domingo, 2 de janeiro de 2022

Roteiro de Leitura Orante do Evangelho Nº 621

Ano C Roteiro de Leitura Orante do Evangelho Nº 621

Dia 03/01/2022 | Segunda Semana do Natal | Segunda-feira

Evangelho segundo Mateus (4,12-25)

(1)      Coloque-se em atitude de oração  

·        Escolha um momento adequado e tranquilo/a para a meditação

·        Escolha o lugar no qual você se sinta bem e não seja interrompido/a

·        Busque uma posição corporal que lhe ajude a concentrar-se

·        Acenda uma vela, e tome a bíblia em suas mãos

·        Tome consciência de si mesmo/a e do tempo do Advento

·        Faça silêncio interior e ative o desejo de ouvir a Palavra de Deus

·        Prepare-se ouvindo a canção “Ouro, incenso e mirra” (Clique aqui: https://www.youtube.com/watch?v=Sv5GIdkc7Q0)

 

(2)     Leia o texto da Palavra de Deus

·        Leia com toda a atenção o texto de Mateus 4,12-25

·        Leia o texto em voz alta (se achar necessário e for possível)

·        O ciclo do Natal terminará com Batismo de Jesus, e as cenas do Evangelho desta semana já antecipam a missão de Jesus

·        Jesus começa sua missão itinerante com a prisão de João, prossegue seu apelo à conversão, mas prioriza a Galileia

·        O povo que vivia nessa região estava sob uma intensa exploração e dominação política e econômica dos romanos e do templo

·        A pregação e as ações de Jesus brilham como luz nas trevas, como cura de enfermidades, doenças e sofrimentos

·        Na expressão “reino de Deus”, Jesus sintetiza a novidade que ele anuncia e inicia, colocando a vida dos pobres e descartados no centro de tudo

·        O que a Palavra de Deus diz em si mesma?

(3)     Medite a Palavra de Deus

·        Procure perceber o que a Palavra de Deus lida e meditada diz a você hoje, nesse momento?

·        Releia o texto lentamente, detendo-se nas palavras e nas ações de Jesus e seu impacto sobre a difícil vida do povo galileu

·        A pregação de Jesus se resume no anúncio de uma boa notícia, e suas ações afirmam a dignidade e restauram a vida dos pobres

·        Em que consiste hoje o núcleo central da pregação, do ensino e da ação pastoral da Igreja? É parecido com o de Jesus?

·        Como ressoa para nós, ainda no clima de Natal, o anúncio da Boa Nova do Reino de Deus e o apelo contendente à conversão?

·        Se achar oportuno e for possível, leia as “pistas” (página 3)

 

(4)    Reze com o texto lido e meditado

·        Tome consciência de que este texto é Palavra de Deus

·        Depois de escutar atentamente, agora é sua vez de falar

·        Não mude de assunto, pois sua palavra é sua resposta a Deus

·        Permita que o próprio Deus dirija a sua oração, a sua resposta

·        Não se preocupe com raciocínios e frases bem articuladas

·        Pensando nos pobres e marginalizados, reze: “O povo que andava nas trevas e vivia na região escura da morte viu uma grande luz!”

·        Procure perceber o que a Palavra de Deus lhe faz dizer a Deus?

 

(5)     Contemple a vida à luz da Palavra

·        Procure contemplar a realidade do mundo com o olhar de Deus

·        Busque meios para colocar em prática o que Deus lhe fala

·        Perceba o que você precisa mudar a partir dessa meditação

·        Como mudar, mesmo devagar, a nossa pregação, tão centrada na doutrina e na moral, em anúncio da Boa Notícia do reino de Deus?

·        Responda: O que Deus está pedindo que eu mude ou faça?

 

(6)     Retorne à vida cotidiana

·        Recite o Pai Nosso e a Ave Maria

·        Recite ou cante a invocação: “Jesus, que vens ao nosso encontro com Maria e José, mantém nossa comunidade iluminada pela fé!”

·        Assuma um compromisso pessoal de conversão e mudança

·        Medite a canção “Por causa de um certo Reino” (Acessível aqui: https://www.youtube.com/watch?v=2ufH2XXpJwI)

·        Assuma um compromisso pessoal de conversão e mudança

·        Apague a vela e conclua seu momento de oração

Pistas sobre Mateus 4,12-25

No próximo domingo celebraremos o batismo de Jesus, o início da sua missão pública. Por isso, já durante esta semana, a Igreja nos propõe textos dos diversos evangelistas que nos falam dos traços essenciais dessa missão. Hoje, lemos Mateus 4,12-25), omitindo o relato do chamado dos primeiros discípulos (v. 18-22).

A notícia da prisão de João marca esse início. Jesus se retira da região da Judeia, onde João Batizava, e vai para a Galileia, longe do controle das autoridades. A terra e o povo eram conhecidos de Jesus, pois ali ele se criara. Como João, a primeiro e principal pregação de Jesus era um chamado imperativo à conversão.

Mateus diz que a Galileia vivia nas trevas, e, com Jesus, uma luz de vida e esperança começa a brilhar. Trevas não tem nada a ver com moralidade e falta de conhecimento, mas tem tudo a ver com ações e estruturas políticas, sociais, econômicas e religiosas que impedem a vida do povo, que se opõem à vontade de Deus.

A novidade que Jesus traz – a irrupção do Reino de Deus num mundo de opressão – era algo tão luminoso e relevante que, para reconhece-la, acolhê-la e entrar no seu dinamismo era necessária uma profunda mudança de mentalidade e de atitudes. Afinal, os dominadores sempre repetem suas lições de que nenhuma mudança é possível, de que não adianta esperar.

Mateus registra também que Jesus pregava o “Evangelho do Reino”. A expressão “evangelho” era usada pelos reis para dar notícia do nascimento ou maioridade de um príncipe, ou ainda para da ampliação dos seus domínios. A “boa nova do reino” é o contrário: é o fim das relações de dominação e exploração!

Jesus cora doenças, enfermidades e sofrimentos. São situações que crescem nos tempos difíceis, de tensões sociais e de opressão. Até os casos de paralisia e mudez aumentam nas situações de violência e terror. Com Jesus e o Reino de Deus, isso começa a mudar para o povo pobre.

 (Itacir Brassiani msf)

Reflexão do Papa Francisco

“Precisamos forjar um novo paradigma cultural, através de um pacto educativo global para as gerações jovens, que empenhe as famílias, as comunidades, as escolas e universidades, as as religiões, os governantes, a humanidade inteira na formação de pessoas maduras. Um pacto que promova a educação para a ecologia integral, segundo um modelo cultural de paz, desenvolvimento e sustentabilidade, centrado na fraternidade e na aliança entre os seres humanos e o meio ambiente”. (Mensagem para o Ano Novo 2022, nº 3)

Leitura Orante do Evangelho

A Leitura Orante da Palavra de Deus é um exercício para iluminar e para fecundar nossa vida cotidiana com a Palavra de Deus. Pode ser feita individualmente ou em família, em grupo ou em comunidade.

O Papa Bento XVI diz que “ouvir juntos a Palavra de Deus, praticar a Lectio Divina, deixar-se surpreender pela novidade do Evangelho, superar a surdez àquilo que não está de acordo com nossas opiniões ou preconceitos, é um caminho para alcançar a unidade da fé, como resposta à escuta da Palavra”.

Em tempos nos quais o amor ao próximo e a precaução com a saúde impõem restrições à convivência e à movimentação social, a Leitura Orante é um modo de ir além da simples assistência de celebrações virtuais e uma forma evitar que este seja um tempo pesado e estéril.

Os textos propostos aqui são aqueles indicados pela Igreja para a liturgia diária. Pessoas e grupos que desejarem, podem escolher outros textos, desde que tenham uma sequência, seja preparado um roteiro e se evite escolher apenas os textos que agradam mais.

Que a Palavra de Deus encontre em cada um/a de nós um terreno fecundo, e, mesmo nesses tempos inesperadamente difíceis, produza bons e abundantes frutos para a vida do mundo.

Missionários da Sagrada Família

https://misafala.org/ | Passo Fundo/RS

(http://itacir-brassiani.blogspot.com/)

sábado, 1 de janeiro de 2022

O Evangelho dominical (Pagola) - 02.01.2022

SEGUIR A ESTRELA

Estamos demasiadamente acostumados ao relato dos magos. Por outro lado, hoje quase não temos tempo para parar e contemplar as estrelas. Provavelmente não é apenas uma questão de tempo. Pertencemos a uma época em que é mais fácil ver a escuridão da noite do que os pontos de luz que brilham no meio de qualquer treva.

No entanto, não deixa de ser comovedor pensar naquele escritor cristão que, ao elaborar o relato dos magos, os imaginou no meio da noite, seguindo a pequena luz de uma estrela. Na narrativa transparece a convicção profunda dos primeiros crentes após a ressurreição. Em Jesus cumpriram-se as palavras do profeta Isaías: “O povo que caminhava nas trevas viu uma grande luz. Habitavam numa terra de sombras, e uma luz brilhou diante de seus olhos” (Isaías 9,1).

Seria ingênuo pensar que estamos vivendo uma hora particularmente sombria, trágica e angustiante. Não é precisamente esta escuridão, frustração e desamparo que captamos nestes momentos um dos traços que acompanham o caminhar do ser humano ao longo dos séculos?

Basta abrir as páginas da história. Sem dúvida encontramos momentos de luz, em que se anunciam grandes libertações, se vislumbram mundos novos, se abrem horizontes mais humanos. E então o que vem a seguir? Revoluções que criam novas escravidões, conquistas que geram novos problemas, ideais que terminam em soluções pela metade, lutas nobres que terminam em pactos medíocres. De novo a escuridão...

Não é de surpreender que nos digam que ser humano costuma ser uma experiência frustrante. Mas essa não é toda a verdade. Apesar de todos os fracassos e frustrações, o ser humano volta a recompor-se, volta a esperar, volta a pôr-se em marcha em direção a algo melhor. Há algo no ser humano que o chama uma e outra vez à vida e à esperança. Há sempre há uma estrela que volta a acender-se.

Para os crentes, essa estrela conduz sempre a Jesus. O cristão não acredita em qualquer messianismo. E por isso não cai tampouco em nenhum desencanto. O mundo não é um caso perdido, não está em completa escuridão. O mundo está voltado para a sua salvação. Deus será um dia o fim do exílio e das trevas. Luz total. Hoje só o vemos numa humilde estrela que nos guia até Belém.

José Antonio Pagola

Tradução de Antonio Manuel Álvarez Perez

Roteiro de Leitura Orante do Evangelho Nº 620

Ano C Roteiro de Leitura Orante do Evangelho Nº 620

Dia 02/01/2022 | Ciclo do natal | Epifania do Senhor

Evangelho segundo Mateus (2,1-12)

(1)    Coloque-se em atitude de oração  

·          Escolha um momento adequado e tranquilo/a para a meditação

·          Escolha o lugar no qual você se sinta bem e não seja interrompido/a

·          Busque uma posição corporal que lhe ajude a concentrar-se

·          Acenda uma vela, e tome a bíblia em suas mãos

·          Tome consciência de si mesmo/a e do tempo do Advento

·          Faça silêncio interior e ative o desejo de ouvir a Palavra de Deus

·          Prepare-se ouvindo a canção “Ouro, incenso e mirra” (Clique aqui: https://www.youtube.com/watch?v=Sv5GIdkc7Q0)

 

(2)  Leia o texto da Palavra de Deus

·          Leia com toda a atenção o texto de Mateus 2,1-12

·          Leia o texto em voz alta (se achar necessário e for possível)

·          Ainda no ciclo do Natal, celebramos a solenidade da manifestação de Deus a todos os povos, inclusive aos pagãos

·          Enquanto os sacerdotes judeus, e Herodes, também ele judeu, não se movem para nada, deixam-se guiar por sinais e procuram Jesus

·          Os sinais do céu e as escrituras sagradas os levam ao encontro e ao reconhecimento do Messias numa pobre família de migrantes

·          Reconhecendo Deus na pobreza e na fragilidade, eles prostram-se em adoração e oferecem presentes que apontam para seu destino

·          E o encontro com a criatura na qual reconhecem a visita libertadora de Deus os leva a voltar por outro caminho, desviando de Herodes

·          O que a Palavra de Deus diz em si mesma?

(3)  Medite a Palavra de Deus

·          Procure perceber o que a Palavra de Deus lida e meditada diz a você hoje, nesse momento?

·          Releia o texto lentamente, detendo-se nos personagens, naquilo que falam e fazem, nas atitudes que revelam

·          Mesmo que a tradição qualifique estes personagens como magos ou reis, eles são pagãos sábios e desprezados que buscam a Deus

·          O que leva Herodes e temer o nascimento do Messias, e os sacerdotes a não fazer nada, mesmo conhecendo as escrituras?

·          O que significa hoje o testemunho dos magos, especialmente o fato de, depois de encontrar e reconhecer Jesus, mudar de caminho?

·          Se achar oportuno e for possível, leia as “pistas” (página 3)

 

(4)  Reze com o texto lido e meditado

·          Tome consciência de que este texto é Palavra de Deus

·          Depois de escutar atentamente, agora é sua vez de falar

·          Não mude de assunto, pois sua palavra é sua resposta a Deus

·          Permita que o próprio Deus dirija a sua oração, a sua resposta

·          Não se preocupe com raciocínios e frases bem articuladas

·          Recorde pessoas e famílias conhecidas suas que creem de modo diverso e participam de outras Igrejas e religiões, e agradeça a Deus por elas

·          Procure perceber o que a Palavra de Deus lhe faz dizer a Deus?

 

(5)   Contemple a vida à luz da Palavra

·          Procure contemplar a realidade do mundo com o olhar de Deus

·          Busque meios para colocar em prática o que Deus lhe fala

·          Perceba o que você precisa mudar a partir dessa meditação

·          Como avançar no respeito e no diálogo inter-religioso e, ao mesmo tempo, não diminuir o vigor do testemunho e anúncio cristão?

·          Responda: O que Deus está pedindo que eu mude ou faça?

 

(6)  Retorne à vida cotidiana

·          Recite o Pai Nosso e a Ave Maria

·          Recite ou cante a invocação: “Jesus, que vens ao nosso encontro com Maria e José, mantém nossa comunidade iluminada pela fé!”

·          Assuma um compromisso pessoal de conversão e mudança

·          Medite a canção “Guiados pela estrela da nossa fé” (Acessível aqui: https://www.dailymotion.com/video/x7xxxc0)

·          Assuma um compromisso pessoal de conversão e mudança

·          Apague a vela e conclua seu momento de oração

Pistas sobre Mateus 2,1-12

Muito cedo, as comunidades cristãs estabeleceram uma convicção: em Jesus, na sua vida e nas suas palavras, Deus revela sua mais límpida vontade, e ela consiste na afirmação de que todos os povos e nações que não pertencem ao judaísmo são admitidos à mesma herança, são membros do mesmo corpo, e são associados à mesma promessa revelada ao povo judeu.

Ainda hoje somos tentados a dividir a humanidade em judeus e pagãos, cidadãos e não cidadãos, santos e pecadores, cristãos e hereges, nós e eles... E aqueles/as que proclamam essa divisão se incluem sempre no primeiro grupo, entre as pessoas que agradariam a Deus! Não conseguem entender que Jesus tenha vindo para contestar e desmascarar essa ideologia.

A manifestação de Deus na estrebaria e na cruz, nas estradas e no templo, se confronta também com outra piedosa tentação: a ideologia do poder, que imagina que Deus é todo-poderoso e age mediante as pessoas que se destacam pelo poder, pelo saber ou pela riqueza. Ao perguntarem onde está o rei dos Judeus que acaba de nascer, os anônimos magos do Evangelho nos remetem a um Menino, sem poder e sem sinais de realeza.

Com a solenidade da epifania, a Igreja quer suscitar nos cristãos a alegria e o discernimento, mas aquela depende deste. As pretensões de superioridade não podem levar-nos a esquecer que os primeiros a reconhecer a manifestação de Deus em Jesus Cristo são os pastores e os pagãos, os pecadores e as prostitutas. Enquanto os magos deixam a comodidade, buscam e perguntam, Herodes cede ao medo e os sacerdotes permanecem inertes.

Em Jesus, Deus vem ao encontro de quem está longe, que é tratado/a como último, que nada merece e nada pode. E se revela aos utópicos e sonhadores, aos buscadores de terras sem males, aos construtores da paz solidária. Aprendamos com os magos a vencer todo resquício de colaboração com a ideologia dos poderosos. Encontrando Jesus, trilhemos outros caminhos!

 (Itacir Brassiani msf)

Reflexão do Papa Francisco

“Que o investimento na educação seja acompanhado por um empenho mais consistente na promoção da cultura do cuidado. Perante a fragmentação da sociedade e a inércia das instituições, esta cultura do cuidado pode-se tornar a linguagem comum que abate as barreiras e constrói pontes. Um país cresce quando suas diversas riquezas culturais dialogam de modo construtivo: a cultura popular, a cultura universitária, a cultura juvenil, a cultura artística e a cultura tecnológica, a cultura econômica, etc.”. (Mensagem para o Ano Novo 2022, nº 3)

Leitura Orante do Evangelho

A Leitura Orante da Palavra de Deus é um exercício para iluminar e para fecundar nossa vida cotidiana com a Palavra de Deus. Pode ser feita individualmente ou em família, em grupo ou em comunidade.

O Papa Bento XVI diz que “ouvir juntos a Palavra de Deus, praticar a Lectio Divina, deixar-se surpreender pela novidade do Evangelho, superar a surdez àquilo que não está de acordo com nossas opiniões ou preconceitos, é um caminho para alcançar a unidade da fé, como resposta à escuta da Palavra”.

Em tempos nos quais o amor ao próximo e a precaução com a saúde impõem restrições à convivência e à movimentação social, a Leitura Orante é um modo de ir além da simples assistência de celebrações virtuais e uma forma evitar que este seja um tempo pesado e estéril.

Os textos propostos aqui são aqueles indicados pela Igreja para a liturgia diária. Pessoas e grupos que desejarem, podem escolher outros textos, desde que tenham uma sequência, seja preparado um roteiro e se evite escolher apenas os textos que agradam mais.

Que a Palavra de Deus encontre em cada um/a de nós um terreno fecundo, e, mesmo nesses tempos inesperadamente difíceis, produza bons e abundantes frutos para a vida do mundo.

Missionários da Sagrada Família

https://misafala.org/ | Passo Fundo/RS

(http://itacir-brassiani.blogspot.com/)