A vizinhança se
alegra com a misericórdia
1121 | Solenidade da
Natividade de João Batista | Lucas 1,57-80
Este
belo texto nos convida a valorizar os pequenos fatos da vida, como o nascimento
de uma criança, os encontros de amigos, a superação de uma enfermidade, pois é
o relato do nascimento de João Batista. É Deus presente no meio de nós, Deus
que continua cumprindo suas promessas. No
nascimento do filho esperado, as promessas começam a se cumprir.
O
filho que foi prometido a Zacarias nasce e traz
alegria, não apenas a ele, mas a todo o povo. Chegou o tempo estabelecido,
o tempo da graça. O anjo já havia anunciado que muita gente se alegraria com
este nascimento. A vinda do pequeno João
à luz do dia é um sinal de esperança para todo o povo do qual fará parte.
Nele, Deus é misericórdia e graça, e o caminho que leva a Deus é endireitado, e
Zacarias solta a língua e louva a Deus.
Os vizinhos queriam dar
ao bebê o nome do pai, inserindo-o na tradição da família e do clã. Mas o nome será aquele sugerido a Zacarias pelo
anjo: João, que significa “o Senhor é favorável”. Este nome amplia o desejo
da vizinhança, e diz que João é uma graça de Deus para todos. A este nome a
tradição acrescenta ‘Batista’, como referência à sua prática profética. Que
nenhuma tradição festiva ou redução intimista apague sua profecia!
Zacarias havia ficado mudo, mas, com o nascimento do
filho, volta a falar. Como um homem justo, começa
a bendizer a Deus. A liturgia que ele dirigia no templo no dia do anúncio e
fora interrompida é agora retomada, em clima de louvor e festa. À medida em que
a notícia se espalha, todo o povo fica sabendo o que Deus está fazendo pelo
povo, e todos se enchem de admiração e
respeito pelo que estava acontecendo. O medo faz calar, a admiração faz
proclamar, crer e caminhar.
A vizinhança se pergunta o que vai ser do menino. E o Evangelho
diz que ele falará e agirá em nome de Deus, chamando à conversão, endireitando
caminhos, propondo a reconciliação e a justiça. E terá a grata satisfação de mostrar o Messias presente no mundo, Jesus
de Nazaré. Não nos cansemos de celebrar os sinais da grandeza do amor
misericordioso de Deus na fragilidade, na pequenez e aparente insignificância
tanto das pessoas como dos acontecimentos.
Sugestões para a
meditação
Participe
desta cena e interaja com Isabel, Zacarias, a vizinhança e os parentes, que se
reúnem para participar da alegria de Isabel
O
que aconteceu com as nossas liturgias, que expulsaram a alegria para hospedar a
seriedade, o comedimento, a doutrina e a moral?
O
que a alegria e a simplicidade que marcam as festas juninas podem nos ensinar
sobre a vivência cotidiana da fé cristã?
Nenhum comentário:
Postar um comentário