segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

O que é isso?

Jesus resgata a identidade de quem a perdeu

958 | Tempo Comum | 1ª Semana | Marcos 1,21-28

Estamos meditando as palavras e ações de Jesus durante a semana inaugural da sua missão, conforme o evangelista Marcos. Depois de proclamar de forma resumida e enfática a que veio – “o tempo de espera terminou; o reino de Deus está próximo; mudem o modo de pensar; creiam nessa boa notícia” – ele vai à sinagoga de Cafarnaum e realiza o primeiro sinal de que o Reino de Deus de fato desabrochou.

Sua pregação provoca encanto e admiração. Seu ensino não é como a doutrina impositiva dos doutores da lei. Na sinagoga, lugar do ensino sobre a lei de Deus, ocorre o primeiro confronto de Jesus com os doutores da lei, senhores do púlpito e de toda a sinagoga. Enquanto Jesus ensina que o Reino de Deus é graça inclusiva e regeneradora, os doutores repetem que é preciso cumprir a lei, custe o que custar.

Por isso, com seu ensino Jesus ataca a legitimidade dos doutores da lei e dos escribas. A sinagoga é o cerne da ordem social do judaísmo. São eles que falam pela boca daquele possuído por um espírito imundo, profundamente destruído. São eles que temem perder a influência sobre o povo, e pensam que Jesus veio “puxar o tapete” deles. Mais adiante, eles dirão que o próprio Jesus está possuído por um espírito imundo, e o veem um intruso hostil à ordem que eles defendem.

Prestando atenção ao evangelho de Marcos, percebemos que Jesus fala pouco e age muito. E a primeira ação pública que ele realiza é calar a voz daqueles que dizem que Jesus veio para incomodar e destruir. Espírito imundo é o filho da mentira (que ultimamente recebeu o nome de fake news), e a ação de Jesus não é um gesto típico de um exorcista, mas um sinal da libertação suscitada pelo Reino de Deus. Nos evangelhos, a ação de expulsar espíritos maus ou demônios caracteriza a vitória de Deus sobre as resistências ao seu Reino.

O ministério de compaixão e libertação de Jesus provoca espanto e admiração. E o povo começa a se perguntar o que isso significa e qual é a identidade de Jesus. Enquanto isso, as autoridades religiosas ficam inquietas e indignadas. Elas percebem desde logo que a ação libertária e solidária de Jesus vai minando desde as bases o sistema ideológico e social que eles defendem e que mantém seus privilégios.

 

Sugestões para a meditação

Releia o texto com a imaginação, acompanhando Jesus na sinagoga de Cafarnaum, seu ensino e as reações que provoca

Preste atenção na objeção dos doutores da lei a Jesus, pela boca de uma pessoa possuída por um espírito imundo

O que significa a ousadia de Jesus em ensinar com autoridade na própria casa dos detentores do direito de ensinar?

Você acha que Jesus veio para destruir a zona de conforto de quem deseja viver sua fé sem se importar com os pobres?

2 comentários:

Jarbes Lima disse...

Não acho, tenho certeza! O Evangelho social de Jesus é transformador. Quando vc se depara com o chamado do mestre ou vc o segue e passa ser oprimido pelo sistema (comunista, defensor de vagabundo, etc) ou sai pela culatra como o jovem rico.
Mas os fascínoras continuam a distorcer o evangelho inclusivo, porque querem exclusividade

JARBES OZEAS OLIVEIRA DE LIMA disse...

A Igreja está lotada de fariseus que tentam bloquear a ação transformadora do evangelho no povo sofrido da América Latina.
Mas eles serão derrotados e expostos por sua hipocrisia e religiosidade apócrifa