O Reino de Deus é um tesouro muito precioso
1153 | Tempo
Comum | Semana XVII | Domingo | Mateus 13,44-52
Jesus nos apresenta a imagem de uma pessoa que encontra um tesouro no campo
do seu patrão. Ao encontra-lo, é tomada pela surpresa, mantém o tesouro
escondido e, cheia de alegria, se desfaz de tudo o que tem e compra o campo que
esconde o tesouro. Para um simples empregado diarista, este é um negócio arriscado, que só se justifica
pelo valor que o tesouro tem a seus olhos. Ele vende e arrisca perder tudo
para ficar com o único bem que vale a pena.
Um segundo personagem é um comerciante de pérolas preciosas. Este sim está procurando uma
pérola de grande valor e, quando a
encontra, vende todos os seus bens e a compra. Este parece ser um negócio
um pouco mais seguro, mas é comparável ao anterior no que diz respeito à
necessidade de vender tudo para realizá-lo. Em ambos os casos, a experiência de encontrar algo precioso
desestabiliza o equilíbrio dos negócios, relativiza a segurança de quem possui
e chama a arriscar.
Eis o nosso desafio: tendo descoberto o valor impagável da liberdade e da vida digna de cada
pessoa em sua singularidade, o horizonte deslumbrante de um mundo de irmãos e
irmãs de fato, precisamos hipotecar ou subordinar tudo o mais – reputação,
carreira, bem-estar individual e até família e religião – em função disso. Deus
não tem tempo para tratar de pequenos negócios conosco. Seu projeto é vida
abundante, para todos, e isso urge. É tudo ou nada. E é para já!
Jesus ensina que o Reino de Deus é também semelhante a uma rede lançada ao mar, que
recolhe peixes bons e peixes de qualidade questionável. E nós precisamos
prestar atenção à sabedoria dos pescadores e não assumir postura de juízes! Um
pescador experiente sabe que não é sensato esperar que a rede recolha apenas
peixes bons e apropriados para o consumo ou para o comércio.
E o trabalho
árduo e criterioso de separar peixes bons e peixes ruins não pode ser feito em
alto mar: fica para depois. Estre
trabalho de caráter judicial não é de nossa responsabilidade, nem competência
de nossas Igrejas e seus hierarcas! Somos apenas peixes, e não estamos
seguros da nossa própria qualidade! Deixemos ao fim dos tempos e aos anjos de
Deus essa difícil tarefa de separar.
Sugestões para a meditação
Você tem consciência da preciosidade inestimável do
Reino de Deus, do novo mundo, construído e habitado por homens e mulheres
novos?
Você está disposto a investir tudo e ficar apenas com
esse tesouro, com esse sonho para guiar sua vida?
Você tem evitado cair na tentação de excluir as
pessoas que, no seu modo de ver, não se comportam corretamente, não estão entre
“as pessoas de bem”?
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