Quais são os frutos do Evangelho em nós?
1151 | Tempo
Comum | Semana XVI | Sexta-feira | Mateus 13,18-23
Jesus apresentou à multidão a parábola do semeador,
ao que parece, originalmente focalizada
no personagem que semeia. Era uma ilustração da própria missão de Jesus, o
agricultor que espalha generosamente a boa semente do Reino de Deus. Como
vimos, a compreensão das parábolas
engaja os ouvintes, provoca uma tomada de posição. E, posteriormente, sua
interpretação depende tanto do contexto literário original como do contexto
existencial, social e eclesial do leitor.
Hoje, Mateus nos apresenta uma das possíveis interpretações da parábola do semeador. Essa
releitura é feita no contexto da rejeição do Evangelho do Reino de Deus
experimentada pela Igreja nascente, após a morte e ressurreição de Jesus. Por
isso, o foco se desloca do semeador para
o destino das sementes, para a qualidade do terreno que recebe a semeadura.
Em outras palavras, o enfoque deixa de ser o evangelizador e põe em evidência a atitude dos ouvintes do
Evangelho do Reino.
Um primeiro grupo de ouvintes é aquele dos que ouvem o anúncio do Reino sem se
envolver nem entender, e a novidade desaparece sem sequer ter germinado. Um
segundo grupo recebe o anúncio do Reino
com alegria, intuiu seu valor, mas não o aprofunda, não reflete, fica na
superficialidade, e, diante da perseguição, tropeça, definha e abandona o seguimento
de Jesus. Há um terceiro grupo que acolhe e compreende o Reino de Deus, mas é a ambição e não Deus que comanda suas
decisões, de modo que o mistério do reino de Deus acaba asfixiado.
Na explicação do dinamismo do Reino de Deus expresso
na parábola que Jesus nos oferece, ele se mostra muito realista, e constata que
três quartos (ou 75%) dos seus ouvintes e interlocutores não compreendem
adequadamente e não aderem à novidade do reino de Deus. Mas ele se alegra com a adesão dos 25%, da
quarta parte, que é composta pelos pequenos e humildes que compreendem,
assimilam e se comprometem, e se fazem seus discípulos.
Estes últimos são os discípulos missionários que dão uma resposta
generosa e fecunda de 100, 60 e 30 frutos por 1semente. É verdade que três sobre quatro ouvintes fracassam, mas, por causa de,
apenas um, a semeadura do Reino não fracassará! Não tem nenhum fundamento
evangélico o medo de alguns setores da Igreja quando sugerem não arriscar o
anúncio do Evangelho numa sociedade secular.
Sugestões para a meditação
Você percebe que,
às vezes, diante do Evangelho, se comporta como terreno duro de beira de
estrada, terreno superficial e terra dominada por espinheiros?
Como estamos
demonstrando que acolhemos com alegria, compreendemos e perseveramos no projeto
do Reino de Deus ao qual Jesus nos chama?
Quais são
concretamente os frutos do Evangelho em nossa vida, especialmente através da
sua meditação diária?
Nenhum comentário:
Postar um comentário