A glória de Deus
brilha na vida humana plena
1085 | Tempo Pascal
| Sétima Semana | Terça-feira | João 17,1-11
Estamos
na Semana
de Oração pela Unidade Cristã, uma unidade tão preciosa e urgente que
não basta dedicar-lhe uma semana por ano. E hoje, na última semana do tempo
pascal, começamos a meditar sobre a bela oração com a qual Jesus se entrega ao
Pai, levando nos braços e no coração os amados discípulos e discípulas. Na
primeira parte do trecho de hoje (v. 1-5) Jesus pede ao Pai que se realize, por
ele, o acontecimento salvífico. Na segunda parte (v. 6-11), reza pelos discípulos.
Jesus
começa erguendo os olhos, fazendo
referência à cruz, lugar da manifestação mais contundente da revelação divina.
Sua oração está ligada a tudo o que ele partilhou e ensinou até então: sua
presença decisiva no casamento em Caná, na multiplicação dos pães e peixes no
deserto, na cura do cego e do paralítico, na ceia da aliança, no lava-pés, no mandamento
do amor, no anúncio da traição e das perseguições, na promessa do Espírito. Ele tem plena consciência de que chegou a
Hora esperada, anunciada nas bodas de Caná e referida na ceia.
Pedindo
que o Pai o glorifique, Jesus está pedindo que o amor do Pai brilhe com
intensidade e sem ambivalências no amor sem limites expresso na doação sem
reservas da própria vida. A glória de
Deus é o amor de Jesus e o amor dos discípulos. A união perfeita de Jesus com o Pai se dá pela cruz, na qual o amor do
Pai e o amor de Jesus coincidem. É a perfeita união de vontades, de
interesses, de projetos. Na cruz, a nova criação que estava em curso, chega à
meta, tudo chega à consumação.
Crer em Jesus significa
colocar-se ao lado do ser humano, e a
obra que honra o Pai é aquela que honra a dignidade da pessoa humana. A
santidade do Pai, do Filho e do Espírito não os afastam da humanidade, mas os
implicam definitivamente com ela. E isso vale também para a santidade dos
discípulos. Por isso, Jesus não pede ao Pai por esta ou aquela necessidade
específica da comunidade e nem pelo mundo, mas pede que ela permaneça
responsavelmente no mundo, plantando nele a diferença evangélica, enfrentando e vencendo a lógica dominadora
e excludente do mundo.
Sugestões para a
meditação
Situe-se
junto de Jesus, compartilhe seus sentimentos, e entre com ele no espírito da
oração intensa que ele dirige ao seu Pai e nosso Pai
Perceba
como ele pede, com serenidade e insistência, que sua doação na cruz (glória e
salvação da humanidade) se realize
Repita
pausadamente, e deixe que ressoem em você cada uma das palavras e expressões da
oração de Jesus
Como
repercute em você a advertência de que, diante das dificuldades, nos
dispersaremos, cada um para as suas coisas?
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