Pastores
generosos, modelos para o rebanho
As
comunidades católicas do Brasil dedicam a primeira semana de agosto à vocação
ao ministério ordenado (diáconos, padres e bispos). Neste ano, a diocese de
Santa Cruz marcou este tempo com uma celebração eucarística e fraterna em
homenagem e gratidão a nove presbíteros que alcançam 50 anos de ministério: Dom
Aloísio, Pe. Dionísio, Pe. José Inácio, Pe. Antônio, Pe. Silvino, Pe. Nélson,
Pe. Paulinho, Pe. Loreno e Pe. Dario.
Esta
ocorrência é uma oportunidade para, como diocese, recordar e agradecer a
história e aquilo que o Senhor fez neles e através deles. Mas é importante sublinhar
também o lugar do padre na missão da Igreja e a perspectiva na qual esse
ministério é vivido hoje. E o primeiro aspecto é o sentido eclesial dessa
vocação: os ministros ordenados são membros do povo de Deus e estão a serviço
dele, em meio a vários outros ministérios.
Um
segundo aspecto do ministério ordenado é o seu caráter comunitário: o padre e o
diácono não são uma espécie de livres pensadores ou de agentes solitários e
autônomos, mas membros de uma comunidade presbiteral e diaconal diocesana. Eles
exercem o ministério que responde ao chamado pessoal de Deus e lhes foi
confiado pela autoridade eclesial como membros de um presbitério, que agiu
liturgicamente na sua ordenação.
Em
terceiro lugar, na missão evangelizadora, no cuidado pastoral e na celebração
litúrgica, mesmo em pequenas paróquias, a relação fundamental não é a de um
pastor com um rebanho. Hoje, os ministros ordenados atuam como pastores em
tempo pleno que coordenam e interagem com muitos outros pastores(as)
evangelizadores(as), ministros(as) extraordinárias que colaboram na medida de
suas possibilidades.
Além
disso, neste tempo em que a Igreja recoloca no centro da sua vida e atividade o
espírito e a prática sinodal, a autoridade e competência dos ministros
ordenados é irrenunciável, mas nunca incondicional. Nada deve ser feito à
revelia deles, mas nada de relevante pode ser decidido sem os Conselhos e sem consulta
ao povo. Aquilo que incide sobre a vida de todo o povo de Deus deve ser
decidido com a participação dele.
Pedro
assimilou bem o espírito de Jesus, o Pastor Supremo, e sua exortação ressoa com
relevante atualidade: “Tomem conta do rebanho de Deus que lhes foi confiado,
cuidando dele, não por obrigação, mas de livre e boa vontade, como Deus quer;
não por vantagens vergonhosas, mas com generosidade; não como donos daqueles
que lhes foram confiados, mas como modelos para o rebanho” (1ª Carta de Pedro
5,2-3).
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