quinta-feira, 2 de setembro de 2021

oteiro de Leitura Orante do Evangelho 499

Roteiro de Leitura Orante do Evangelho 499

Dia 03/09/2021 | 22ª Semana Comum |Sexta-feira

Evangelho segundo Lucas (5,33-39)

 

(1)    Coloque-se em atitude de oração  

·          Escolha um momento adequado e tranquilo/a para a meditação

·          Escolha o lugar no qual você se sinta bem e não seja interrompido/a

·          Busque uma posição corporal que lhe ajude a concentrar-se

·          Acenda uma vela, e tome a bíblia em suas mãos

·          Tome consciência de si mesmo/a e do momento que vivemos

·          Faça silêncio interior e ative o desejo de ouvir a Palavra de Deus

·          Prepare-se cantando: “Palavra de salvação somente o céu tem pra dar” (Clique: https://www.youtube.com/watch?v=V12GZpBGNwM)

 

(2)  Leia o texto da Palavra de Deus

·          Leia com toda a atenção o texto de Lucas 5,33-39

·          Leia o texto em voz alta (se achar necessário e for possível)

·          Por causa da Palavra de Jesus, Pedro avançou para águas mais profundas e aceitou o desafio de “pescar diferente”

·          Jesus prosseguiu seu ministério da compaixão restauradora, curando leprosos e paralíticos, aproximando-se de pecadores

·          Jesus vai mostrando uma novidade e uma liberdade que escandaliza os setores religiosos mais conservadores

·          Mesmo sem desprezar a prática do jejum, Jesus insiste na alegria que a irrupção do Reino de Deus proporciona

·          Perceber essa novidade e aderir a ela às vezes se torna difícil, mas não é possível ficar remendando e ajeitando

·          O que a Palavra de Deus diz em si mesma?

 

(3)  Medite a Palavra de Deus

·          Procure perceber: O que a Palavra de Deus diz a você hoje?

·          Retome pacientemente o episódio, começando pelo chamado de Levi e pela festa na casa dele (v. 27-32)

·          Perceba o escândalo e o desconcerto dos fariseus da troca da austeridade e do jejum pela confraternização à mesa

·          Deixe-se inspirar comparações do Reino de Deus: o remendo novo em roupa velha, o vinho novo em pipas antigas e a festa da Aliança (noivo)

·          Você percebe, em você e sua comunidade, sinais da tentação de usar o Evangelho para remendar práticas que nada tem a ver com eles?

 

(4)  Reze com o texto lido e meditado

·          Tome consciência de que este texto é Palavra de Deus

·          Depois de escutar atentamente, agora é sua vez de falar

·          Não mude de assunto, pois sua palavra é sua resposta a Deus

·          Permita que o próprio Deus dirija a sua oração, a sua resposta

·          Não se preocupe com raciocínios e frases bem articuladas

·          Procure perceber o que a Palavra de Deus lhe faz dizer a Deus?

·          Repita as palavras de Jesus: “Vinho novo deve ser colocado em odres novos!” e peça a graça de não estragar a novidade que jesus propõe

 

(5)   Contemple a vida à luz da Palavra

·          Procure contemplar a realidade do mundo com o olhar de Deus

·          Busque meios para colocar em prática o que Deus lhe fala

·          Perceba o que você precisa mudar a partir dessa meditação

·          O que podemos fazer ou mudar para que nossas comunidades não se sejam mais alfândega que hospital de campanha, e não substituam a alegria do Evangelho pelo vazio das fórmulas?

·          Responda: O que Deus está pedindo que eu mude ou faça?

 

(6)  Retorne à vida cotidiana

·          Recite o Pai Nosso e a Ave Maria

·          Recite ou cante a invocação: Jesus, Maria e José: acolhei-nos, iluminai-nos e congregai-nos!

·          Assuma um compromisso pessoal de conversão e mudança

·          Medite e reze com canção paulina: “Amar como Jesus amou” (Clique: https://www.youtube.com/watch?v=WtKw3imyTLU)

·          Assuma um compromisso pessoal de conversão e mudança

·          Apague a vela e termina seu momento de oração

 

Pistas sobre Lucas 5,33-39

Depois da pesca frutuosa e do chamado dirigido a Pedro e seus companheiros de trabalho, Jesus cura um leproso (v. 12-16) e um paralítico (v. 17-26), chama Mateus a segui-lo e vai à casa dele se confraternizar com outros cobradores de impostos e pecadores (v. 27-32). Isso provoca desconforto nos fariseus, que começam questionar as práticas religiosas de Jesus e também dos seus discípulos.

Ao interpelar Jesus a respeito do comportamento dos seus discípulos, os fariseus querem, na verdade, atingir o próprio Jesus. O ponto de discordância é o jejum, amplamente praticado pelos fariseus e também por João Batista e seus seguidores. Jesus e seus discípulos fazem pouco caso do jejum e da austeridade, e priorizam a festa e a confraternização. Levi se converteu ao Evangelho de Jesus e, ao invés de fazer jejum, organizou uma festa, para a qual convidou seus companheiros cobradores de impostos!

Na sua resposta, Jesus não despreza o jejum, mas justifica a alegria e a esperança festiva que nasce da chegada do Reino de Deus. E faz isso recorrendo a duas sentenças ou parábolas que contrapõem uma realidade velha e uma novidade. A palavra “novo” aparece quatro vezes, e se refere ao Reino de Deus, à nova Aliança assinada por Jesus. Nesta aliança-casamento Jesus é o noivo da humanidade, e o vinho e o vestido apontam para a festa e a alegria.

Quem entra na lógica do Reino de Deus assume um estilo de vida divergente a alternativo daquele vivido como fachada e superficialidade: a purificação é interior, e não exterior. Para alguns judeus, mormente os mais piedosos, a abertura à novidade do Reino de Deus, anunciado e inaugurado por Jesus, é difícil, e eles preferem remendos numa roupa velha ou o vinho velho, ao qual já se habituaram.

Os/as discípulos/as de Jesus são convidados/as e perceber e viver essa novidade, deixando de lado “velhas lições” e “velhos hábitos” rigorosos, que levam a formar guetos de pessoas que se consideram perfeitas e superioras às demais.

 (Itacir Brassiani msf)

Ensinamento do Papa bento XVI

“No Mistério Pascal, realizam-se as palavras da Escritura, isto é, esta morte realizada “segundo as Escrituras” é um acontecimento que contém em si mesmo um “logos”, uma lógica: a morte de Cristo testemunha que a Palavra de Deus Se fez totalmente carne, história humana” (Bento XVI, Verbum Domini, 13).

Leitura Orante do Evangelho

A Leitura Orante da Palavra de Deus é um exercício para iluminar e para fecundar nossa vida cotidiana com a Palavra de Deus. Pode ser feita individualmente ou em família, em grupo ou em comunidade.

O Papa Bento XVI diz que “ouvir juntos a Palavra de Deus, praticar a Lectio Divina, deixar-se surpreender pela novidade do Evangelho, superar a surdez àquilo que não está de acordo com nossas opiniões ou preconceitos, é um caminho para alcançar a unidade da fé, como resposta à escuta da Palavra”.

Em tempos nos quais o amor ao próximo e a precaução com a saúde impõem restrições à convivência e à movimentação social, a Leitura Orante é um modo de ir além da simples assistência de celebrações virtuais e uma forma evitar que este seja um tempo pesado e estéril.

Os textos propostos aqui são aqueles indicados pela Igreja para a liturgia diária. Pessoas e grupos que desejarem, podem escolher outros textos, desde que tenham uma sequência, seja preparado um roteiro e se evite escolher apenas os textos que agradam mais.

Que a Palavra de Deus encontre em cada um/a de nós um terreno fecundo, e, mesmo nesses tempos inesperadamente difíceis, produza bons e abundantes frutos para a vida do mundo.

Missionários da Sagrada Família

https://misafala.org/ | Passo Fundo/RS

(http://itacir-brassiani.blogspot.com/)

quarta-feira, 1 de setembro de 2021

ANO B | TEMPO COMUM | VIGÉSIMO-TERCEIRO DOMINGO | 05.09.2021

A discriminação é incompatível com o Evangelho de Jesus!

Iniciando o mês da Bíblia, somos interpelados a abrir nossos ouvidos a um Deus que continua falando, despertando e conduzindo à verdadeira Sabedoria. Não se trata de dar atenção a simples textos, por mais belos e profundos que sejam. O essencial é manter uma relação dialogal com Deus. Mais que adoração e louvor, ele espera de nós escuta e resposta. Que o Senhor abra nossos ouvidos e solte nossa língua, como Jesus faz no evangelho de hoje. Não sejamos como os discípulos que, tendo olhos e ouvidos perfeitos, não conseguem ver nem ouvir a novidade inaugurada por Jesus Cristo (cf. Mc 8,18).

A Palavra de Deus nos revela os elementos irrenunciáveis à fé. E um deles é união da fé com a vida. A salvação é a transformação de uma situação de carência em abundância. Quando uma religião se perverte em doutrina ou moral inflexível, torna-se uma faca amolada, que ameaça e fere. Quando uma Igreja esconde ou nega suas próprias contradições, corre o risco de se tornar intolerante, e quando se refugia em intimismos e formalismos, atraiçoa sua vocação humanizadora e acaba transformando a indiferença em virtude.

A presença de Deus em nossa vida é dinamismo de mudança, e a sua Palavra testemunha que ele ouve clamores, conhece sofrimentos, abre nossos olhos e os ouvidos, desce para fazer subir, congrega os dispersos, acolhe os desprezados, ressuscita os mortos. O cristianismo não é formol que conserva corpos mortos, mas sementeira na qual germina a vida. Também hoje Jesus quer tocar com sua mão a língua daqueles que falam com dificuldade e curar o ouvido de quem não consegue ouvir os outros.

Marcos nos apresenta Jesus percorrendo caminhos que, para algumas pessoas, parecem estranhos. A região de Tiro, Sidônia e da Decápole era habitada por pagãos, gente desprezada. Com a presença de Jesus, brilham novas possibilidades de vida para a filha de uma mulher nascida na Fenícia e para um surdo-mudo sem nome. Não teria Jesus o que fazer entre os seus conterrâneos? Em sua peregrinação no santuário das dores humanas, Jesus sempre dá prioridade absoluta aos últimos da escala social, aos pobres e desprezados.

Não falta gente que desejaria excluir da bíblia textos como a carta de São Tiago, que pede que, em nossas igrejas, não façamos distinção de pessoas em favor dos ricos e nobres. “Não foi Deus que escolheu os que são pobres aos olhos do mundo para torná-los ricos na fé e herdeiros do Reino que prometeu àqueles que o amam?” Este é um princípio fundamental e uma bela experiência dos primeiros cristãos: a fé em Jesus não admite distinção de pessoas em benefício dos mais fortes ou considerados nobres. Os critérios do Evangelho são outros, e nos interpelam fortemente.

Acolhendo um pagão doente e necessitado e tocando seus ouvidos e sua língua, Jesus despreza as prescrições religiosas e sanitárias do seu tempo. Ele rompe a distância, toca o doente, o contágio é revertido e o surdo-mudo é curado. Mas Jesus faz questão de não agir sob os refletores e câmaras. Faz o contrário de muitos que hoje, “em nome de Jesus”, transformam a fé em espetáculo e inventam curas ao vivo e a cores, escarnecendo dos doentes, manipulando a fé do povo humilde e extorquindo deles os poucos recursos que lhes restam. Por isso, a multidão ficou entusiasmada diante da compaixão de Jesus.

Estamos como aquele homem que falava com dificuldade. Nossos ouvidos parecem surdos às Palavras que escapam da nossa lógica e questionam nossos interesses. Nossa língua parece presa, especialmente quando se trata de defender os direitos humanos e recriar o Evangelho da liberdade e da solidariedade. Um nacionalismo anacrônico e nada evangélico, ao lado de uma mentalidade escravagista, ativados especialmente na semana da pátria, nos induz a imaginar perigosamente que ser humano significa ser superior e melhor que outros. Precisamos que Jesus Cristo toque nossos ouvidos, coloque sua saliva em nossa língua, converta a nossa mente e libere a nossa comunicação e nossa ação.

Jesus, tu és compassivo em tudo o que fazes e verdadeiro em tudo o que dizes. Não podemos calar esta Boa Notícia, mesmo quando seu anúncio traz riscos, pois ela é nossa Sabedoria. Abre nossos ouvidos à tua santa Palavra, para que não desistamos de crer e de esperar o belo e santo dia em que os estropiados dançarão alegremente, a língua dos mudos se soltará numa solene e alegre melodia e o duro chão das instituições será regado e amolecido pela água benfazeja da tua Sabedoria. Que teu corpo e sangue nos alimentem e ajudem a transformar em lavoura e jardim a terra hoje ocupada pelos chacais. Assim seja! Amém!

Itacir Brassiani msf

Profecia de Isaías 35,4-7 | Salmo 145 (146) | Carta de São Tiago 2,1-5 |  Evangelho  de São  Marcos (7,31-37)

Roteiro de Leitura Orante do Evangelho 498

Roteiro de Leitura Orante do Evangelho 498

Dia 02/09/2021 | 22ª Semana Comum |Quinta-feira

Evangelho segundo Lucas (5,1-11)

 

(1)    Coloque-se em atitude de oração  

·          Escolha um momento adequado e tranquilo/a para a meditação

·          Escolha o lugar no qual você se sinta bem e não seja interrompido/a

·          Busque uma posição corporal que lhe ajude a concentrar-se

·          Acenda uma vela, e tome a bíblia em suas mãos

·          Tome consciência de si mesmo/a e do momento que vivemos

·          Faça silêncio interior e ative o desejo de ouvir a Palavra de Deus

·          Prepare-se cantando: “Palavra de salvação somente o céu tem pra dar” (Clique: https://www.youtube.com/watch?v=V12GZpBGNwM)

 

(2)  Leia o texto da Palavra de Deus

·          Leia com toda a atenção o texto de Lucas 5,1-11

·          Leia o texto em voz alta (se achar necessário e for possível)

·          Depois do ministério da compaixão exercido em Cafarnaum e da saída para as aldeias, Jesus se encontra com uma multidão sedenta da Palavra

·          O povo vê Jesus como um mestre e um guia que inspira confiança e refaz a esperança que estava por um fio

·          Por causa da persuasão da Palavra de Jesus, mesmo contra suas convicções, Pedro avança para águas mais profundas

·          Com a experiência de a inesperada fecundidade dessa nova tentativa, Pedro se reconhece necessitado e aprendiz

·          Com seus companheiros de trabalho, Pedro lança o alicerce de uma comunidade de ouvintes da Palavra, discípulos missionários do Reino

·          O que a Palavra de Deus diz em si mesma?

 

(3)  Medite a Palavra de Deus

·          Procure perceber: O que a Palavra de Deus diz a você hoje?

·          Retome pacientemente o episódio, com atenção à relação de Jesus com o povo, com Pedro e com os demais pescadores

·          Permita que Jesus entre no barco dos seus afazeres, quem sabe vazio de expectativas e cheio de decepções e falências

·          Escute o convite de Jesus: “Avança para as águas mais profundas e lança as redes para a pesca...” O que esse mandato significa para você hoje?

·          Como está sua sede da Palavra de Deus? Ela é suficiente para levar você a começar de novo quando nada parece promissor?

 

(4)  Reze com o texto lido e meditado

·          Tome consciência de que este texto é Palavra de Deus

·          Depois de escutar atentamente, agora é sua vez de falar

·          Não mude de assunto, pois sua palavra é sua resposta a Deus

·          Permita que o próprio Deus dirija a sua oração, a sua resposta

·          Não se preocupe com raciocínios e frases bem articuladas

·          Procure perceber o que a Palavra de Deus lhe faz dizer a Deus?

·          Abra seu coração, e peça a Jesus o que você e sua família ou comunidade mais necessitam e desejam nesse mês da bíblia

 

(5)   Contemple a vida à luz da Palavra

·          Procure contemplar a realidade do mundo com o olhar de Deus

·          Busque meios para colocar em prática o que Deus lhe fala

·          Perceba o que você precisa mudar a partir dessa meditação

·          O que podemos fazer ou mudar para que nossas comunidades não se sejam mais alfândega que hospital de campanha, e não substituam a alegria do Evangelho pelo vazio das fórmulas?

·          Responda: O que Deus está pedindo que eu mude ou faça?

 

(6)  Retorne à vida cotidiana

·          Recite o Pai Nosso e a Ave Maria

·          Recite ou cante a invocação: Jesus, Maria e José: acolhei-nos, iluminai-nos e congregai-nos!

·          Assuma um compromisso pessoal de conversão e mudança

·          Medite e reze com canção paulina: “Amar como Jesus amou” (Clique: https://www.youtube.com/watch?v=WtKw3imyTLU)

·          Assuma um compromisso pessoal de conversão e mudança

·          Apague a vela e termina seu momento de oração

 

Pistas sobre Lucas 5,1-11

São João Paulo II buscou no episódio do evangelho de hoje a inspiração com a qual provocou os cristãos na entrada do terceiro milênio: “Avancem para águas mais profundas!” Com isso, quis exorcizar o medo que alguns grupos espalhavam entre os cristãos e, ao mesmo tempo, convocar as comunidades a tornar sua fé e sua vida mais profundas e fecundas.

A aldeia de Nazaré havia rejeitado Jesus, e a cidade de Cafarnaum quis se apossar dele. Jesus sai para outros lugares, e o povo, cansado e abatido, procura Jesus afoito, porque encontra nele acolhida, compaixão e uma Palavra de esperança. Para eles, Jesus é um mestre e um guia confiável. Por isso, cercado de gente por todos os lados, Jesus se afasta da praia para poder falar a todos.

É Pedro quem acolhe Jesus em seu barco, cheio de frustração por uma noite de trabalho infrutífero. Depois de ensinar ao povo a Boa Notícia do Reino de Deus, Jesus provoca Pedro a lançar de novo as redes, deixando as águas superficiais e avançando para águas mais profundas. Mesmo contra a vontade e as evidências, Pedro recomeça o trabalho, em atenção e por causa da Palavra/mandamento de Jesus.

Com o resultado surpreendente e inesperado da pesca, inicia-se um diálogo que antes parecia truncado. Pedro reage assustado, como alguém diante de uma manifestação divina. Reconhecendo-se pecador, Pedro passa de pescador sabido e autossuficiente a discípulo e aprendiz de Jesus. Não o faz sozinho, porque outros companheiros são chamados e o acompanham, movidos por uma experiência inesquecível.

O chamado e a missão acontecem no interior de um povo que se reúne para escutar a Palavra. Os/as discípulos/as de Jesus precisam superar a tentação da segurança e da rotina. Precisam ousar, inovar, ir mais fundo, superar a tentação da acomodação e da superficialidade. Precisam se tornar especialistas em capturar gente para a vida (‘pescar’). É a Palavra de Jesus, o Evangelho do Pai, que garante a fecundidade da missão e a nossa realização como pessoas.

 (Itacir Brassiani msf)

Ensinamento do Papa bento XVI

Deus pronunciou a sua Palavra eterna de modo humano; o seu Verbo fez-Se carne. Esta é a Boa Nova. Este é o anúncio que atravessa os séculos, tendo chegado até aos nossos dias. De fato, a Igreja funda-se sobre a Palavra de Deus, nasce e vive dela. Ao longo de todos os séculos, o Povo de Deus encontrou sempre nela a sua força, e também hoje a comunidade eclesial cresce na escuta, na celebração e no estudo da Palavra de Deus (Papa Bento XVI, Verbum Domini 1; 3).

Leitura Orante do Evangelho

A Leitura Orante da Palavra de Deus é um exercício para iluminar e para fecundar nossa vida cotidiana com a Palavra de Deus. Pode ser feita individualmente ou em família, em grupo ou em comunidade.

O Papa Bento XVI diz que “ouvir juntos a Palavra de Deus, praticar a Lectio Divina, deixar-se surpreender pela novidade do Evangelho, superar a surdez àquilo que não está de acordo com nossas opiniões ou preconceitos, é um caminho para alcançar a unidade da fé, como resposta à escuta da Palavra”.

Em tempos nos quais o amor ao próximo e a precaução com a saúde impõem restrições à convivência e à movimentação social, a Leitura Orante é um modo de ir além da simples assistência de celebrações virtuais e uma forma evitar que este seja um tempo pesado e estéril.

Os textos propostos aqui são aqueles indicados pela Igreja para a liturgia diária. Pessoas e grupos que desejarem, podem escolher outros textos, desde que tenham uma sequência, seja preparado um roteiro e se evite escolher apenas os textos que agradam mais.

Que a Palavra de Deus encontre em cada um/a de nós um terreno fecundo, e, mesmo nesses tempos inesperadamente difíceis, produza bons e abundantes frutos para a vida do mundo.

Missionários da Sagrada Família

https://misafala.org/ | Passo Fundo/RS

(http://itacir-brassiani.blogspot.com/)