa querida; é idiotice colocar um remendo de pano novo e bom num tecido
totalmente arruinado; é inapropriado guardar vinho novo em barris velhos e
frágeis, que podem pôr tudo a perder.
Os discípulos de Jesus vivem em comunidades
alternativas, dedicados a acolher as pessoas e grupos marginalizados e a
celebrar a alegria da chegada do “tempo da graça”, da festa dos pequenos. As práticas antigas são como roupa velha e
como uma pipa apodrecida. É tempo de
abandonar as velhas lições de morrer pela pátria e viver sem razões. Esperar
não é saber. É preciso fazer a hora, sem esperar acontecer.
Sugestões para a
meditação
Como
poderíamos descrever hoje a novidade do estilo de vida inaugurado e proposto
por Jesus?
Quais
seriam as práticas antigas que o Evangelho considera superadas, mas que muita
gente ainda continua pregando?
Quais
seriam os principais remendos que uma vida pouco cristã tenta pregar o tecido
apodrecido do capitalismo e do egoísmo?
O
que podemos fazer para tornar a vida cristã mais alegre, leve e festiva, sem
deixar de ser comprometida com as lutas humanas?
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