Jesus segura a mão de quem a estende ao pobre
1161 | Tempo
Comum | Semana XVIII | Segunda | Mateus 14,22-36
Depois de saciar a multidão faminta com a partilha
solidária de pão e peixe, Jesus envia os
discípulos à sua frente e se retira para rezar durante toda uma noite,
sozinho, como ensinara aos seus discípulos. Em oração, ele renova seu
compromisso para que o nome do Pai seja santificado, que que venha seu reino,
sua vontade seja feita, e que o pão chegue a todas as mesas.
Paralelamente, já
no meio do mar e da noite, o barco dos discípulos é agitado pelo vento e pelas
ondas. Certamente a agitação é também interior, frente à compaixão de Jesus
pelo povo e à convocação de todos a colaborarem com o atendimento às suas
necessidades essenciais. O mar representa todas as forças adversas, tanto
interiores como exteriores, inclusive a pressão do império romano.
A aproximação de Jesus em meio ao mar agitado e
ameaçador não resolve a situação, e até a torna mais grave, pois, pensando que
ele fosse um fantasma, os discípulos
começam a gritar de pavor e medo. Por isso, as primeiras palavras de Jesus
são para acalmar e encorajar seus seguidores, insistindo que eles estão vendo
ele mesmo, que ele não é uma fantasia deles. Ao fazer seu pedido, Pedro deixa entrever que a dúvida sobre
quem é que se aproxima continua.
A aparente fé e submissão de Pedro a Jesus denota um certo desejo de participar do poder
que é próprio de Jesus, mas não consegue disfarçar o medo e a fragilidade que o
envolvem e são mais profundas que a própria fé. Quando ele grita de medo,
temendo mais as ondas e o vento, Jesus lhe estende a mão e adverte: “Homem fraco na fé, por que duvidaste?”
E, assim que ele entra no barco, tudo se acalma, e Jesus é reconhecido pelos
seus discípulos como Filho de Deus.
As tribulações e riscos fazem parte da vida dos discípulos de Jesus:
medo, cansaço, incompreensão, vontade de abandonar tudo. Mas precisamos deixar sua palavra ressoar forte
em nossos ouvidos e em nosso coração e segurar a mão que ele nos estende. É
assim que teremos condições de prosseguir, com e como ele, o ministério de
restaurar a vida dos pobres, predominante para os ministros ordenados, mas
comum a todas as vocações e ministérios eclesiais.
Sugestões para a meditação
Procure
participar das três cenas: Jesus retirando-se para uma noite de oração; os
discípulos no meio do mar agitado pelas ondas, gritando de pavor no meio da
noite; a aproximação de Jesus, seu diálogo com Pedro e a calmaria que se fez
Tente
perceber o conteúdo do diálogo orante de Jesus com o Pai: certamente ele faz
menção à morte de João Batista, à sua compaixão pelo povo, ao pão tornado
acessível a todos, aos discípulos que ele havia enviado à sua frente
Recorde
situações de aperto e desespero pelas quais você passou, e como a fé na
presença de Jesus lhe ajudou
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