quinta-feira, 2 de junho de 2022

Roteiro de Leitura Orante do Evangelho Nº 773

Ano C Roteiro de Leitura Orante do Evangelho Nº 773

Dia 03/06/2022 | Sétima semana da Páscoa | Sexta-feira

Evangelho segundo João (21,15-19)

(1)Coloque-se em atitude de oração  

·     Escolha um momento adequado e tranquilo/a para a meditação

·     Escolha o lugar no qual você não seja interrompido/a

·     Busque uma posição corporal que lhe ajude a concentrar-se

·     Acenda uma vela, e tome a bíblia em suas mãos

·     Tome consciência de si mesmo/a e do tempo que vivemos

·     Faça silêncio interior e ative o desejo de ouvir a Palavra de Deus

·     Prepare-se cantando: Eu te exaltarei...(Clique aqui: https://www.youtube.com/watch?v=34NxjJKX5a4)

 

(2)Leia o texto da Palavra de Deus

·     Leia com toda a atenção o texto de João 21,15-19

·     Leia o texto em voz alta (se achar necessário e for possível)

·     Este texto relata o último encontro de Jesus com seus discípulos, depois da manifestação no fim de uma noite de pesca frustrante

·     No evangelho de João, Pedro aparece como um discípulo de cabeça dura, agarrado às tradições, resistente à novidade de Jesus

·     Jesus interroga Pedro três vezes sobre seu amor ao mestre, sublinhando que o amor a ele se traduz no cuidado pelos outros

·     Jesus afirma definitivamente que o amor e a adesão a ele devem ser demonstrados no amor cuidadoso com suas “ovelhas” e “cordeiros”

·     Finalmente, Jesus chama Pedro a segui-lo, a tornar-se discípulo, a começar a caminhada no “primeiro ano”

·     O que a Palavra de Deus diz em si mesma, o que está escrito?

 

(3)Medite a Palavra de Deus

·     Procure perceber o que a Palavra de Deus lida e meditada diz a você hoje, qual é seu sentido nesse momento da vida?

·     Situe-se junto de Jesus e de Pedro, observe o mal-estar de Pedro e acolha as perguntas de Jesus como dirigidas a você

·     O que significa para você, sua família e sua comunidade, “apascentar as ovelhas” e “cuidar dos cordeiros” hoje?

·     Quais são as consequências missionárias e pastorais da “união indissolúvel” entre o amor a Jesus e o cuidado pelo seu rebanho?

·     Como isso pode estimular e dirigir as relações ecumênicas?

·     Se achar oportuno e for possível, leia as “pistas” (página 3)

 

(4)Reze com o texto lido e meditado

·     Tome consciência de que este texto é Palavra de Deus

·     Depois de escutar atentamente, agora é sua vez de falar

·     Não mude de assunto, pois sua palavra é sua resposta a Deus

·     Permita que o próprio Deus dirija a sua oração, a sua resposta

·     Não se preocupe com raciocínios e frases bem articuladas

·     Procure perceber o que a Palavra de Deus lhe faz dizer a Deus

·     Deixe que ressoem profundamente em você as perguntas de Jesus, e repita, com consciência e alegria, as respostas de Pedro

·     Acolha também o mandato de Jesus: cuidar do seu rebanho

 

(5)Contemple a vida à luz da Palavra

·     Procure contemplar a realidade do mundo com o olhar de Deus

·     Busque meios para colocar em prática o que Deus lhe fala

·     Perceba o que você precisa mudar a partir dessa meditação

·     Responda: O que Deus está pedindo que eu mude ou faça?

·     Quais seriam os caminhos e passos que devemos dar para passar de uma adesão adolescente (“quando eras jovem”) a uma responsabilidade adulta (“quando fores adulto”) a Jesus?

 

(6)Retorne à vida cotidiana

·     Recite o Pai Nosso e a Ave Maria

·     Recite a invocação: “Jesus, Mestre da compaixão, ajuda-nos a encarnar na vida todas as tuas belas lições”

·     Assuma um compromisso pessoal de conversão e mudança

·     Medite e reze com canção “Um hino ao Divino (Aqui: https://www.youtube.com/watch?v=B8xhmQ2yg0Q)

·     Assuma um compromisso pessoal de conversão e mudança

 

Pistas sobre João 21,15-19

Depois de aparecer aos discípulos no final de uma noite de pesca frustrante, e depois de partilhar com eles pão e peixe e de praticamente ignorar o gesto voluntarioso de Pedro, que se joga na água para ir ao seu encontro, Jesus interroga Pedro três vezes. O simples fato de que Jesus lhe dirija a palavra depois do seu “papelão” durante a paixão e morte, é para Pedro um bálsamo reconfortante, um grande sinal de delicadeza e misericórdia de Jesus.

Na cena de hoje, Pedro é tomado à parte e confirmado na sua missão de pastorear o rebanho. Induzindo Pedro a se comparar com os demais discípulos, Jesus o provoca a ser humilde, a reconhecer o fracasso e encontrar a própria verdade. Por isso, pergunta se Pedro o amo profundamente (agapan), se seu amor é total, se ele é capaz de uma doação sem reservas. E Pedro, mais modesto e consciente da fragilidade do seu amor, responde que lhe quer bem (philia). Jesus pergunta uma segunda vez, sem mudar o verbo, e Pedro responde da mesma maneira.

Na terceira vez, Jesus muda o verbo, e pergunta se Pedro lhe quer bem. Mudando a pergunta, Jesus se coloca no nível de Pedro, desce à sua fragilidade e pobreza, acolhe Pedro como ele é. Pedro fica triste, porque é confrontado com sua pobreza, com sua verdade, e não pode mais se iludir com sua ideia de força, e tem que confessar que não é capaz do amor que Jesus lhe pede. Então Pedro responde constatando que Jesus o conhece de verdade, que sabe que ele deseja ser seu amigo, e não pode ir além disso. E Jesus reafirma que a prova desse amor a Jesus é sempre do rebanho!

Jesus pergunta se Pedro é capaz de amá-lo até o fim, e Pedro responde que está disposto a ser seu amigo. Jesus o acolhe em sua fragilidade e aceita sua amizade. Mas acaba acrescentando que, mesmo não sendo capaz de um amor maduro e pleno por enquanto, um dia chegará a esse amor: outros o conduzirão para onde ele hoje não pode e não quer ir! Pedro ainda será um verdadeiro discípulo missionário, capaz de doar-se inteiramente e de servir e amar os irmãos como Jesus o fez e pediu.

 (Itacir Brassiani msf)

 

Alegria e esperança

O direito privado de domínio não contraria as diversas formas de propriedade pública. Compete à autoridade evitar que se abuse do direito de propriedade, em detrimento do bem comum. A propriedade privada tem uma função social, baseada no princípio da destinação comum de todos os bens. Quando não se reconhece a devida importância a esta sua função social, a propriedade se torna ocasião de cupidez e desordem, dando razão àqueles que a combatem” (Vaticano II, Gaudium et Spes, § 71).

Leitura Orante do Evangelho

A Leitura Orante da Palavra de Deus é um exercício para iluminar e para fecundar nossa vida cotidiana com a Palavra de Deus. Pode ser feita individualmente ou em família, em grupo ou em comunidade.

O Papa Bento XVI diz que “ouvir juntos a Palavra de Deus, praticar a Lectio Divina, deixar-se surpreender pela novidade do Evangelho, superar a surdez àquilo que não está de acordo com nossas opiniões ou preconceitos, é um caminho para alcançar a unidade da fé, como resposta à escuta da Palavra”.

Em tempos nos quais o amor ao próximo e a precaução com a saúde impõem restrições à convivência e à movimentação social, a Leitura Orante é um modo de ir além da simples assistência de celebrações virtuais e uma forma evitar que este seja um tempo pesado e estéril.

Os textos propostos aqui são aqueles indicados pela Igreja para a liturgia diária. Pessoas e grupos que desejarem, podem escolher outros textos, desde que tenham uma sequência, seja preparado um roteiro e se evite escolher apenas os textos que agradam mais.

Que a Palavra de Deus encontre em cada um/a de nós um terreno fecundo, e, mesmo nesses tempos inesperadamente difíceis, produza bons e abundantes frutos para a vida do mundo.

Missionários da Sagrada Família

https://misafala.org/ | Passo Fundo/RS

(http://itacir-brassiani.blogspot.com/)

quarta-feira, 1 de junho de 2022

ANO C | TEMPO PASCAL | SOLENIDADE DE PENTECOSTES | 05.06.2022

O Espírito nos vem como dinamismo de ação que liberta.

O envio do Espírito por Jesus é a culminância da experiência pascal.  Reunimo-nos como assembleia de chamados/as para pedir que o Espírito renove em nós os prodígios que realizou no início do cristianismo, esperando que o Sopro de Deus nos dê respiro e vida, nos ajude a testemunhar e anunciar o Reino de Deus na língua das diversas culturas, nos ajude a derrubar os muros que nossos medos e prepotências ergueram, abra as portas das nossas Igrejas sitiadas pelas leis e dogmas, e nos empurre para fora, em ritmo de missão.

O Espírito Santo atua e3m nós para que não sejamos como papagaios, que repetem palavras e discursos que não entendem. Um dos primeiros frutos da ação do Espírito Santo é uma palavra nova e viva. Com a força do Espírito, as pessoas caladas vencem o medo e começam a falar. São palavras de protesto que saem da boca dos marginalizados, clamores que reivindicam reconhecimento e respeito; palavras proféticas que denunciam as injustiças praticadas contra os oprimidos e anuncia uma nova ordem social e rompe com as velhas lições.

Mas o Espírito suscita também palavras orantes e celebrativas, cânticos novos que reconhecem e louvam a ação libertadora de Deus no coração das pessoas e do mundo. São palavras despertadas por uma compreensão espiritual das Escrituras, não mais lidas como coisa do passado ou simples doutrina, mas como Palavra viva e plena de sentido para os homens e mulheres de hoje. Esta palavra nova, suscitada pelo Espírito, assume a gramática das culturas e anuncia o Reino de Deus de tal modo que os povos possam compreender na sua própria cultura.

O Espírito também nos livra da ameaça de sermos fragmentos desarticulados, perdidos no tempo e no espaço. Ele cria vínculos de amor, amizade e solidariedade. Onde o Espírito é acolhido e age, as pessoas isoladas se reúnem, os membros formam um corpo, nasce um povo novo e peregrino. Cria-se uma comunhão que transcende os indivíduos e o tempo, pois o Espírito une pessoas e gerações diferentes numa unidade familiar, étnica e nacional, as pessoas e culturas numa comunidade eclesial, centrada na memória de Jesus de Nazaré.

A presença do Espírito Santo é força que nos livra do risco de sermos sempre e apenas escravos, indivíduos que reproduzem, sob pressão e por medo, as ações determinadas pelos senhores. Ele nos faz pessoas livres, capazes de agir por iniciativa própria, inclusive na arena política. Aos macacos fica bem a imitação e a repetição, mas não aos filhos e filhas de Deus! O Espírito nos é dado para superar a condição de escravos e alcançar a condição de filhos e filhas maiores, livres de todas as tutelas, herdeiros do Reino de Deus. Onde está o Espírito, ali está a liberdade!

Esta liberdade não é apenas ‘liberdade de’ algo que oprime, mas principalmente ‘liberdade para’ alguma coisa nova. O Espírito nos faz livres da dependência das forças da natureza, dos condicionamentos inconscientes, do poder de persuasão dos meios de comunicação social, do constrangimento das instituições e sistemas políticos, econômicos, culturais e religiosos. O Espírito nos assegura a liberdade radical e nos possibilita agir sem medos em favor da vida dos outros, em vista da criação de uma realidade social nova, baseada na liberdade e na cooperação.

O Espírito Santo impede ainda que sejamos mortos-vivos, pois ele não se coaduna com os sistemas e instituições que impõem silêncio, com o individualismo narcisista e com a passividade omissa. Ele é a força de Deus na história, a força libertadora de Jesus Cristo. Aos cristãos ele é enviado como dinamismo missionário, como capacidade de agir no plano do homem novo: partilhar o pão, curar as doenças, perdoar e acolher os pecadores, anunciar a Boa Notícia aos pobres, desarmar para amar, percorrer o êxodo missionário. “Envias teu Espírito e assim renovas a face da terra...”

Vem Espírito Santo, e suscita em nós o desejo de sermos dom, de engajar-nos na luta para que todos tenham vida. Não permita que te aprisionemos na intimidade do coração ou no silêncio dos templos. Faz que nossa vida seja semente de liberdade, solidariedade e eternidade. E que o Filho do Homem ungido por ti, seja o Caminho que percorremos, a Verdade que acolhemos e a Vida que aspiramos ardentemente e promovemos generosamente. Assim seja! Amém!

Itacir Brassiani msf

Atos dos Apóstolos 2,1-11 | Salmo 103 (104) | 1ª Carta de São Paulo aos Coríntios 12,3-13 |  Evangelho  de São  João  (20,19-23)

Roteiro de Leitura Orante do Evangelho Nº 772

Ano C Roteiro de Leitura Orante do Evangelho Nº 772

Dia 02/06/2022 | Sétima semana da Páscoa | Quarta-feira

Evangelho segundo João (17,20-26)

(1)Coloque-se em atitude de oração  

·     Escolha um momento adequado e tranquilo/a para a meditação

·     Escolha o lugar no qual você não seja interrompido/a

·     Busque uma posição corporal que lhe ajude a concentrar-se

·     Acenda uma vela, e tome a bíblia em suas mãos

·     Tome consciência de si mesmo/a e do tempo que vivemos

·     Faça silêncio interior e ative o desejo de ouvir a Palavra de Deus

·     Prepare-se cantando: Eu te exaltarei...(Clique aqui: https://www.youtube.com/watch?v=34NxjJKX5a4)

 

(2)Leia o texto da Palavra de Deus

·     Leia com toda a atenção o texto de João 17,20-26

·     Leia o texto em voz alta (se achar necessário e for possível)

·     Este texto é a última parte da oração de Jesus pelos seus discípulos, e precede sua prisão, condenação e morte

·     Esta oração está ligada a tudo o que Jesus fez e disse depois da ceia, e um pedido que se realize a salvação pela sua entrega

·     Nela Jesus fala da união dos/as discípulos/as, da continuidade à qual ele se dedicou e daqueles/as que por eles virão a crer

·     Jesus derrama seu coração junto ao Pai, falando da sua comunhão visceral com ele e do grande apreço que tem pelos discípulos

·     O que a Palavra de Deus diz em si mesma, o que está escrito?

 

(3)Medite a Palavra de Deus

·     Procure perceber o que a Palavra de Deus lida e meditada diz a você hoje, qual é seu sentido nesse momento da vida?

·     Situe-se junto de Jesus, compartilhe seus sentimentos e pensamentos, e entre com ele no espírito da oração

·     Perceba como ele pede, com serenidade e insistência, pelos/as discípulos/as – por nós! – que ainda viriam a aderir a ele

·     Identifique com clareza o que você, sua família e o povo de Deus mais necessitam hoje e faça seu os pedidos de Jesus

·     Como isso pode estimular e dirigir as relações ecumênicas?

·     Se achar oportuno e for possível, leia as “pistas” (página 3)

 

(4)Reze com o texto lido e meditado

·     Tome consciência de que este texto é Palavra de Deus

·     Depois de escutar atentamente, agora é sua vez de falar

·     Não mude de assunto, pois sua palavra é sua resposta a Deus

·     Permita que o próprio Deus dirija a sua oração, a sua resposta

·     Não se preocupe com raciocínios e frases bem articuladas

·     Procure perceber o que a Palavra de Deus lhe faz dizer a Deus

·     Repita pausadamente, e deixe que ressoem em você as palavras da derradeira oração de Jesus antes da sua entrega à paixão

·     Reze com as palavras de Jesus, sem esquecer as vítimas da pandemia e a semana de oração pela unidade dos cristãos

 

(5)Contemple a vida à luz da Palavra

·     Procure contemplar a realidade do mundo com o olhar de Deus

·     Busque meios para colocar em prática o que Deus lhe fala

·     Perceba o que você precisa mudar a partir dessa meditação

·     Responda: O que Deus está pedindo que eu mude ou faça?

·     Como a forma e o conteúdo dessa oração de Jesus pode instruir e orientar nossa oração pessoal e familiar?

 

(6)Retorne à vida cotidiana

·     Recite o Pai Nosso e a Ave Maria

·     Recite a invocação: “Jesus, Mestre da compaixão, ajuda-nos a encarnar na vida todas as tuas belas lições”

·     Assuma um compromisso pessoal de conversão e mudança

·     Medite e reze com canção “Um hino ao Divino (Aqui: https://www.youtube.com/watch?v=B8xhmQ2yg0Q)

·     Assuma um compromisso pessoal de conversão e mudança

·     Apague a vela e conclua seu momento de oração

Pistas sobre João 17,20-26

Os versículos propostos para a nossa reflexão na liturgia de hoje são a parte final da chamada “oração sacerdotal” de Jesus, que representam suas últimas palavras antes da sua prisão, realizada com a ajuda de Judas, membro do grupo dos/as discípulos/as. Estando prestes a fazer a travessia da cruz e antevendo a fragilidade e a grandeza dos/as discípulos/as de todos os tempos, Jesus os recomenda ao Pai e pede por eles/as, por nós.

Jesus pede ao Pai tendo diante de si a humanidade inteira e a consciência de que sua missão está chegando ao ápice e ao fim. Ele alarga o horizonte da sua oração, e pede pelos/as futuros discípulos/as, seguro de que neles/as e por eles/as sua missão continuará. É nesta perspectiva que ele insiste na unidade radical, dinâmica e profunda de todos/as aqueles/as que acreditam nele. Esta unidade é o movente e a condição para que o mundo creia nele.

A unidade em torno da novidade e da ação de Jesus e seu Evangelho se baseia no conhecimento e na comunhão recíproca de discípulos/as, comunidades e Igrejas, que por sua vez, é fruto do amor incondicional (“como eu vos amei”). Essa unidade é condição para a união com Deus Pai e alternativa às relações de dominação ou indiferença. Sem essa unidade vivida na comunidade, o próprio Jesus Cristo será visto apenas como um sonhador ou teórico a mais.

A glória que Jesus nos revela e nos transmite não é outra coisa que o dinamismo do amor com que nos amou, prova de que ele foi enviado pelo Pai e força que nos torna filhos/as e irmãs/os. Contemplar essa glória significa reconhecer, acolher e corresponder ao amor que ele manifesta na cruz. O que brilha, o que dá “peso” e relevância, o que resplandece (=glória) é sempre o amor-doação.

Jesus manifesta seu desejo de que os/as discípulos/as estejam com ele, gozem com ele da vida plena e da filiação do Pai. Ele quer que, diante do Pai, sejamos como ele, gozemos com ele do mesmo amor com que o Pai o amou e vivamos em profunda união com ele e com todos/as os/as que nele creem. Ele mesmo se identifica conosco, vive uma união viva e dinâmica com a comunidade que reuniu.

 (Itacir Brassiani msf)

 

Alegria e esperança

O mundo percebe intensamente sua unidade e a interdependência de uns para com os outros, exigindo ampla e universal solidariedade, mas, ao mesmo tempo, cava-se um abismo cada vez maior entre as forças que se combatem. Persistem as violentas oposições políticas, sociais, econômicas, raciais e ideológicas, e não está afastado o perigo de uma guerra, que destruiria o mundo.” (Vaticano II, Gaudium et Spes, § 4).

Leitura Orante do Evangelho

A Leitura Orante da Palavra de Deus é um exercício para iluminar e para fecundar nossa vida cotidiana com a Palavra de Deus. Pode ser feita individualmente ou em família, em grupo ou em comunidade.

O Papa Bento XVI diz que “ouvir juntos a Palavra de Deus, praticar a Lectio Divina, deixar-se surpreender pela novidade do Evangelho, superar a surdez àquilo que não está de acordo com nossas opiniões ou preconceitos, é um caminho para alcançar a unidade da fé, como resposta à escuta da Palavra”.

Em tempos nos quais o amor ao próximo e a precaução com a saúde impõem restrições à convivência e à movimentação social, a Leitura Orante é um modo de ir além da simples assistência de celebrações virtuais e uma forma evitar que este seja um tempo pesado e estéril.

Os textos propostos aqui são aqueles indicados pela Igreja para a liturgia diária. Pessoas e grupos que desejarem, podem escolher outros textos, desde que tenham uma sequência, seja preparado um roteiro e se evite escolher apenas os textos que agradam mais.

Que a Palavra de Deus encontre em cada um/a de nós um terreno fecundo, e, mesmo nesses tempos inesperadamente difíceis, produza bons e abundantes frutos para a vida do mundo.

Missionários da Sagrada Família

https://misafala.org/ | Passo Fundo/RS

(http://itacir-brassiani.blogspot.com/)