domingo, 10 de maio de 2026

Matar em nome de Deus?

Alguns matam pensando prestar culto a Deus

1077 | Tempo Pascal | 6ª Semana | Segunda-feira | João 15,26-16,4

Neste afetuoso e tenso diálogo profético com seus discípulos na noite em que seria preso, com a colaboração traiçoeira de um deles, Jesus faz questão de sublinhar o caráter exigente e conflituoso da vida e da missão de quem o segue. O discípulo que participa da mesa do Pão e da Palavra, que toma a toalha e lava os pés da humanidade, não pode imaginar que tudo acontecerá pacificamente, que o Reino não encontrará oposição, que o caminho será pavimentado de flores e de aplausos.

Jesus garante aos seus discípulos que enviará um Defensor permanente, um “Outro Advogado” (o primeiro foi ele mesmo!), que prosseguirá sua missão, e que sempre atestará a inocência de quem se mantém no caminho do seu Evangelho. No tribunal da história, os cristãos jamais ficarão desassistidos tanto na defesa como na acusação dos “podres poderes”. O Espírito da verdade e da fidelidade testemunhará a autenticidade messiânica de Jesus e será o fundamento seguro do testemunho público dos discípulos, especialmente quando sofrerem oposição.

Trata-se do Supro de Deus, que sustenta a criação, que dá dinamismo, direção e meta à caminhada da humanidade, e suscita o testemunho profético dos cristãos, chamados a criticar e orientar os movimentos históricos conforme a vontade de Deus, a serviço da libertação da humanidade. Nisso, é preciso estar com Jesus desde o começo, passando pela sua paixão e morte, e não apenas na fase da ressurreição. É nesta comunhão com o Filho enviado pelo Pai que os discípulos encontrarão força e consolo para ir até onde Jesus foi e estar com ele onde quer que ele estiver.

Para um judeu era impensável e terrível ser excluído da sinagoga ou barrado no templo. Mas Jesus previne seus discípulos e discípulas de que isso acontecerá, pois a instituição religiosa do templo está pervertida, participa de uma fraude e faz parte das hostilidades impostas a Jesus e seus seguidores pelo “príncipe deste mundo”. O templo fora transformado numa instituição que cultua um “deus” que aceita e até patrocina a morte violenta do ser humano. Seus chefes não conhecem o Pai e não estão ao lado ser humano. Que isso soe advertência a todas as instituições!

 

Sugestões para a meditação

Perceba a perplexidade dos discípulos diante do anúncio da morte de Jesus e da previsão da oposição que sofreriam para continuar a missão

Você percebe manifestações de oposição e resistência à missão dos seguidores de Jesus?  Como e onde estes sinais aparecem mais?

Qual seria a atitude mais adequada de quem pede, clama e espera o ajuda do “Advogado” para defende-lo das ameaças da missão?


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