No presépio, Deus
oferece uma paz desarmante
946 | 1º de janeiro
de 2026 | Lucas 2,16-21
Na celebração de hoje se entrelaçam três eventos: o
começo do ano civil; a festa da maternidade de Maria; a Jornada Mundial pela
Paz. Nascendo de Maria, o Filho de Deus se igualou a nós, resgatou-nos do
domínio dos poderes e instituições, e nos presenteou com liberdade. O Espírito
Santo nos deu a possibilidade de clamar a Deus em nossas aflições e de nos
relacionarmos com ele como filhos e filhos.
Contemplemos a chegada dos
pastores ao estábulo de Belém. Eles ficam impressionados com o que veem, e
comparam com aquilo que tinham ouvido. Eles compreendem o mistério de um Deus a
quem não apraz o poder, a grandeza, os cortejos de acólitos. Deus se alegra com
a solidariedade de quem se faz próximo dos deslocados. Eles louvam,
glorificando a Deus, por tudo o que veem e ouvem.
Acolhido por nós e no meio de
nós, Jesus de Nazaré pacifica o mundo criando relações novas, baseadas na
justiça e na fraternidade. Ele cumpre a promessa de Deus Pai e realiza a
esperança da humanidade através dos homens e mulheres de boa vontade, daqueles
que não se resignam à paz aparente. Ele dirige nossos passos no caminho da paz,
graças ao seu coração misericordioso.
Na sua mensagem para o dia de
hoje, o Papa Leão XIV pede: “Abramo-nos à paz! Acolhamo-la e reconheçamo-la, não a
considerarmos distante e impossível. Antes de ser um objetivo, a paz é uma
presença e um caminho. Mesmo que seja contestada dentro e fora de nós, como uma
pequena chama ameaçada pela tempestade, guardemo-la sem esquecer os nomes e as
histórias daqueles que a testemunharam”.
A lógica de oposição que marca nosso tempo “é o dado mais atual
numa desestabilização planetária que a cada dia se torna mais dramática e
imprevisível”. Os apelos para aumentar as despesas militares “são apresentados
por muitos governantes com a justificativa da periculosidade alheia”. Essa
mentalidade estimula uma relação baseada no medo e no domínio da força, e não
no direito e na confiança.
“A paz de Jesus ressuscitado é desarmada, porque desarmada foi a
sua luta. Os cristãos devem tornar-se testemunhas proféticas desta novidade,
conscientes das tragédias das quais muitas vezes foram cúmplices”. Sendo
misericordiosos, encontraremos ao nosso lado “irmãos e irmãs que, por caminhos
diferentes, “’souberam ouvir a dor dos outros e se libertaram do engano da
violência”.
Sugestões para a meditação
Observe os
pastores, e aprenda com eles a reconhecer e louvar a Deus pelos sinais da sua
presença
O que
poderíamos fazer para promover e enraizar a paz em nossa convivência na
primeira semana do ano 2026?
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