Ano C Roteiro de
Leitura Orante do Evangelho Nº 748
Dia 09/05/2022 | Quarta
Semana da Páscoa | Segunda-feira
Evangelho segundo
João (10,1-10)
(1) Coloque-se em atitude de oração
· Escolha
um momento adequado e tranquilo/a para a meditação
· Escolha
o lugar no qual você não seja interrompido/a
· Busque
uma posição corporal que lhe ajude a concentrar-se
· Acenda
uma vela, e tome a bíblia em suas mãos
· Tome
consciência de si mesmo/a e do tempo que vivemos
· Faça
silêncio interior e ative o desejo de ouvir a Palavra de Deus
· Prepare-se
cantando: “Sou bom pastor” (Clique
aqui: https://www.youtube.com/watch?v=zRUw7qwRIE0)
(2) Leia o texto da Palavra de Deus
· Leia
com toda a atenção o texto de João 10,1-10
· Leia
o texto em voz alta (se achar necessário e for possível)
· Neste trecho, cujo
seguimento é o trecho que meditamos ontem, Jesus se apresenta tanto como o “pastor”
como como a “porta”
· Antes, Jesus acusa as
lideranças do templo de serem cegos, de não quererem ver, e depois estas acusam
de estar louco
· Como porta do redil ou
curral, Jesus é passagem, é caminho, tanto para a segurança do rebanho como
para libertá-lo das prisões
· Quem não entra por
essa porta (que acolhe, que protege e que estimula à autonomia) revela-se
inimigo daqueles que diz liderar
· Como rebanho conduzido
por sua mão e sua voz, os/as que o seguem devem conhecer e levar a sério sua
palavra e seu caminho
· O
que a Palavra de Deus diz em si mesma, o que está escrito?
(3) Medite a Palavra de Deus
· Procure
perceber o que a Palavra de Deus lida e meditada diz a você hoje, qual é seu
sentido nesse momento da vida?
· Recomponha na memória
as principais comparações desta polêmica pregação de Jesus contra as lideranças
· Como a imagem da porta
pode nos ajudar a entender a identidade e a missão da comunidade cristã e da
Igreja de hoje?
· Nossas comunidades e
Igrejas se parecem mais com portas abertas, que ajudam a entrar e sair, ou com
redis ou currais fechados?
· Em tempos de
indiferença doentia e de proliferação de Igrejas, o que significa entrar por
Jesus, sair e encontrar pastagem?
· Num contexto de
crescente distância entre ricos e pobres, como e através de quem Jesus concede
vida abundante a todos/as?
· Se achar oportuno e for possível, leia as
“pistas” (página 3)
(4) Reze com o texto lido e meditado
· Tome
consciência de que este texto é Palavra de Deus
· Depois
de escutar atentamente, agora é sua vez de falar
· Não
mude de assunto, pois sua palavra é sua resposta a Deus
· Permita
que o próprio Deus dirija a sua oração, a sua resposta
· Não
se preocupe com raciocínios e frases bem articuladas
· Procure
perceber o que a Palavra de Deus lhe faz dizer a Deus
· Reze repetindo estas
palavras: Tu és, Senhor, o meu Pastor! Quero conhecer cada vez mais tua palavra
e seguir teus passos!
(5) Contemple a vida à luz da Palavra
· Procure
contemplar a realidade do mundo com o olhar de Deus
· Busque
meios para colocar em prática o que Deus lhe fala
· Perceba
o que você precisa mudar a partir dessa meditação
· Responda:
O
que Deus está pedindo que eu mude ou faça?
(6) Retorne à vida cotidiana
· Recite
o Pai Nosso e a Ave Maria
· Recite
a invocação: “Jesus ressuscitado, vencendo a opressão e a morte, tu fazes a nossa
esperança a cada dia mais forte!”
· Assuma
um compromisso pessoal de conversão e mudança
· Medite
e reze com canção “O Senhor é meu pastor” (Aqui: https://www.youtube.com/watch?v=7yhNw_Izyp4)
· Assuma
um compromisso pessoal de conversão e mudança
· Apague
a vela e conclua seu momento de oração
Pistas sobre João 10,1-10
Jesus entra em
nossa casa e nos conduz para fora. O Bom Pastor não quer isolar seu rebanho
dentro de um redil e conservá-lo seguro, mesmo que este redil se chame Igreja.
Ele não quer reduzir a vida dos/as discípulos/as ao ambiente doméstico,
indiferente ao mundo exterior. Ele chama pelo nome e conduz aqueles/as que o
ouvem para fora de si mesmos e para fora de um sistema que anestesia e, ao
mesmo tempo, separa, hierarquiza e aprisiona as pessoas.
Jesus, o Bom
Pastor, chama pelo nome e manda sair às periferias. Neste percurso, ele mesmo
caminha à nossa frente, livre e solidário, cordeiro e pastor. Ele não considera
suficiente despertar os homens e mulheres, e mostrar-lhes um caminho. Ele se
faz caminho e companheiro de caminhada, um pouco à frente para dissipar medos e
incertezas, mas sempre próximo para curar as feridas e fortalecer nos tropeços.
No fim, ele é porta aberta em forma de cruz, passagem-páscoa para a liberdade,
seta que aponta para um outro mundo possível e urgente. O importante é
reconhecer sua voz que nos chama pelo nome e nos convida a sair.
Além de manter
uma relação personalizada com cada pessoa, Jesus também reúne um rebanho, uma
comunidade, uma coletividade. Àqueles que ele congrega, também aponta um
caminho de saída, um estilo de vida comunitário, solidário. Somos ovelhas do
seu rebanho, membros de um povo solidário. Recebemos o bônus e o ônus de
estarmos ligados a um povo e a um mundo que caminha para a liberdade tropeçando
nos próprios pés, mas que também mantém o olhar fixo naquele que vai à sua
frente.
O sonho de Deus é
ver a vida florescendo em todas as dimensões e para todos os seus filhos e
filhas. Não se trata de uma vida miúda, apertada e resignada, mas de uma vida
abundante, transbordante. A festa da vida não pode ser reservada a uma meia
dúzia de privilegiados/as. É entrando e saindo do redil de Jesus, vivendo nossa
vida como dom, que encontramos pastagem. É na ousadia de ir além dos limites e
muros erguidos por ideologias mesquinhas que encontraremos o alimento que
sustenta esta vida tão sonhada.
(Itacir Brassiani msf)
Alegria e esperança
“A Igreja reconhece o que há de bom nos movimentos sociais de
nossos dias, especialmente na evolução para maior unidade do mundo e nos
processos sadios de socialização. A
promoção da unidade está intimamente vinculada à missão própria da Igreja. Mostra ao mundo que a verdadeira
união social externa provém da união das mentes e dos corações, da fé e da
caridade, intimamente ligadas à união que se funda no Espírito Santo” (Vaticano
II, Gaudium et Spes, § 42).
Leitura
Orante do Evangelho
A Leitura Orante da Palavra de Deus é um exercício para iluminar e para
fecundar nossa vida cotidiana com a Palavra de Deus. Pode ser feita
individualmente ou em família, em grupo ou em comunidade.
O Papa Bento XVI diz que “ouvir juntos a Palavra de
Deus, praticar a Lectio Divina, deixar-se surpreender pela novidade do
Evangelho, superar a surdez àquilo que não está de acordo com nossas opiniões
ou preconceitos, é um caminho para alcançar a unidade da fé, como resposta à
escuta da Palavra”.
Em tempos nos quais o amor ao próximo e a precaução com a
saúde impõem restrições à convivência e à movimentação social, a Leitura Orante é um modo de ir além da
simples assistência de celebrações virtuais e uma forma evitar que este seja um
tempo pesado e estéril.
Os textos propostos aqui são aqueles indicados pela Igreja
para a liturgia diária. Pessoas e grupos que desejarem, podem escolher outros
textos, desde que tenham uma sequência, seja preparado um roteiro e se evite
escolher apenas os textos que agradam mais.
Que a Palavra de Deus encontre em cada um/a de nós um
terreno fecundo, e, mesmo nesses tempos inesperadamente difíceis, produza bons
e abundantes frutos para a vida do mundo.
Missionários
da Sagrada Família
https://misafala.org/ | Passo Fundo/RS
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