Jesus é salvação
para todas as pessoas e povos
949 | Epifania do
Senhor | Mateus 2,1-12
Desde muito cedo, as comunidades cristãs chegaram a
uma convicção bem segura: em Jesus, na sua vida e nas suas palavras, especialmente
na morte de cruz e na ressurreição, Deus revela sua mais límpida vontade. E
essa vontade de Deus consiste na afirmação de que todos os povos e nações que
não pertencem ao judaísmo são admitidos à mesma herança, são membros do mesmo
corpo, e são associados à mesma promessa revelada anteriormente apenas ao povo
judeu.
Ainda
hoje somos tentados a dividir a humanidade em judeus e pagãos, cidadãos e não
cidadãos, santos e pecadores, cristãos e hereges, nós e eles, etc. E aqueles
que proclamam e sustentam essa divisão se incluem sempre no primeiro grupo,
entre as pessoas as “pessoas de bem”, aquelas que agradariam a Deus! Há,
inclusive, muitos cristãos e agrupamentos cristãos que não conseguem entender
que Jesus tenha vindo para contestar e desmascarar essa ideologia.
A
manifestação de Deus na estrebaria e na cruz, nas estradas e no templo, se
confronta também com outra piedosa tentação: a ideologia do poder, que imagina
que Deus é uma entidade todo-poderosa que age mediante as pessoas que se
destacam pelo poder, pelo saber ou pela riqueza. Ao perguntarem onde está o rei
dos Judeus que acabara de nascer, orientados pelos homens religiosos, os magos
do Evangelho nos remetem a um Menino, sem poder e sem sinais de realeza e sem
ligação com Herodes ou César Augusto.
Com
a solenidade da epifania, a manifestação do filho de Deus a todas as nações,
povos e culturas, a Igreja quer suscitar nos cristãos a alegria e o
discernimento, mas aquela depende deste. As pretensões de superioridade não
podem nos levar a esquecer que os primeiros a reconhecer a manifestação de Deus
em Jesus Cristo são os pastores e os pagãos, os pecadores e as prostitutas.
Enquanto os magos deixam a comodidade, buscam e perguntam, Herodes cede ao medo
e os sacerdotes permanecem inertes.
Em Jesus, Deus vem ao encontro de quem está longe, de
quem é tratado como último, que nada merece e nada pode. E se revela aos
utópicos e sonhadores, aos buscadores de terras sem males, aos construtores da
paz solidária, aos tecedores da fraternidade sem fronteiras, aos reconstrutores
das terras e cidades devastadas. Aprendamos com os magos a vencer todo
resquício de colaboração com a ideologia dos poderosos. Encontrando Jesus,
trilhemos outros e novos caminhos!
Sugestões para a meditação
Releia o
texto lentamente, detendo-se nos personagens, naquilo que falam e fazem, nas
atitudes que revelam
Mesmo que a
tradição diga que estes personagens como magos ou reis, eles são pagãos sábios
e desprezados que buscam a Deus
O que leva Herodes
e temer o nascimento do Messias, e os sacerdotes a não fazer nada, mesmo
conhecendo as escrituras?
O que
significa para nós hoje mudar de caminho depois de encontrar Jesus?
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