segunda-feira, 20 de abril de 2026

O Pão que dá vida ao mundo

Jesus é o pão que sacia nossa fome de justiça

1057 | Tempo Pascal | 3ª Semana | Terça-feira | João 6,30-35

Na segunda parte da catequese sobre o pão, que tem as marcas do debate e da controvérsia, a multidão exige de Jesus um sinal de sua divindade, como o sinal do maná. Jesus diz que ele mesmo é este sinal, e que maná seria apenas um símbolo que remete a ele, que é o dom superior e definitivo de Deus. Nele, o Deus poderoso se apresenta vulnerável e frágil, acessível e próximo.

Este ensino de Jesus resolve pouco, e a multidão murmura. “Que sinal fazes para que possamos crer em ti? Que obra fazes?”, questiona a multidão. Aquela gente não entende o sinal do pão, e acrescenta, quase como uma acusação a Jesus: “Nossos pais comeram o maná no deserto”. Esperam de Jesus obras mais espetaculares, que impressionem e resolvam suas necessidades sem deles exigir compromisso.

Jesus responde destacando que a crença e a expectativa deles estão baseadas numa falsa compreensão do passado. Eles precisam olhar para o presente e reconhecer os sinais que Deus está realizando agora, e em favor do seu povo hoje. “Não foi Moisés quem vos deu o pão que veio do céu. É meu Pai que vos o verdadeiro pão do céu”! Jesus põe a ênfase no presente, e nos interlocutores que o questionam.

Jesus passa, então, a falar claramente de si mesmo como sendo o pão verdadeiro. “Pois o pão de Deus é aquele que desce do céu e vida ao mundo”. Descendo sempre, fazendo-se carne, colocando-se no lugar do ser humano necessitado, superando a indiferença e respondendo com compaixão às suas necessidades, Jesus abre caminho à abundância, à vida plena.

Diante dessa afirmação, a multidão parece entender, mas sua compreensão ainda é superficial. O pedido “Senhor, dá-nos sempre desse pão” denota, de novo, a busca de uma solução sem compromisso. E Jesus avança, de modo mais claro ainda: “Eu sou o pão da vida! Quem vem a mim não terá mais fome”. Que ninguém espere coisas, mas acolha e sua proposta, e a vida deixará de ser carência e se fará farta.

 

Sugestões para a meditação

Jesus questiona o que move as multidões ao seu encontro: o que motiva você a procurar e escutar Jesus Cristo hoje?

Qual é o sinal que você espera para poder crer nele? Um milagre retumbante, uma cura, a solução das aflições da humanidade?

Sua fé se baseia mais nos sinais que Deus realizou no passado, ou naquilo que ele manifesta no tempo presente?

Em que medida Jesus Cristo e seu Evangelho alimentam suas utopias e iluminam suas buscas?

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