quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Deus é Pai, e é bom

Deus faz por nós mais do que ousamos pedir!

1002 | Quaresma | 1ª Semana | Quarta  | Mateus 7,7-12

Ontem meditamos sobre o texto que nos ensina que Jesus, no dom generoso de si através de uma vida e uma morte absolutamente solidárias, tornou-se o sinal mais eloquente do amor de Deus pelas suas criaturas.  Nele, com ele e por ele recebemos tudo, e não perdemos nada. Com sua vida e sua palavra, ele nos ensina que, da confiança na bondade do Pai, brota a liberdade para se dedicar ao Reino.

É sobre a bondade do Pai e a necessidade de confiar plenamente nele que Jesus nos fala no texto de hoje. Ele já havia dito que trazia uma Boa Notícia de Deus: Deus não é inimigo, cobrador, juiz e general, mas pai que acolhe, socorre e perdoa, especialmente aqueles que se encontram em situação de maior vulnerabilidade ou são discriminados e excluídos, como são as pessoas que passam fome.

Ele havia ensinado a rezar ativando o desejo da vinda do Reino de Deus, e havia também convidado a olhar para a confiança e a liberdade que sustentam as aves dos céus e embelezam os lírios do campo. E agora, ainda em pleno “Sermão da Montanha”, Jesus sublinha de novo a atitude de confiança que se espera do discípulo, tanto na oração como no desempenho da missão. Confiar, pedir, lutar e perseverar: isso é o essencial; o resto vem depois.

Jesus nos convida a refletir sobre nossa experiência comum. Será que alguém, em sã consciência, seria capaz de dar uma pedra a quem pede um pão, ou cobra a quem pede carne? Jamais, se ainda não abdicamos do nível mais raso da nossa cota de humanidade! E Deus, que é Pai e é bom, seria indiferente às nossas necessidades, ou capaz de sentir prazer em ver-nos em desespero? Claro que não! O segredo é pedir corretamente, como Jesus ensinou no Pai-Nosso. Pedir corretamente, e confiar.

Qual é o fundamento da nossa relação com Deus? Ela precisa ter como base a confiança absoluta nele. Sem essa base, é praticamente impossível entregar nosso destino em suas mãos, estabelecer a sua Palavra como bússola que guia nossas buscas. Para sermos discípulos precisamos estar convictos da fidelidade do Pai, da sua bondosa prontidão para atender às súplicas que lhe dirigimos.

 

Sugestões para a meditação

Leia atentamente, palavra por palavra, este ensino de Jesus sobre a atitude de confiança na oração e na missão

Você que teve a sensação de que Deus fechou os ouvidos e as portas aos seus pedidos e necessidades?

Aquilo que costumamos pedir a Deus na oração é realmente aquilo que é indispensável para a realização do Reino de Deus?

A imagem que fazemos de Deus tem os traços e cores do amor e da compaixão, ou ainda tem resquícios de onipotência e ameaça?


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