Com Jesus, todos os pecadores têm futuro
1027 | Quaresma | 5ª Semana | Segunda | João 8,1-11
No dia mais solene da festa, de
madrugada, vai ao templo. Era a Festa das Tendas, que recordava o tempo em que
viveram em tendas e o início do Yom Kippur, o tempo especial de perdão e
remissão todas as dívidas. E
eis que chegam à praça do templo alguns fariseus arrastando uma mulher e acusando-a
de adultério.
Os mestres da lei e os fariseus transgredem
o espírito dessas festas, tramam a prisão e morte de Jesus e condenam
tacitamente uma mulher ao apedrejamento, sem o mínimo sinal de misericórdia. Eles pretendem apresentar uma
armadilha a Jesus: colocam ele entre a lei judaica, a lei romana e seu próprio
ensino.
Jesus começa respondendo com um gesto
corporal: inclina-se, e coloca-se no nível de mulher; abaixa-se diante do um
bando de homens que esperam seu sinal para liberar sua violência machista.
Jesus se aproxima da humanidade ferida e busca uma avaliação e uma palavra
justa. Para desmobilizar a violência dos acusadores, Jesus evita o olhar dos
agressores. Abandonando o combate, ele o acaba vencendo.
Os fariseus insistem. Então, a
resposta de Jesus é extremamente simples, uma única frase, que chama ao
discernimento: quem nunca pecou, que comece o apedrejamento! Os fariseus
conhecem a Lei, e sabem que ela chama à conversão, à atenção a Deus e ao seu
povo. Eles se dão conta da ilusão de serem superiores. Jesus e a mulher acabam
ficando sozinhos na praça, miséria diante da misericórdia.
A mulher permanece ali, cercada e
algemada pela própria culpa. Então Jesus se dirige a ela, com uma pergunta que a
ajuda a tomar consciência de que todos os seus acusadores são pecadores, como
ela, que todos são membros da mesma e única humanidade que ele veio libertar.
Por fim, declara que ele também não a condena, e pede que a mulher não volte a
pecar.
Jesus não defende
o laxismo nem rigorismo, mas a misericórdia, que não legitima o pecado, mas
também se recusa a reduzir e identificar a pessoa com seu pecado. A pessoa jamais pode ser reduzida aos seus
atos! Diante de Deus todos temos chance.
Não é verdade que para conhecer e experimentar Deus não podemos ser pecadores!
Ser pecador é uma chance para conhecer o coração de Deus! É porque ele nos ama
e perdoa incondicionalmente que precisamos viver cada vez melhor.
Sugestões para a meditação
Retome
esta cena atentamente, situando-se entre os três personagens: os fariseus, a
mulher e Jesus
Tome
como dirigidas a você as palavras de Jesus: “Eu também não te condeno... Vai em
paz e não tornes a pecar...”
Por
que nos custa tanto superar a atitude de acusadores e assumir, de verdade, nossa
realidade de pecadores e iguais?
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