sábado, 25 de julho de 2026

Pérola e tesouro

O Reino de Deus é um tesouro muito precioso

1153 | Tempo Comum | Semana XVII | Domingo | Mateus 13,44-52

Jesus nos apresenta a imagem de uma pessoa que encontra um tesouro no campo do seu patrão. Ao encontra-lo, é tomada pela surpresa, mantém o tesouro escondido e, cheia de alegria, se desfaz de tudo o que tem e compra o campo que esconde o tesouro. Para um simples empregado diarista, este é um negócio arriscado, que só se justifica pelo valor que o tesouro tem a seus olhos. Ele vende e arrisca perder tudo para ficar com o único bem que vale a pena.

Um segundo personagem é um comerciante de pérolas preciosas. Este sim está procurando uma pérola de grande valor e, quando a encontra, vende todos os seus bens e a compra. Este parece ser um negócio um pouco mais seguro, mas é comparável ao anterior no que diz respeito à necessidade de vender tudo para realizá-lo. Em ambos os casos, a experiência de encontrar algo precioso desestabiliza o equilíbrio dos negócios, relativiza a segurança de quem possui e chama a arriscar.

Eis o nosso desafio: tendo descoberto o valor impagável da liberdade e da vida digna de cada pessoa em sua singularidade, o horizonte deslumbrante de um mundo de irmãos e irmãs de fato, precisamos hipotecar ou subordinar tudo o mais – reputação, carreira, bem-estar individual e até família e religião – em função disso. Deus não tem tempo para tratar de pequenos negócios conosco. Seu projeto é vida abundante, para todos, e isso urge. É tudo ou nada. E é para já!

Jesus ensina que o Reino de Deus é também semelhante a uma rede lançada ao mar, que recolhe peixes bons e peixes de qualidade questionável. E nós precisamos prestar atenção à sabedoria dos pescadores e não assumir postura de juízes! Um pescador experiente sabe que não é sensato esperar que a rede recolha apenas peixes bons e apropriados para o consumo ou para o comércio.

E o trabalho árduo e criterioso de separar peixes bons e peixes ruins não pode ser feito em alto mar: fica para depois. Estre trabalho de caráter judicial não é de nossa responsabilidade, nem competência de nossas Igrejas e seus hierarcas! Somos apenas peixes, e não estamos seguros da nossa própria qualidade! Deixemos ao fim dos tempos e aos anjos de Deus essa difícil tarefa de separar.

 

Sugestões para a meditação

Você tem consciência da preciosidade inestimável do Reino de Deus, do novo mundo, construído e habitado por homens e mulheres novos?

Você está disposto a investir tudo e ficar apenas com esse tesouro, com esse sonho para guiar sua vida?

Você tem evitado cair na tentação de excluir as pessoas que, no seu modo de ver, não se comportam corretamente, não estão entre “as pessoas de bem”?

Nenhum comentário: