Assim com o Pai enviou Jesus, ele nos envia
1136 | Tempo Comum |
Semana XIV | Quinta-feira | Mateus 10,7-15
Na primeira parte da formação missionária que
oferece aos apóstolos, depois de escolhê-los entre um grupo maior, Jesus delimitou o campo prioritário no qual
deveriam agir: o povo cansado e abatido, ou as ovelhas perdidas da casa de
Israel. Os samaritanos e pagãos ficariam para um segundo momento. No texto de
hoje, Jesus fala das tarefas, do suporte
e do impacto dessa missão.
Em relação ao que fazer, Jesus ensina que se trata de anunciar alegremente que o Reino de Deus chegou e de
demonstrar isso com sinais concretos, exatamente como ele mesmo o fez:
curando doentes, purificando leprosos, ressuscitando mortos, enfim: devolvendo
vida e cidadania aos excluídos e sofredores. Isso significa que os eles devem continuar a missão de Jesus, estendendo-a
no tempo e no espaço.
Em relação ao estilo de vida ou ao suporte da missão, trata-se de dar testemunho de despojamento, de evitar
ser pesado para o povo, de não buscar vantagens, de deslocar-se
discretamente pelas estradas, de abraçar a impotência e de confiar plenamente
na hospitalidade do povo e na providência de Deus, fazendo das casas o foco
irradiador da novidade do Reino de Deus, sem forçar nem impor nada.
No que se refere ao impacto da missão, o discípulo missionário deve contar com a acolhida benevolente e
muitos, mas também com a resistência e a recusa de outros. Diante da
recusa, não há lugar para a lamentação e muito menos para a ameaça: os
discípulos devem continuar a missão noutro lugar e dirigir-se a outras pessoas.
Sacudir a poeira dos pés significa dizer que a oportunidade foi concedida, mais
que a Sodoma e Gomorra, e que a
responsabilidade pelas consequências não recai sobre o missionário: ela
repousa sobre que lhes interpõem dificuldades.
Focado no
anúncio do Reino de Deus e tendo Jesus como modelo, para não afastar e criar
dependência, o discípulo missionário não
cria falsas expectativas nem exibe poder. Vive em si mesmo a novidade do Reino
de Deus, abrindo as fronteiras e libertando-se dos vínculos familiares e
sociais demasiadamente estreitos, e isso basta. Livre do compromisso com qualquer ideologia fechada e mesquinha, o
discípulo missionário vive a profecia, a autocrítica e a coerência.
Sugestões para a meditação
Deixe
que ressoe em você e rumine por um instante cada uma das recomendações de Jesus
aos discípulos que ele envia
Qual
dessas recomendações lhe parece mais relevante para as comunidades e seus
missionários hoje?
Quais
seriam as atitudes e ações prioritárias que poderiam assegurar a credibilidade
da evangelização hoje?
Que
atitudes costumamos tomar diante das pessoas e grupos que se fecham ao
Evangelho?
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