Prontos a dar as
razões da nossa Esperança
1076 | Tempo Pascal
| 6ª Semana | Domingo | João 14,15-21
Naquela misteriosa noite de despedida de Jesus, os apóstolos começaram
a sentir-se órfãos. Eles haviam recebido o pão e o vinho partilhados e visto
Jesus se inclinar e lavar seus pés. Haviam ouvido da sua própria boca que um
deles o trairia, outro o negaria e todos o abandonariam. É neste contexto que
Jesus promete-lhes um outro Advogado
ou Defensor: alguém que falará por
eles e em lugar deles nas acusações apresentadas contra eles nos tribunais.
Segundo
as palavras de Jesus, este Defensor
agirá como os pais, que, além de serem o fio que liga as novas gerações ao
passado e os indivíduos a uma família, assumem a defesa e a tutela dos filhos
menores e em situação de vulnerabilidade. Este Advogado de Defesa – o Espírito prometido! – agirá como Jesus, que
assumiu esta dupla missão junto aos discípulos: ser o advogado de defesa e o
irmão primogênito que revela e torna presente o Pai.
Daí a
promessa consoladora e encorajadora de Jesus aos discípulos: “O pai dará a vocês outro Defensor. Eu não
vos deixarei órfãos!” O Espírito da Verdade-Fidelidade nos ajuda a superar
a orfandade e nos faz filhos e filhas de Deus, herdeiros do Reino anunciado e
iniciado por Jesus Cristo. Ele também nos faz perseverantes no dinamismo do
Amor a Jesus Cristo e ao próximo, especialmente àqueles que padecem as maiores
necessidades e, por isso, tem mais necessidade da nossa proximidade amiga e
solidária.
Mediante o amor solidário não é apenas o ser
humano que está em Deus, mas o próprio Deus vem habitar nesta sua amante
criatura e suas comunidades para fazer delas sua
morada definitiva. O amor é uma atitude, uma relação, uma ação que reconhece e
afirma o outro em sua dignidade. Se tivermos dúvida sobre o que significa amar,
olhemos para o que fez Jesus no seu louco amor pela humanidade.
Estamos nos aproximando do fim do tempo litúrgico
da Páscoa. Os Atos dos Apóstolos testemunham a “caminhada da Palavra”, a
expansão da Boa Notícia de Deus. E Pedro nos pede prontidão para darmos testemunho da nossa esperança, mas com mansidão a
respeito. Afinal, não podemos calar sobre aquilo que ouvimos e vemos desde
que brilhou a luz do círio em meio à escuridão da noite da vigília pascal. E
abrimos as portas da vida para receber o Espírito, que fará novas todas as
coisas.
Sugestões para a
meditação
Situe-se
junto aos discípulos, perturbados com o gesto extremo de Jesus, com o anúncio
da sua morte e com a previsão de que seria traído
Tome
consciência das incompreensões, resistência e até oposições que os cristãos
coerentes vem enfrentando nesse grave momento da conjuntura política nacional
Renove
seu compromisso de permanecer em Jesus, de crescer como seu amigo, de amar os
irmãos e irmãs como ele amou você
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