A união das Igrejas
torna crível sua fé
1087 | Tempo Pascal
| Sétima Semana | Quinta-feira | João 17,20-26
Os
versículos propostos para a nossa reflexão são a parte final da chamada “oração
sacerdotal” de Jesus, e trazem suas últimas palavras antes da sua prisão,
realizada com a ajuda de Judas, membro do grupo dos discípulos. Estando prestes
a fazer a travessia da cruz e antevendo a fragilidade e a grandeza dos
discípulos de todos os tempos, Jesus os recomenda ao Pai e pede por eles, por
nós.
Jesus reza
tendo diante de si a humanidade inteira, e com a consciência de que sua missão
está chegando ao ápice e ao fim. Ele alarga o horizonte da sua oração, e pede
pelos futuros discípulos, seguro de que neles e por eles sua missão continuará.
É nesta perspectiva que Jesus insiste na unidade dinâmica e profunda de todos
aqueles que acreditam nele. Esta unidade é a condição para que o mundo creia
nele.
A unidade
em torno da novidade e da ação de Jesus e seu Evangelho se baseia no
conhecimento e na comunhão recíproca de discípulos, comunidades e Igrejas, que
por sua vez, é fruto do amor incondicional dedicado aos mais vulneráveis. Essa
unidade é condição para a união com Deus e alternativa às relações de
dominação. Sem essa unidade vivida na comunidade, o próprio Jesus Cristo será
visto apenas como um sonhador ou teórico a mais.
A glória
que Jesus nos revela e nos transmite não é outra coisa que o dinamismo do amor
com que nos amou, um amor incondicional pelos não-amados, prova de que ele é o
enviado do Pai e a força que nos torna filhos e irmãos. Contemplar essa glória
significa reconhecer, acolher e corresponder ao amor que ele manifesta na cruz,
um amor cuja medida é servir sem medidas. O que brilha, o que dá “peso” e
relevância, o que resplandece (=glória) é sempre o amor-doação.
Jesus manifesta seu desejo de que os discípulos
estejam com ele, gozem com ele da vida plena e da filiação do Pai. Ele quer
que, diante do Pai, sejamos como ele, experimentemos com ele do mesmo amor com
que o Pai o amou e vivamos em profunda comunhão com ele e com todos os que nele
creem. Ele mesmo se identifica conosco, vive uma união viva e dinâmica com a
comunidade que reuniu.
Sugestões para a
meditação
Situe-se
junto de Jesus, compartilhe seus sentimentos e pensamentos, e entre com ele no
espírito da oração
Identifique
com clareza o que você, sua família e o povo de Deus mais necessitam hoje e
faça seu os pedidos de Jesus
Como
essa oração de Jesus pode instruir e orientar nossa oração pessoal e familiar e
estimular e dirigir as relações ecumênicas?
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