Que a nossa alegria
seja plena e profunda
1086 | Tempo Pascal
| Sétima Semana | Quarta-feira | João 17,11-19
Estando
prestes a fazer a travessia da cruz, e conhecendo a fragilidade e a grandeza de
coração daqueles que decidiram segui-lo, Jesus
pede ao Pai que seja guardião e protetor deles, especialmente na sua ausência e
nas perseguições. “Pai santo, guarda-os em teu nome. Quando eu estava com
eles, guardava-os em teu nome. E guardei-os, e nenhum deles se perdeu, a não
ser o filho da perdição”.
Mas Jesus
pede mais. Ele não deseja apenas que sejamos protegidos por uma espécie de
grande mãe ou grande pai, mas que a
alegria dele se realize plenamente em nós. E essa alegria plenamente
realizada consiste na vivência do amor generoso e incondicional com o qual ele
ama a todos, na capacidade de doar-se sem medidas, no empenho para viver uma
união de vontades e metas tão forte como aquela que une Jesus ao Pai. É a
alegria de saber-se amado incondicionalmente pelo Pai.
Por isso
mesmo, a proteção e o cuidado que Jesus
pede ao Pai em favor dos seus discípulos não significa tirá-los do mundo e
eliminar os desafios e exigências da missão. Recebendo o Espírito, seus
seguidores rompem com a lógica do mundo, mas a missão testemunhal os insere no
mundo como uma comunidade alternativa. A
perfeita união de vontades e de projeto é o pressuposto e a meta da missão,
e, ao mesmo tempo, a vacina que elimina relações de dominação.
Jesus também chama o Pai de
“santo”, e fala da santificação de si mesmo e dos discípulos a ele. Esta santidade significa ruptura e
distanciamento do mundo e da sua lógica de indiferença e dominação. Jesus e
quem o segue são consagrados/separados para a prática do amor, a verdade que
vem de Deus. São separados para serem
enviados em missão no mundo, para servir à humanidade. A bússola que os
mantém no caminho correto é a Palavra de Deus. E o culto verdadeiro ao Deus verdadeiro é sempre serviço ao Homem.
Nisso, Jesus não nos dá apenas o exemplo, mas também a força, o Espírito que moveu
ele e que nos moverá na missão.
Sugestões para a
meditação
Situe-se
junto de Jesus, compartilhe seus sentimentos, e entre com ele no espírito de
diálogo orante com o Pai
Perceba
como Jesus pede, com serenidade e insistência, pelos discípulos – por nós! –
que o Pai confiou a ele
O
que significa concretamente hoje “ficar no mundo” ou “ser enviado ao mundo”,
mas sem “ser do mundo”?
Que
invocações o próprio Jesus acrescentaria, ou sugere que seus discípulos
acrescentemos, no contexto atual?
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