Sejamos luz e sal do Reino de Deus no mundo
1106 | Tempo Comum |
Semana X | Terça-feira | Mateus 5,13-16
Não esqueçamos o ponto de partida deste breve e
intenso texto do evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus: os quatro versículos de hoje são a sequência das bem-aventuranças,
e fazem parte de uma espécie de apresentação da novidade de Jesus. Ele não é um
pregador e mestre ao estilo dos doutores da Lei, e não veio impor um
receituário moral a ser praticado minuciosamente.
Nestes breves versículos, Jesus retoma o tom direto, e fala aos discípulos: “Vocês são o sal da terra! Vocês são a luz do mundo!” Ele fala aos
mesmos interlocutores das últimas bem-aventuranças: “Felizes vocês, quando por minha causa os
insultarem e perseguirem...” Está claro que estes discípulos são sal da terra e luz do mundo na medida em que forem
misericordiosos, íntegros, pacificadores e promotores da justiça.
A comunidade que se reúne em torno de Jesus e segue
seus passos não é um grupo de fanáticos,
separado e fechado. Quando Jesus diz que somos sal, está enfatizando nossa inserção
no mundo, nosso engajamento pelo
bem-estar das pessoas e povos, nosso trabalho para que os projetos e
instituições não se degradem ou se corrompam. Ai de nós se esquecermos isso!
Não podemos esperar outro destino que não seja ser pisoteados, ser objeto de
desprezo.
A comunidade que nasce da novidade do Reino e do
chamado de Jesus não pode ser uma instituição auto referencial, não pode viver em função de si mesma.
Quando Jesus diz que somos luz do
mundo, está pedindo que vivamos e
saiamos em missão, que irradiemos o brilho do Reino de Deus em nossas relações,
que a identidade e a missão que pertencia ao povo de Israel passa a pertencer
ao novo povo de Deus, a este povo-semente do qual somos parte.
Uma comunidade que é sal da terra e luz do mundo será sempre uma comunidade-semente, minoritária e
marginal. Mas terá a força e a vocação
de tornar visível a novidade do Reino de Deus na história. Nem mais e nem
menos que isso. Que seja apenas isso, mas seja sempre. Esta é a nossa grandeza, a nossa glória, a nossa vocação. E não
precisamos de outras.
Sugestões para a meditação
Acolha
e deixe ressoar em você a imagem do sal (modo de ser no mundo) e da luz (missão
do discípulo missionário de Jesus)
O sal
misturado à comida perde a visibilidade, mas todos percebem se está ou não
presente: o que isso nos ajuda a entender?
A
luz não brilha para si mesma, mas para que vejamos as pessoas e coisas ao nosso
redor: o que isso nos ensina sobre a vida cristã?
Qual
é a qualidade do sal e a intensidade da luz que nossas comunidades cristãs
estão demonstrando nestes tempos difíceis?
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