quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Jornada Mundial pela Paz

No presépio, Deus oferece uma paz desarmante

946 | 1º de janeiro de 2026 | Lucas 2,16-21

Na celebração de hoje se entrelaçam três eventos: o começo do ano civil; a festa da maternidade de Maria; a Jornada Mundial pela Paz. Nascendo de Maria, o Filho de Deus se igualou a nós, resgatou-nos do domínio dos poderes e instituições, e nos presenteou com liberdade. O Espírito Santo nos deu a possibilidade de clamar a Deus em nossas aflições e de nos relacionarmos com ele como filhos e filhos.

Contemplemos a chegada dos pastores ao estábulo de Belém. Eles ficam impressionados com o que veem, e comparam com aquilo que tinham ouvido. Eles compreendem o mistério de um Deus a quem não apraz o poder, a grandeza, os cortejos de acólitos. Deus se alegra com a solidariedade de quem se faz próximo dos deslocados. Eles louvam, glorificando a Deus, por tudo o que veem e ouvem.

Acolhido por nós e no meio de nós, Jesus de Nazaré pacifica o mundo criando relações novas, baseadas na justiça e na fraternidade. Ele cumpre a promessa de Deus Pai e realiza a esperança da humanidade através dos homens e mulheres de boa vontade, daqueles que não se resignam à paz aparente. Ele dirige nossos passos no caminho da paz, graças ao seu coração misericordioso.

Na sua mensagem para o dia de hoje, o Papa Leão XIV pede: Abramo-nos à paz! Acolhamo-la e reconheçamo-la, não a considerarmos distante e impossível. Antes de ser um objetivo, a paz é uma presença e um caminho. Mesmo que seja contestada dentro e fora de nós, como uma pequena chama ameaçada pela tempestade, guardemo-la sem esquecer os nomes e as histórias daqueles que a testemunharam”.

A lógica de oposição que marca nosso tempo “é o dado mais atual numa desestabilização planetária que a cada dia se torna mais dramática e imprevisível”. Os apelos para aumentar as despesas militares “são apresentados por muitos governantes com a justificativa da periculosidade alheia”. Essa mentalidade estimula uma relação baseada no medo e no domínio da força, e não no direito e na confiança.

“A paz de Jesus ressuscitado é desarmada, porque desarmada foi a sua luta. Os cristãos devem tornar-se testemunhas proféticas desta novidade, conscientes das tragédias das quais muitas vezes foram cúmplices”. Sendo misericordiosos, encontraremos ao nosso lado “irmãos e irmãs que, por caminhos diferentes, “’souberam ouvir a dor dos outros e se libertaram do engano da violência”.

 

Sugestões para a meditação

Observe os pastores, e aprenda com eles a reconhecer e louvar a Deus pelos sinais da sua presença

O que poderíamos fazer para promover e enraizar a paz em nossa convivência na primeira semana do ano 2026?

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