sábado, 7 de novembro de 2026

Preparar-se para o jogo final

Preparamos “as finais” treinando muito!

1259 | Tempo Comum | 32ª Semana | Domingo | Mateus 25,1-12

Quando Jesus pede que sejamos vigilantes porque não sabemos “qual será o dia, nem a hora”, não está se referindo a tragédias como as de Mariana, Brumadinho e vale do Taquari e Jacuí, nem da nossa morte. Ele pensa no mistério do reino de Deus, que traz tudo de bom para todos, e passa longe das pregações de mau gosto e interesse suspeito que se tornaram comuns na boca de pastores e padres de ocasião.

Jesus insiste na necessidade de preparar-nos para esse acontecimento, pois ele se manifesta discretamente, cresce como a semente escondida na terra, mas um dia deve aparecer em toda a sua beleza e esplendor. A manifestação do reino de Deus é algo que não devemos temer mas desejar, porque é benéfico para a humanidade toda, e preparar, porque sua edificação depende de nós!

A irrupção do reino de Deus significa o fim de um mundo, deste mundo de competição predatória, de dominação violenta, de exploração desmedida, de indiferença globalizada, de soberba inflacionada, de desigualdade absurda. Trata-se do fim deste “mundo imundo” e da manifestação de um outro mundo, outro modo de viver e conviver, de trabalhar e consumir, de crer e de celebrar, de fazer alianças. 

Para guiar-nos nessa esperança que faz caminhar, Jesus conta a parábola das dez moças que saíram ao encontro do noivo que devia chegar para que a festa começasse. Cinco jovens desatentas, pouco lúcidas e muito afoitas pegaram lâmpadas, mas pensavam que a espera era coisa de pouco tempo. As outras cinco, entusiasmadas, mas mais previdentes, levaram uma reserva de óleo, prevendo uma espera longa.

A vinda do noivo demorou mais que o previsto, e as lâmpadas do grupo mais afoito se apagaram. Enquanto foram improvisar uma solução, o noivo chegou, as outras moças o acolheram, foram recebidas na festa, e as portas se fecharam. Com as lâmpadas tardiamente reabastecidas e acesas, o segundo quinteto bateu com insistência, mas sem sucesso. O noivo disse que não as reconhecia, pois quem quer ser sua amiga deve viver vigilante e engajada. Assim, o discípulo de Jesus!

À medida em que nos aproximamos do fim do ano litúrgico, o evangelho dominical sublinha a necessidade da vigilância. E isso possibilita que pensemos também no fim do mundo e no fim da vida. Mas nisso a gente não gosta muito de pensar. Pensemos então num fim de campeonato de futebol: como a rodada final é esperada, preparada, encarada com seriedade. Haja treinamento!

 

Sugestões para a meditação

Qual é a expectativa, a esperança, a utopia que mobiliza suas energias e sentimentos, da sua família e da sua comunidade?

Como viver a (demorada e exigente) espera pelo nascimento do “outro mundo possível” com provisões e sem desanimar?

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