Preparamos “as
finais” treinando muito!
1259 | Tempo Comum |
32ª Semana | Domingo | Mateus 25,1-12
Quando Jesus pede que sejamos
vigilantes porque não sabemos “qual será o dia, nem a hora”, não está se
referindo a tragédias como as de Mariana, Brumadinho e vale do Taquari e Jacuí,
nem da nossa morte. Ele pensa no
mistério do reino de Deus, que traz tudo de bom para todos, e passa longe
das pregações de mau gosto e interesse suspeito que se tornaram comuns na boca
de pastores e padres de ocasião.
Jesus insiste na necessidade de preparar-nos para esse acontecimento,
pois ele se manifesta discretamente,
cresce como a semente escondida na terra, mas um dia deve aparecer em toda a
sua beleza e esplendor. A manifestação
do reino de Deus é algo que não devemos temer mas desejar, porque é
benéfico para a humanidade toda, e preparar, porque sua edificação depende de
nós!
A irrupção do reino de Deus significa
o fim de um mundo, deste mundo de competição predatória, de dominação
violenta, de exploração desmedida, de indiferença globalizada, de soberba
inflacionada, de desigualdade absurda. Trata-se do fim deste “mundo imundo” e
da manifestação de um outro mundo, outro modo de viver e
conviver, de trabalhar e consumir, de crer e de celebrar, de fazer alianças.
Para guiar-nos nessa esperança que faz
caminhar, Jesus conta a parábola das dez moças que saíram ao encontro do noivo
que devia chegar para que a festa começasse. Cinco jovens desatentas, pouco lúcidas e muito afoitas pegaram
lâmpadas, mas pensavam que a espera era coisa de pouco tempo. As outras cinco, entusiasmadas, mas mais
previdentes, levaram uma reserva de óleo, prevendo uma espera longa.
A
vinda do noivo demorou mais que o previsto, e as lâmpadas do grupo mais afoito se
apagaram. Enquanto foram improvisar uma solução, o noivo chegou, as outras
moças o acolheram, foram recebidas na festa, e as portas se fecharam. Com as
lâmpadas tardiamente reabastecidas e acesas, o segundo quinteto bateu com
insistência, mas sem sucesso. O noivo disse que não as reconhecia, pois quem
quer ser sua amiga deve viver vigilante e engajada. Assim, o discípulo de
Jesus!
À medida em que nos aproximamos do fim
do ano litúrgico, o evangelho dominical sublinha a necessidade da vigilância. E
isso possibilita que pensemos também no fim do mundo e no fim da vida. Mas
nisso a gente não gosta muito de pensar. Pensemos então num fim de campeonato de futebol: como a
rodada final é esperada, preparada, encarada com seriedade. Haja treinamento!
Sugestões para a meditação
Qual
é a expectativa, a esperança, a utopia que mobiliza suas energias e
sentimentos, da sua família e da sua comunidade?
Como
viver a (demorada e exigente) espera pelo nascimento do “outro mundo possível”
com provisões e sem desanimar?
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