Deus faz por nós mais do que ousamos pedir!
1002 | Quaresma | 1ª Semana | Quarta | Mateus 7,7-12
Ontem meditamos sobre o texto que nos
ensina que Jesus, no dom generoso de si através de uma vida e uma morte
absolutamente solidárias, tornou-se o sinal mais eloquente do amor de Deus
pelas suas criaturas. Nele, com ele e
por ele recebemos tudo, e não perdemos nada. Com sua vida e sua palavra, ele
nos ensina que, da confiança na bondade do Pai, brota a liberdade para se
dedicar ao Reino.
É sobre a bondade do Pai e a necessidade de
confiar plenamente nele que Jesus nos fala no texto de hoje. Ele já havia dito
que trazia uma Boa Notícia de Deus: Deus não é inimigo, cobrador, juiz e
general, mas pai que acolhe, socorre e perdoa, especialmente aqueles que se
encontram em situação de maior vulnerabilidade ou são discriminados e excluídos,
como são as pessoas que passam fome.
Ele havia ensinado a rezar ativando o desejo
da vinda do Reino de Deus, e havia também convidado a olhar para a confiança e
a liberdade que sustentam as aves dos céus e embelezam os lírios do campo. E
agora, ainda em pleno “Sermão da Montanha”, Jesus sublinha de novo a atitude de
confiança que se espera do discípulo, tanto na oração como no desempenho da
missão. Confiar, pedir, lutar e perseverar: isso é o essencial; o resto vem
depois.
Jesus nos convida a refletir sobre nossa
experiência comum. Será que alguém, em sã consciência, seria capaz de dar uma
pedra a quem pede um pão, ou cobra a quem pede carne? Jamais, se ainda não
abdicamos do nível mais raso da nossa cota de humanidade! E Deus, que é Pai e é
bom, seria indiferente às nossas necessidades, ou capaz de sentir prazer em
ver-nos em desespero? Claro que não! O segredo é pedir corretamente, como Jesus
ensinou no Pai-Nosso. Pedir corretamente, e confiar.
Qual é o
fundamento da nossa relação com Deus? Ela precisa ter como base a confiança
absoluta nele. Sem essa base, é praticamente impossível entregar nosso destino
em suas mãos, estabelecer a sua Palavra como bússola que guia nossas buscas.
Para sermos discípulos precisamos estar convictos da fidelidade do Pai, da sua
bondosa prontidão para atender às súplicas que lhe dirigimos.
Sugestões para a meditação
Leia atentamente,
palavra por palavra, este ensino de Jesus sobre a atitude de confiança na
oração e na missão
Você que teve a
sensação de que Deus fechou os ouvidos e as portas aos seus pedidos e
necessidades?
Aquilo que
costumamos pedir a Deus na oração é realmente aquilo que é indispensável para a
realização do Reino de Deus?
A imagem que
fazemos de Deus tem os traços e cores do amor e da compaixão, ou ainda tem
resquícios de onipotência e ameaça?
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