sexta-feira, 3 de abril de 2026

Ressuscitou!

O Senhor está vivo e nos espera fora dos muros

1040 | Quaresma | Semana Santa | Sábado | Mateus 28,1-10

Na sepultura vazia, mulheres e anjos ensinam que o caos do lixo pode dar lugar a uma criação harmoniosa, que o mar ameaçador pode ser atravessado a pé enxuto, que os grupos dispersos podem ser reunidos, que as pandemias podem ser vencidas, que os crucificados caminham rumo às fronteiras, onde novas possibilidades estão em gestação. O vazio da sepultura não é prova da ressurreição, mas sinal.

O dia ainda não amanheceu plenamente, a liberdade não alcançou todos os seres humanos, mas os guardas do sistema tremem diante de mulheres e homens que caminham destemidos. O poder sobre a vida e a morte não está nas mãos deles! Precisamos nos abrir às novas possibilidades escondidas nas pessoas e nos caminhos da história, vibrar de alegria e sair correndo para anunciar aos outros esta Boa Notícia: “Ele não está aqui! Ressuscitou!”

As mulheres da aurora nos ensinam que os sinais palpáveis da ressurreição só podem ser tocados na periferia ou numa Igreja em saída. É neste caminho missionário que iniciam a partir da sepultura vazia que as duas mulheres reconhecem o Ressuscitado que vem ao encontro delas pedindo que não tenham medo. Não importam mais os lugares onde ele esteve; importa onde ele disse que estará nos esperando.

Como cristãos, somos chamados a completar em nossos corpos os sofrimentos de Cristo, a prolongar os sinais do esvaziamento por amor e a fazer germinar as sementes do Reino de Deus. A ressurreição se multiplica no testemunho e nas iniciativas dos discípulos, comunidades e Igrejas, grupos e movimentos. Os sinais são pequenos, mas reais e promissores.

Jesus é como uma pedra que os construtores descartaram e foi por Deus transformada em pedra de ângulo, em pedra que sustenta todo o teto em forma de abóbada. Por isso, a Páscoa pede que abramos os olhos e as portas às pessoas e grupos sociais que são descartados pelas elites e pelos poderosos. Se não os tivermos no coração das nossas preocupações e projetos, nossa fé é construção sobre a areia, nosso amor pode virar patologia e nossa utopia se deteriora.

 

Sugestões para a meditação

Releia o texto com calma, prestando atenção aos personagens, ao que eles fazem e ao que eles dizem

O que nos ensinam as “mulheres madrugadeiras”, que, graças à sua ousada coragem, tornam-se testemunhas da ressurreição?

Sua fé na ressurreição de Jesus tem força para mobilizar suas forças e colocá-las a serviço da mesma causa vivida por Jesus?

Com que palavras e com quais gestos podemos hoje anunciar e testemunhar a validade da vida e do caminho de Jesus?

Nenhum comentário: