sábado, 2 de maio de 2026

Caminho-Verdade-Vida

ACREDITAR EM JESUS, O CRISTO

Há momentos na vida de verdadeira sinceridade em que surgem do nosso interior, com lucidez e clareza pouco habituais, as perguntas mais decisivas: afinal, em que é que eu acredito? O que é que espero? Em quem apoio a minha existência?

Ser cristão é, antes de mais nada, acreditar em Cristo. Ter a sorte de nos termos encontrado com Ele. Acima de qualquer crença, fórmula, rito ou ideologização, o que é verdadeiramente decisivo na experiência cristã é o encontro com Jesus, o Cristo.

Ir descobrindo por experiência pessoal, sem que ninguém nos tenha de dizer de fora, toda a força, a luz, a alegria, a vida que podemos ir recebendo de Cristo. Poder dizer a partir da própria experiência que Jesus é «caminho, verdade e vida».

Em primeiro lugar, descobri-lo como Caminho. Ouvir nele o convite a caminhar, avançar sempre, nunca parar, renovar-nos constantemente, aprofundar na vida, construir um mundo justo, fazer uma Igreja mais evangélica. Apoiar-nos em Cristo para percorrer dia após dia o caminho doloroso e, ao mesmo tempo, jubiloso, que vai da desconfiança à fé.

Em segundo lugar, encontrar em Cristo a Verdade. Descobrir a partir dele Deus na raiz e no fim do amor que os seres humanos dão e acolhem. Perceber, finalmente, que a pessoa só é humana no amor. Descobrir que a única verdade é o amor, e descobri-lo aproximando-nos do ser concreto que sofre e é esquecido.

Em terceiro lugar, encontrar em Cristo a Vida. Na verdade, as pessoas acreditam naquele que lhes dá vida. Por isso, ser cristão não é admirar um líder nem elaborar e pronunciar uma confissão sobre Cristo. É encontrar-nos com um Cristo vivo e capaz de nos fazer viver.

Jesus é caminho, verdade e vida. É outro modo de caminhar pela vida. Outra maneira de ver e sentir a existência. Outra dimensão mais profunda. Outra lucidez e outra generosidade. Outro horizonte e outra compreensão. Outra luz. Outra energia. Outro modo de ser. Outra liberdade. Outra esperança. Outro viver e outro morrer.

 José Antônio Pagola

Tradução de Antônio Manuel Álvarez Perez

Nenhum comentário: