Jesus abre as portas
às pessoas de ‘má fama’
962 | Tempo Comum | 1ª
Semana | Marcos 2,13-17
Na cena de ontem, estando em sua própria
casa, Jesus deixa claro que, quando reinsere os excluídos na sociedade, faz isso
em nome de Deus. Por isso, depois de declarar perdoados os pecados do paralítico,
ordena que ele se coloque de pé, tome sua cama e vá para casa. E assim
aconteceu, diante da admiração do povo, que nunca tinha visto algo assim:
alguém que enfrenta a exclusão e resgata a autonomia.
Depois disso, Jesus sai de novo à beira do mar, acompanhado pelos
seus discípulos. E, ali, prossegue seu ensinamento original sobre o Reino de
Deus. Caminhando, vê um coletor de impostos e o chama para fazer parte do seu
colégio de discípulos. Mais tarde, na casa de Levi – assim se chamava o coletor
– senta-se à mesa na qual se misturam discípulos, coletores de impostos e o
povão, numa confraternização alegre e profética, sem distinção ou exclusão de
ninguém
Jesus vivia cercado de gente anônima, pertencente às classes de
baixo, não educada nas academias e que vivia à margem da lei judaica. Eles são
identificados como pecadores, e são socialmente marginalizados, como os
coletores de impostos, que são judeus que colaboram com os dominadores romanos,
e são evitados e penalizados pelo judaísmo. Essa “mistura de gentalha” se reúne
na casa de Levi.
Como fizeram os convidados anteriores, Levi atende ao chamado de
Jesus e rompe com uma atividade que o fazia colaborador dos invasores e
explorador do seu próprio povo. E Jesus vai à sua casa e participa de uma
simbólica interação fraterna e solidária com o povão, os diversos tipos de
pecadores e os discípulos, sob o olhar escandalizado dos fariseus doutores da
lei. Sentar à mesa significa comungar com a vida daqueles que a compartilham.
Jesus responde ao questionamento dos
fariseus aos seus discípulos com uma comparação com a qual sublinha, justifica
e evidencia sua opção: como são os doentes que precisam de médico, são os
pecadores que precisam de acolhida e perdão. “Eu não vim para chamar os
justos”, diz Jesus provocativamente. Para Jesus, a Igreja jamais pode colocar
barreiras ao povo e aos pecadores. Nada mais distante do sonho de Jesus que uma
Igreja exclusiva para pessoas que se consideram justas.
Sugestões para a meditação
Observe a
alegria dos pecadores e do povão acolhido e valorizado por Jesus, assim como o
escândalo dos fariseus
Como você e
sua comunidade se sentem diante da defesa dos direitos humanos das pessoas
ameaçadas em sua integridade?
Em que
medida sua comunidade, e a Igreja como um todo, seguem essa orientação de Jesus
na sua ação pastoral?
Que lugar o
povo mais simples e as pessoas quebradas pela vida encontram em nossas
comunidades cristãs?
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