Jesus vence mundo entregando-se
por amor
1084 | Tempo Pascal
| Sétima Semana | João 16,29-33
Estamos no
último trecho da catequese na qual Jesus fala sobre o sentido da sua partida
para o Pai, das perseguições que seus discípulos sofrerão e do envio do
Espírito Consolador e animador da missão. E amanhã iniciaremos a meditação da
bela oração que Jesus dirige ao Pai, diante dos discípulos, antes de ser preso
e crucificado, e que há anos inspira a Semana
de Oração pela Unidade Cristã realizada por um grupo de Igrejas cristãs no
Brasil.
Os discípulos demonstram que não superaram ainda uma fé ilusória e
limitada. Eles pensam que Jesus adivinhou as perguntas e
dúvidas que tinham, e imaginam que ele sabe tudo e, somente por isso, prova que
vem de Deus. Como Nicodemos (cf. Jo 3,1-12), eles consideram Jesus um mestre
excepcional, e se admiram do seu saber. Mas ignoram que ele é mestre porquê entrega sua vida por amor, lava os
pés dos discípulos e se importa com todas as vítimas. Ele não é mestre somente
por ensinar uma doutrina clara e oportuna.
Jesus demonstra
que conhece seus discípulos mais que eles mesmos se conhecem, e reage com
ironia. Por mais eles que pretendam dar a impressão de coragem, serão discípulos maduros somente depois da
paixão e morte de Jesus. Por isso, Jesus os adverte que se dispersarão como
um rebanho que abandona seu pastor, como já acontecera no final da
multiplicação dos pães e peixes, e depois da catequese sobre o pão verdadeiro
(cf. Jo 6, 17 e 6,66). Na verdade, eles deixarão Jesus sozinho, e cada um irá
para sua casa e seus interesses. E disso Pedro também é o protótipo.
Mesmo assim, Jesus quer tranquilizar seus
discípulos. Pede que eles não percam a paz, mas insiste que esta paz virá somente da permanência na
união com ele, aconteça o que acontecer. Com a entrega de Jesus, a ordem
injusta do mundo perde sua legitimação religiosa e sua força, e fica
desacreditada. A perseguição é certa, mas a vitória é segura. É essa a
convicção com a qual Jesus empreende sua última e mais exigente travessia, e é
isso que ele transmite aos discípulos antes de selar o livre dom de si mesmo na
cruz, em maio a outros excluídos.
Sugestões para a
meditação
Situe-se
junto aos discípulos, perceba a superficialidade da fé que eles vivem e que
nós, muitas vezes, vivemos
Acolha
a ironia, a advertência e as palavras consoladoras que Jesus dirige aos seus
discípulos de todos os tempos
O
que significa a afirmação de Jesus “eu venci o mundo”? Quais são as
consequências dessa vitória para nós, seus discípulos?
Como
repercute em você a advertência de que, diante das dificuldades, nos
dispersaremos, cada um para as suas coisas?
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