sexta-feira, 22 de maio de 2026

Todos iguais

No caminho de Jesus ninguém é mais que ninguém

1089 | Tempo Pascal | Sétima Semana | Sábado | João 21,20-25

A bela e instigante cena de ontem terminou com o convite imperativo de Jesus a Pedro: “Segue-me!” Pedro volta-se finalmente para Jesus (movimento de conversão) e vê que o discípulo amigo, que jamais duvidara ou abandonara Jesus, também seguia Jesus. Pedro pergunta o que será dele, qual será seu itinerário. Com essa inquietação, Pedro dá a entender que pretende seguir os passos dele.

Jesus não responde à pergunta de Pedro, mas questiona seu desejo implícito, sublinhando: “O que você tem a ver com isso? Trate de me seguir!” Para um discípulo missionário, essencial é seguir Jesus, e cada um o faz com um percurso pessoal, sem nunca se afastar da comunidade e da missão. Ninguém deve seguir ninguém, ninguém é mestre e guia de ninguém, e todos devem seguir e testemunhar Jesus, de quem recebem o Espírito.

Jesus diz que o discípulo e amigo e fiel poderá permanecer, enquanto ele mesmo continua vindo incessantemente. Isso quer dizer que, tanto o amor de Jesus feito sacramento na eucaristia quanto a missão que ele nos confia, se prolongam no tempo, sem uma data prevista para terminar. Tornar-se discípulo de Jesus é uma aventura que nunca termina de começar.

No finalzinho da sua vida, Pedro começa este caminho que se recusara a fazer antes, porque só acreditava num messias poderoso, e desejava o papel de protagonista entre os demais discípulos. De muitos modos, Jesus se dedica a curar pela raiz esse mal, que ameaça inclusive a nós, ajudando Pedro a renunciar à ambição de ser o primeiro, a aceitar ser amigo e não súdito, a reconhecer que ninguém é mais que ninguém, a se dispor a um amor generoso e incondicional.

No começo da cena (cf. 21,15), Pedro é tratado por Jesus como “Simão, filho de João”, expressão que sublinha seu vínculo com aqueles que esperavam um messias nacionalista e poderoso. A cena termina com ele sendo tratado por Pedro, nome que Jesus lhe deu, incluindo-o entre os discípulos. Agora sim, chegando à maturidade, Pedro é pedra preciosa e firme, base da sólida construção da casa de Deus.

 

Sugestões para a meditação

Deixe que ressoem o diálogo de Jesus com Pedro, e o desconcerto de Pedro em iniciar o caminho que o outro discípulo já percorria

Que luzes e ressonâncias esta bela cena tem para nós, nossas famílias e nossas comunidades cristãs?

Como evitar a comparação marcada pela inveja ou pelo menosprezo do jeito de seguir jesus dos irmãos e irmãs de outras Igrejas?

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