quinta-feira, 21 de maio de 2026

Que todos sejam um!

A união das Igrejas torna crível sua fé

1087 | Tempo Pascal | Sétima Semana | Quinta-feira | João 17,20-26

Os versículos propostos para a nossa reflexão são a parte final da chamada “oração sacerdotal” de Jesus, e trazem suas últimas palavras antes da sua prisão, realizada com a ajuda de Judas, membro do grupo dos discípulos. Estando prestes a fazer a travessia da cruz e antevendo a fragilidade e a grandeza dos discípulos de todos os tempos, Jesus os recomenda ao Pai e pede por eles, por nós.

Jesus reza tendo diante de si a humanidade inteira, e com a consciência de que sua missão está chegando ao ápice e ao fim. Ele alarga o horizonte da sua oração, e pede pelos futuros discípulos, seguro de que neles e por eles sua missão continuará. É nesta perspectiva que Jesus insiste na unidade dinâmica e profunda de todos aqueles que acreditam nele. Esta unidade é a condição para que o mundo creia nele.

A unidade em torno da novidade e da ação de Jesus e seu Evangelho se baseia no conhecimento e na comunhão recíproca de discípulos, comunidades e Igrejas, que por sua vez, é fruto do amor incondicional dedicado aos mais vulneráveis. Essa unidade é condição para a união com Deus e alternativa às relações de dominação. Sem essa unidade vivida na comunidade, o próprio Jesus Cristo será visto apenas como um sonhador ou teórico a mais.

A glória que Jesus nos revela e nos transmite não é outra coisa que o dinamismo do amor com que nos amou, um amor incondicional pelos não-amados, prova de que ele é o enviado do Pai e a força que nos torna filhos e irmãos. Contemplar essa glória significa reconhecer, acolher e corresponder ao amor que ele manifesta na cruz, um amor cuja medida é servir sem medidas. O que brilha, o que dá “peso” e relevância, o que resplandece (=glória) é sempre o amor-doação.

Jesus manifesta seu desejo de que os discípulos estejam com ele, gozem com ele da vida plena e da filiação do Pai. Ele quer que, diante do Pai, sejamos como ele, experimentemos com ele do mesmo amor com que o Pai o amou e vivamos em profunda comunhão com ele e com todos os que nele creem. Ele mesmo se identifica conosco, vive uma união viva e dinâmica com a comunidade que reuniu.

 

Sugestões para a meditação

Situe-se junto de Jesus, compartilhe seus sentimentos e pensamentos, e entre com ele no espírito da oração

Identifique com clareza o que você, sua família e o povo de Deus mais necessitam hoje e faça seu os pedidos de Jesus

Como essa oração de Jesus pode instruir e orientar nossa oração pessoal e familiar e estimular e dirigir as relações ecumênicas?

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