quinta-feira, 14 de maio de 2026

Da tristeza à alegria

Nossas tristezas se transformarão em alegria!

1081 | Tempo Pascal | 6ª Semana | Sexta-feira | João 16,20-23

Estamos chegando ao fim do diálogo catequético de Jesus com seus discípulos, na sequência da ceia de despedida e pouco antes de ser preso. O texto de hoje começa retomando o último versículo de ontem, e desenvolve o mesmo tema da mudança da tristeza em alegria, agora recorrendo à bela metáfora do parto. O tema desenvolve o contraste entre a situação momentânea da comunidade dos discípulos e o mundo e, ao mesmo tempo, apresenta a mudança radical da situação no horizonte da fé.

A imagem da mulher em trabalho de parto nos remete a Eva, a mãe dos viventes. Também se relaciona com a história do povo de Deus, cuja relação com Deus era frequentemente comparada à relação conjugal, e à humanidade, da qual Jesus se apresenta como esposo, nas bodas de Caná. A referência à angústia, à tristeza e aos apuros nos remete a uma situação de perseguição social, mas, com a imagem da mulher em trabalho de parto, acena também para o mistério do nascimento da nova humanidade, de homens e mulheres novos.

A metáfora do grão de trigo, que cai na terra, morre, germina e se multiplica, pode completar a analogia do parto. Tanto a imagem do parto como a imagem da semente lançada na terra nos fazem imaginar a saída de uma situação de opressão ou grande limitação e o nascimento de um povo novo, livre, criativo e solidário. Entregando-se, Jesus não deixa de ser humano, mas, ao contrário, torna-se plenamente humano. É através da entrega generosa e incondicional de si mesmo que o ser humano chega à sua plena realização, ou seja, nasce realmente.

Como a semente de trigo e a alegria da mãe ao tomar nos braços o filho recém-nascido, a comunidade cristã experimentará uma alegria profunda e plena ao receber do Espírito, que a defende nas perseguições e a conserva na fidelidade. À luz dessa experiência, a comunidade compreenderá tudo o que aconteceu com Jesus e com ela mesma, e superará as dúvidas. Então, a alegria será permanente, pois a vitória final está assegurada. Mas esta vitória sobre as forças do mundo será aquela que Jesus consolidou: a vitória da cruz. Ele voltará a ver seus discípulos e a conviver com eles.

 

Sugestões para a meditação

Coloque-se em meio aos discípulos, perturbados a traição que se desenhava, com a partida próxima de Jesus e com o anúncio da oposição que sofreriam

Tente interagir com os discípulos, observando a confusão e o medo que eles vivem e não conseguem enfrentar

Tome consciência das resistências, oposições e perseguições que os cristãos coerentes e os humanistas e democratas enfrentam hoje


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