Jesus chama e
associa discípulos à sua missão
968 | Tempo Comum | 2ª
Semana | Marcos 3,13-19
Ontem vimos que Jesus pede que
estendamos a mão a ele para que sejamos curados, para que nossa mão se estenda
para servir gratuitamente quem precisa, para lutar por causas justas e humanas.
Mas ele espera também que tenhamos a corajosa liberdade de enfrentar e
desmascarar os sistemas que oprimem os pobres, inclusive usando o nome de Deus.
Depois de atender as necessidades de muita
gente, Jesus começa a se ocupar mais com a evangelização e ensino e a formação
dos seus discípulos. Ao redor de Jesus, aparecem dois grupos: as multidões, que
buscam ajuda; os discípulos, que o seguem como mestre. Jesus tem consciência de
que a missão de anunciar e promover o Reino de Deus precisa de mais gente para
se estender no tempo e no espaço.
Chamando um grupo de doze entre os muitos
discípulos e discípulas, Jesus constitui uma comunidade para encarnar e
prosseguir sua missão, um núcleo visível do Reino de Deus, uma nova família
convocada a viver de modo alternativo e contracorrente. A nova aliança de Jesus
é protagonista gera um povo novo e pede uma nova liderança, diferente dos
fariseus, sacerdotes e escribas. Com este chamamento e essa constituição, Jesus
rejeita e descarta os velhos líderes.
Na verdade, o grupo dos Doze Apóstolos é uma
espécie de comitê revolucionário, semelhante a uma equipe de governo em
situação de exílio, de comunidade de resistência e alternativa na construção de
um outro mundo. É uma espécie de confederação de tribos, baseada em laços de
solidariedade e não de sangue, e que substitui a confederação das tribos de
Israel, criada depois do êxodo.
O grupo dos Doze Apóstolos não está
fechado, nem acima do círculo dos demais discípulos e discípulas. Sua
identidade e missão é estar próximo de Jesus para assimilar seu modo de ser e,
quando isso estiver consolidado, ser enviado para pregar a novidade e a
liberdade do Reino de Deus, com a autoridade e a coerência de Jesus, inclusive com
a capacidade de expulsar demônios, que é a libertação da dominação
interiorizada. Não podemos esquecer que a missão de evangelizar é um confronto
com os poderes estabelecidos.
Sugestões para a meditação
Contemple
a cena: o nome dos discípulos chamados, os novos nomes que alguns recebem, a
missão que lhes é confiada
Participe
da cena, subindo à montanha com Jesus e seus discípulos, ouvindo seu nome entre
os chamados e enviados
O
que significa concretamente e hoje, para você e sua família, ser chamado/a por
Jesus para “ficar com ele” e ser enviado em missão?
Quem
é que, em determinadas situações, acaba sendo sucessor de Judas Iscariotes,
aquele que traiu Jesus, sua confiança e sua missão
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