O Espírito nos guia
ao conhecimento pleno
1079 | Tempo Pascal
| 6ª Semana | Quarta-feira | João 16,12-15
O evangelho que
nos ilumina faz parte do diálogo exortativo com o qual Jesus prepara os
discípulos para a sua Hora, sua paixão e morte. Pouco a pouco, Jesus vai
sublinhando a boa e desejável novidade: o envio do seu Espírito como dinamismo
de comunhão com ele, com o Pai e com os irmãos e irmãs e, ao mesmo tempo, base
e força das comunidades de discípulos em permanente saída missionária.
Nos versículos de hoje, Jesus atribui
ao Espírito da Verdade o papel de guiar os discípulos na compreensão das
consequências da aceitação da sua mensagem, num processo de interpretação que
evolui de acordo com os acontecimentos. O Espírito
é Mestre experimentado que explica e aplica o Evangelho na vida concreta
das comunidades imersas num mundo extremamente hostil à novidade cristã.
A voz do Espírito é a voz de Jesus,
ele fala aquilo que “ouve” de Jesus, assim como Jesus compartilha Palavra e
Ação com o Pai. Eles têm em comum o amor fiel, incondicional e generoso pelo
ser humano. Por isso, assim como guiou e sustentou Jesus na sua missão
histórica, o Espírito guia a comunidade cristã na sua atividade em favor da
libertação dos cativos dos seus próprios temores e do domínio das instituições
que oprimem e discriminam.
É quando Jesus,
por amor, desce aos lugares mais inferiores que se possa imaginar que ele honra
o amor do Pai e consuma a vocação de todo ser humano. E isso só é possível para
os discípulos mediante a abertura à ação regeneradora e transformadora do
Espírito Santo, que estabelece a relação de comunhão de tudo com tudo: do Pai
com o Filho; do Pai e do Filho conosco; a nossa relação com os outros e com
todas as criaturas.
É
esse o sentido da afirmação aparentemente estranha de Jesus, quando diz que
“todas as coisas do Pai são minhas” e que “ele vai receber do que é meu”. Não
obstante serem três e conservarem sua “personalidade”, Pai, Filho e Espírito
são “uma só coisa” na qualidade e na intensidade do amor. Eles compartilham do
mesmo espírito: o amor incondicional.
Sugestões para a
meditação
Coloque-se
em meio aos discípulos, perturbados com o gesto do lava-pés, com o anúncio da
sua morte e com a previsão da oposição que eles mesmos sofreriam
Você
percebe, também hoje, sinais de oposição e resistência à missão dos seguidores
de Jesus?
Quem
implicações tem na vida a nossa fé num Deus que sustenta a originalidade de
cada ser e dinamiza a unidade pela comunhão?
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