Palavras de perdão são palavras que
abrem horizontes de mudança e de crescimento, que nos ajudam a ver a pessoa
mais que seus atos e atitudes, que reconhece a dignidade que persiste por trás
dos erros de uma pessoa. Jesus nos convida a perceber que por trás do aparente “não”
de alguns grupos de pessoas está um verdadeiro “sim”. Os chefes dos sacerdotes
e anciãos do povo se consideravam gente do “sim” a Deus e carimbavam pobres e
pecadores como gente do “não”. Jesus inverte a equação aparentemente óbvia: “Os
publicanos e prostitutas vos precedem no Reino de Deus...” Estes são parte do “punhado
de homnes humildes e pobres que não cometerão iniquidades nem falarão mentiras”,
do resto-semente do qual nasce um povo que agrada a Deus, como diz o profeta
Sofonias. Que nossas palavras hoje sejam marcadas por esse crítico
reconhecimento das nossas próprias contradições e pela afirmação da dignidade
inviolável dos demais. Nem o pecado tem força de apagar ou anular essa
dignidade. E assim estaremos preparando, com as palhas e retalhos da nossa
humanidade, um belo bercinho para o Deus Menino. (Itacir Brassiani msf)
terça-feira, 15 de dezembro de 2015
segunda-feira, 14 de dezembro de 2015
A Boa noticia, dia-a-dia: 14, segunda
Quem nos dirá palavras capazes de estimular
sonhos e iniciativas? A quem diremos palavras com força estimuladora, para além
dos gastos e insuficientes jargões “fora Dilma, fora PT” ou “fica Dilma, viva o
PT”? A Palavra de Deus nos apresenta a figura de um profeta popular chamado
Balaão, “o homem que tem olhos abertos, ouve as Palavras de Deus e vê o que o
Poderoso lhe faz ver”. Olhando para aquele acampamento de migrantes e
refugiados que eram as tribos de Israel, ele vê um futuro diferente e
promissor, e canta: “Como são belas as tuas tendas, ó Jacó! Elas se estendem
como jardim ao longo de um rio. A água transborda dos seus cântaros e sua
semente é ricamente regada.” E completa: “Eu vejo, mas não agora,eu contemplo,
mas não de perto: uma estrela sai de Jacó, um cetro se levanta de Israel...” O
que ele vislumbra é a reconstituição de um povo. Que suas palavras e sua visão
nos estimule. Aqueles que realmente desejam um país sem corrupção saberão ir
além de um arcaico ódio à esquerda e pedirão uma varredura que se estende ao
senado, à câmara e seu presidente e ao empresariado. Sua propalada ética não
será seletiva e sua paixão não será o apartheid social. Sua fé nãoão confundirá o papai noel com o Deus
Menino que nasce em Belém. (Itacir
Brassiani msf)
sábado, 12 de dezembro de 2015
A Boa noticia, dia-a-dia: 12, sabado
Que as palavras que saírem hoje da nossa
boca, brotando das profundezas do que somos e cremos, sejam essencialmente
construtivas, que edifiquem pessoas... Isabel fez isso ao receber Maria em sua
casa: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre!
Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe
prometeu!...” Palavras que soam como bênção, que confirmam a jovem de Nazaré
como amada e querida de Deus. Maria também fez isso, acolhendo as generosas
palavras da prima profetiza e permanecendo na sua casa como atenta e diligente servidora.
Lá observou agradecida como Deus arregaça suas mangas e intervém na história em
favor dos pequenos e oprimidos, e louvou a Deus com voz e razões femininas: “A
minha alma engrandece o Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu
salvador...” Mais tarde, muito mais tarde, em 1531, dirigindo-se a um índio
humilhado de um povo apenas dominado, assume os traços culturais e étnicos do
seu povo, fala-lhe na sua língua e o faz portador da Palavra de Deus à autoridade
eclesiástica... Aprendamos de Isabel e de Maria a balbuciar hoje palavras que
empoderam, confirmam e libertam. (Itacir
Brassiani msf)
sexta-feira, 11 de dezembro de 2015
Evangelho dominical
REPARTIR COM OS QUE NÃO TÊM
A palavra do Batista a partir do deserto tocou o coração das
pessoas. A sua chamada à conversão e ao início de uma vida mais fiel a Deus
despertou em muitos deles uma pregunta concreta: “Que devemos fazer?” É a
pregunta que brota sempre em nós quando escutamos uma chamada radical e não
sabemos como concretizar a nossa resposta.
O Batista não lhes propõe ritos religiosos nem tampouco normas
nem preceitos. Não se trata propriamente de fazer coisas nem de assumir
deveres, mas de ser de outra maneira, viver de forma mais humana, desenvolver
algo que está já no nosso coração: o desejo de uma vida mais justa, digna e
fraterna.
O mais decisivo e realista é abrir o nosso coração a Deus
olhando atentamente as necessidades dos que sofrem. O Batista sabe resumir-lhes
a sua resposta com uma fórmula genial pela sua simplicidade e verdade: «O que tenha duas túnicas, que as reparta com o que não tem; e o
que tenha comida faça o mesmo». Assim
simples e claro.
Que podemos dizer ante estas palavras, quem vive num mundo
onde mais de um terço da humanidade vive na miséria lutando cada dia por
sobreviver, enquanto nós continuamos a encher os nossos armários com todo o
tipo de túnicas e temos os nossos frigoríficos repletos de comida?
E que podemos dizer, os cristãos, ante esta chamada tão
simples e tão humana? Não teremos de começar a abrir os olhos do nosso coração
para tomar uma consciência mais viva dessa insensibilidade e escravidão que nos
mantem, submetidos a um bem-estar que nos impede ser mais humanos?
Enquanto nós continuamos preocupados, e com razão, com muitos
aspetos do momento atual do cristianismo, não nos damos conta de que vivemos
«cativos de uma religião burguesa». O cristianismo, tal como nós o vivemos, não
parece ter força para transformar a sociedade do bem-estar. Pelo contrário, é
esta que está a desvirtuar o melhor da religião de Jesus, esvaziando a nossa
capacidade de seguir Cristo em valores tão genuínos como a solidariedade, a
defesa dos pobres, a compaixão e a justiça.
Por isso, temos de valorizar e agradecer muito mais o esforço
de tantas pessoas que se revoltam contra este «cativeiro», comprometendo-se em
gestos concretos de solidariedade e cultivando um estilo de vida mais simples,
austero e humano.
José Antonio Pagola
A Boa noticia, dia-a-dia: 11, sexta
A imagem que Jesus propõe é muito
sugestiva... Crianças reunidas na praça e um grupo animando a festa. Os
animadores, depois de tentar vários gêneros musicais e cansados com o descaso e
a birra do grupo, desabafam: “Tocamos flauta e vocês não dançaram. Cantamos
lamentações e vocês não bateram no peito...” É isso que Jesus observa no comportamento
do seu povo: João Batista veio a eles evitando comida e bebida, e foi
rechaçado; veio Jesus, que não dispensava uma confraternização com seu povo, por
mais simples que fosse, e foi acusado de ser comilão e beberrão. E nós, hoje,
que postura assumimos diante do Evangelho de Jesus Cristo?! Como reagimos
diante da orientação da Igreja, inclusive das suas oportunas orientações
políticas e sociais? Será que não oscilamos de lá para cá, de acordo com as
conveniências e interesses pessoais e de classe? O profeta Isaías nos lembra
que Deus nos ensina coisas úteis e nos conduz por bons caminhos. E diz que se
acolhêssemos consequentemente estes ensinamentos, a paz correria entre nós com
um rio e a justiça seria abundante e pujante como as ondas do mar. Mas o que
vemos, desde a minha rua até as avenidas de Brasília, passando por partidos e
mega-empresas, é um rio de ódio e um mar de lama, que cada parte denuncia para
esconder seus próprios erros. Triste país o nosso! Inaceitável é uma classe
política como essa! Execráveis são as bancadas que agem desse modo e se
apresentam como evangélicas... (Itcir
Brassiani msf)
quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
TERCEIRO DOMINGO DO ADVENTO (ANO C – 13.12.2015)
é serena a alegria de quem aprendeu a esperar no Senhor!
Chegamos
à terceira semana do Advento. O comércio segue com sua atividade frenética, querendo
nos envolver por todos os lados e nos interpelar de todas as formas. Mas nós
continuamos com o desejo de preparar o Natal
de um modo essencialmente cristão. Sonhamos com um tempo em que a a mesa
dos famintos seja farta e a alegria não seja apenas uma promessa embutida no
consumo desenfreado. Nosso desejo é ajudar a constuir um mundo no qual o maior
presente seja nossa presença inteira, intensa e solidária junto às pessoas que
amamos e àquelas que mais necessitam de nós.
Escrevendo
aos cristãos filipenses, Paulo pede que eles não se deixem inquietar por nada. Isso
porque o Senhor está próximo, tanto em termos de tempo como de espaço, e também
porque, mediante a oração, podemos apresentar a Deus todas as nossas
necessidades com a certeza de que ele as acolhe. Portanto, não nos deixemos
inquietar pelos presentes que ainda não compramos, pela decoração natalina que
ainda não fizemos, pelas provisões de comida e de bebida que ainda não
providenciamos. Nossa vida não depende unicamente disso...
Neste
domingo, João Batista nos chama ao deserto e nos fala em nome de Deus. Não
somos as únicas pessoas que ousamos fazer este caminho de simplificação e de
verdade. Uma pequena multidão rodeia o profeta e escuta sua pregação clara como
um sino. Muitos são publicanos ou soldados a serviço do império. “O que devemos
fazer?”, perguntam-se sinceramente. E a resposta mostra uma direção: “Quem
tiver duas túnicas, dê uma a quem não tem. E quem tiver comida, faça a mesma
coisa.” O que temos a fazer não é comprar roupas novas, nem de fazer reserva de
comida, mas repartir o que temos com quem tem menos do que nós ou passa
necessidade.
Cobradores
de impostos e soldados romanos, como outros tantos desprezados, estão entre
aqueles que querem aplainar o caminho da própria vida. E a resposta daquela Voz
que clama no deserto à pergunta pelo que devem fazer é clara e certeira: não
cobrar nada além da taxa estabelecida; não maltratar ninguém; não fazer
acusações falsas; contentar-se com o justo pagamento... Estes são apenas alguns
exemplos, convites para que estabeleçamos aquilo que podemos e devemos fazer
para que as mesas vazias se encham de pão e de beleza e a alegria seja
universal, verdadeira e duradoura.
Como a de
João Batista, nossa vocação é de contribuir para que Cristo cresça enquanto nós
mesmos diminuímos. Devemos fazer tudo o que está ao nosso alcance e depois
dizer, convictamente: “Somos apenas servos, nosso trabalho é dispensável.” Isso
não obstante, Paulo pede que a bondade dos cristãos seja notada por todos, que
a bondade inerente ao ser cristão seja visível em nosso modo de celebrar, nas
relações familiares e com a vizinhança, no nosso posicionamento diante das
grandes questões políticas, econômicas e sociais do país e do mundo.
Testemunhar é preciso!
Cremos
que o coração de Deus bate no interior de todos os movimentos de libertação,
pertençam ou não ao cristianismo. É isso que faz ressoar a voz profética de
Sofonias: “Grite de contentamento... Alegre-se, Israel! Fique alegre e exulte
de todo o coração... Você nunca mais verá a desgraça... Não tenha medo, Sião!
Não se acovarde!” O profeta diz que o próprio Deus está alegre e contente com
seu povo. Por causa do seu povo, que está longe de ser perfeito e de viver
tranquilamente, Deus dança de alegria e renova seu amor. E quer que esta mesma
alegria seja experimentada por todo o seu povo.
A palavra
de Paulo vai na mesma direção: “Fiquem sempre alegres no Senhor! Repito: fiquem
alegres!” Certamente a alegria cristã é sóbria e inocente. É uma alegria experimentada
no meio da ingente luta para dar uma nova
fisionomia ao mundo, a partir da certeza de que já somos vitoriosos,
pois vitoriosa é a pessoa que rompe com a passividade. Mas não nos deixemos
algemar pela pressa e pelas facilidades! O Reino de Deus tem seu ritmo e seu
tempo. É como a semente lançada na terra, que germina, cresce e frutifica na
estação propícia. É preciso dar tempo ao tempo.
Deus próximo, pai-mãe amável e causa da
nossa alegria! Te agradecemos pelas palavras de João Batista. Ele nos mostra
por onde passa o caminho que enche de pão e de beleza a mesa dos famintos. Ele
nos ensina que Aquele que vem na humildade da estrebaria é o único Senhor a
quem devemos servir. Ele não é posse de nenhuma Igreja ou religião, e diante
dele todos precisamos pedir licença até para desamarrar suas sandálias. Por sua
humildade, ele é grande em nosso meio. Ajuda-nos a caminhar alegres e serenos
para o Natal que se aproxima, mudando hábitos e abrindo nossas mãos solidárias.
Assim seja! Amém!
Itacir Brassiani msf
(Profeta Sofonias 3,14-18 * Isaías 12,2-6 * Carta
aos Filipenses 4,4-7 * Evangelho de Lucas 3,10-18)
A Boa noticia, dia-a-dia: 10, quinta
Que nossas palavras hoje expressem e
consolidem compromissos: como a afirmação da dignidade das pessoas; com nossa
parceria e ajuda nas suas necessidades; com a manutenção da necessária utopia
de um outro mundo possível, com direitos (humanos, sociais, culturais,
econômicos e ambientais) plenamente reconhecidos e assegurados. Através de
Isaías, Deus dá sua palavra de compromisso: “Não tenhas medo; eu te ajudarei...
Farei nascer rios nas colinas escalvadas e fontes no meio dos vales:
transformarei o deserto em lagos e a terra seca em nascentes de água...” Em
Jesus, toda profecia é reconhecida e louvada, mesmo quando ele, o menor, é necessariamente
melhor e superior a todos os demais. (Itacir Brassiani msf)
quarta-feira, 9 de dezembro de 2015
Evangelho dominical
O que devemos fazer para receber
a visita de Deus? (Lc 3,10-18)
Três
categorias de pessoas vêm perguntar: "O que devemos fazer?": o povo,
os publicanos e os soldados.
A resposta
para o povo é simples: Quem tiver duas túnicas deve repartir com quem não tem.
"Quem tiver comida deve dar a quem não tem!" Resposta clara: a
partilha dos bens é a condição para a pessoa poder receber a visita de Deus e
passar do Antigo para o Novo.
A resposta
para os publicanos e os soldados diz a mesma coisa, mas aplicada à categoria
deles. Os publicanos já não podem cobrar mais do que o permitido. A exploração
do povo pelos publicanos era a chaga da sociedade daquela época.
Os soldados já
não podem fazer extorsão nem fazer denúncias falsas e devem contentar-se com o
salário. Se João voltasse hoje, muito provavelmente não exigiria dos pobres
"contentar-se com o salário", mas diria: "lutar por um salário
justo!"
Lucas 3, 15-18: Ternura em vez de julgamento
Lucas 3, 15-18: Ternura em vez de julgamento
João reconhece
Jesus como o mais forte. A diferença entre ele e Jesus está no dom do Espírito
que será dado através de Jesus. Nestes versículos, Lucas mostra como a ideia
que João faz do Messias não é completa. Para João, o Messias seria como um juiz
severo, pronto para iniciar o julgamento, a colheita (Lc 3,17).
Talvez seja
por isso que, mais tarde, João teve problema em reconhecer Jesus como Messias
(Lc 7,18-28), pois Jesus não se comportava como um juiz severo que condenava.
Ao contrário, chegou a dizer: "Eu não condeno ninguém!" (Jo
8,15;12,47). Em vez de julgamento e condenação, mostrava ternura, acolhia os
pecadores e comia com eles.
ALARGANDO
Desde o século
VI antes de Cristo, a profecia tinha cessado: "Não existem mais
profetas", assim se dizia (Sl 74,9). O povo vivia à espera do profeta
prometido por Moisés. Esta longa espera termina com a chegada de João (Lc
16,16).
João era visto
pelo povo não como um revoltoso do tipo Barrabás nem como um escriba ou
fariseu, mas como o profeta que todos esperavam. Muitos achavam que ele fosse o
Messias. Até na época de Lucas havia pessoas, sobretudo entre os judeus, que
aceitavam João como Messias.
João chega e
anuncia: "Mudem de vida, porque o Reino de Deus chegou!" Ele é preso
por causa da sua coragem de denunciar os erros tanto do povo como dos homens do
governo. Jesus, ouvindo que João foi preso, volta para a Galileia e faz o mesmo
anúncio que João fazia: "Esgotou-se o prazo! O Reino de Deus chegou! Mudem
de vida! Acreditem nesta Boa Nova!"
Jesus continua
a pregação de João e a ultrapassa. Em João termina o AT, em Jesus começa o NT.
Jesus chegou a dizer: Dentre os nascidos de mulher, não há maior do que João,
mas o menor do Reino é maior do que ele" (Lc 7,28).
Carlos
Mesters e Mercedes Lopes
Juniores MSF renovam os votos religiosos
Mensagem da Area Pastoral Nossa Senhora Aparecida aos Juniores
Queridos amigos, queridos juniores!
Peçamos ao Senhor da
Messe e Pastor do Rebanho que, assim como hoje, com a renovação dos votos de
vocês, ele continue chamando vocações para a vida religiosa e consagrada.
Nós, comunidade da Area
Pastoral Nossa Senhora Aparecida, somos parte dessa renovação ao acolher e
confirmar cada um de vocês, apesar das nossas limitações.
Sabemos que toda
caminhada é difícil, que os caminhos têm seus obstáculos e muitos são os
desafios.
Vocês, juniores e amigos
Carlos, Milton, Roberto, Wedras, Rafael, Edvaldo e Ricardo semearam amor,
desprendimento, partilha, unidade... E nós podemos ver os frutos desses valores
em nossa comunidade.
Às vezes, amigos, por
circunstâncias que não dependem da nossa vontade, a semeadura se perde. Mas
tenham certeza: vocês semearam!
Agradecemos a
Congregação dos Missionários da Sagrada Família pelo trabalho aqui realizado.
Sabemos que está se encerrando um ciclo de uma caminhada de dedicação. Foram 6
anos de presença amorosa, amiga e evangelizadora dos Missionários da Sagrada
Família, sendo o Pe. Edilson o precursor e o Pe. Germano aquele que a fecha com
chave de ouro!
Também para nós, comunidade
da Area Pastoral Nossa Senhora Aparecida, este é um tempo de intensa reflexão.
Estamos vivendo literalmente o advento. Pode ser o advento de um tempo de
graças e crescimento para a comunidade.
Lembro aqui as palavras
do Pe. Itacir: “A Area Pastoral não se despede: ela acolhe, forma e envia" (mesmo com um certo pesar...).
Assim, queridos padres,
fraters e paroquianos, temos a oportunidade de conhecer realmente nossa
comunidade, nossa gente, e perceber com alegria que esta maravilha, este
espetáculo chamado fé, nos manterá sempre unidos, pois todo o resto se torna
insignificante quando, no final, podemos dizer: “Valeu a pena!”
Carinhosamente e já com
saudade,
Area Pastoral Nossa
Senhora Aparecida
08 de dezembro de 2015
A Boa noticia, dia-adia: 9, quarta
Como poderemos manter-nos fiéis na
palavra dada e viver a fidelidade nas boas palavras? Antes de tudo, recordando
que Deus é fiel no seu amor por nós, ele permanece fiel com e onde ele promete
que estará, fiel nas locas promessas que permanentemente faz à humanidade.
Depois, aprendendo dessa fidelidade e perseverando criativamente nela. O
profeta Isaías compara nosso Deus, o pai de Jesus Cristo e nosso a uma
professora da escola fundamental que faz a chamada dos seus amados estudantes:
ele sabe até o número da estrelas e as conhece pelo nome, e à sua cahamada,
nenhuma está ausente! Como poderíamos imaginar que ele desconhece nossas
dificuldades e nossas lutas? Ele não falha nem cansa! Ele dá coragem ao
desvalido e revigora os fracos. Por isso, nas insondáveis palavras do prefeta,
as crianças podem cansar e parar de brincar, os jovens podem tropeçar e cair em
sua maratona, mas aqueles que esperam no Senhor renovam suas forças, criam asas
como águias, correm sem cansar, caminham sem parar, levam o jogo até o fim. E nós,
todos e todas, recebemos asas para voar alto, como águias, na compaixão e na
solidariedade, e não para caminhar rasteiramente e cabisbaixos como as
galinhas. Pois Ele vem, está vindo, batendo à porta. Seus fardos são leves e
libertam, aliviam os cansados e abatidos... Ele vem para ficar, porquê já
ficou! (Itacir Brassiani msf)
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